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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, após jantar oferecido pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump – Nova York/EUA

por Portal Planalto publicado 18/09/2017 22h02, última modificação 20/09/2017 13h02

Nova York-EUA, 18 de setembro de 2017

 

 

Jornalista: Vamos começar falando sobre o jantar, presidente?

 

Presidente: Vamos. Vamos começar falando sobre o jantar, para dizer que houve coincidência, coincidência absoluta, das posições de todos os participantes do jantar sob dois ângulos. Um ângulo humanitário, que é a questão com o povo venezuelano. Aliás, o Brasil tem feito o possível para ajudar humanitariamente. Vocês sabem que nós acabamos mandando remédios, medicamentos, lá para a Venezuela. E, de outro lado, a questão política, que é uma questão que cabe ao povo venezuelano. Mas, evidentemente, na opinião de todos os participantes do jantar, é preciso que logo haja uma solução democrática na Venezuela. Eu próprio relatei que recebi o Leopoldo Lopez, tenho mantido os mais variados contatos, recebi a esposa dele, a mãe dele, para revelar a posição do Brasil em relação à Venezuela, coisa que não ocorria antes, não é?

          E houve coincidência absoluta. As pessoas querem que lá se estabeleça a democracia, não querem uma intervenção externa, naturalmente. Mas querem manifestações que se ampliem, dos países que aqui estão para os países da América Latina, para os países caribenhos, de maneira a pressionar a solução democrática na Venezuela.

 

Jornalista: Alguma decisão, presidente? Alguma decisão foi tomada? Algum pedido do presidente Trump para o senhor?

 

Presidente: Nesse sentido nada. Não, nada em especial. Apenas que nós continuássemos, como vizinhos que somos. Nós relatamos, o presidente da Colômbia relatou, os problemas dos refugiados. Nós temos trinta, mais de 30 mil refugiados no Brasil, milhares de refugiados na Colômbia e alguns até no Panamá, não é? Alguns no Panamá. E o que houve foi isto: todos querem continuar a pressão para resolver. Mas a pressão diplomática.

 

Jornalista: Não tem a possibilidade de sanções?

 

Presidente: A possibilidade de sanções não foi exatamente discutida. Falou-se em sanções, mas as sanções são sanções, digamos, verbais, são palavras democráticas, são palavras diplomáticas, tal como aconteceu com a reunião de Lima, em que todos tomaram providências, e como aconteceu no Mercosul. No Mercosul, quando nós fizemos reunião na Argentina, a Venezuela foi excluída do Mercosul, melhor dizendo, até nem chegou a entrar, por não ter cumprido as cláusulas democráticas.

 

Ouça a íntegra (02min18s) da entrevista do Presidente Michel Temer.