Entrevista Coletiva concedida pelo Presidente da República, Michel Temer, após Almoço em Homenagem aos Presidentes dos Estados Partes do Mercosul, Estados Associados e Convidados Especiais, oferecido pelo Senhor Horacio Cartes, Presidente da República do Paraguai - Assunção/Paraguai

Assunção/Paraguai, 18 de junho de 2018

 

Jornalista: Tudo bom, presidente?

 

Jornalista: Como vai o senhor?

 

Presidente: E aí? Boa reunião, não é? Boa reunião do Mercosul. Acho que avançamos mais ainda, não é? Numa unidade absoluta do Mercosul que, naturalmente, busca acordos internacionais. Eu digo mesmo que o acordo com a União Europeia acho que nunca avançou tanto como avançou nestes últimos anos. De modo que eu acho que foi muito produtiva esta reunião.

Além do que nós reafirmamos a nossa crença na democracia, nos direitos humanos, nos valores sociais. Mais uma vez ficou evidenciada aquela tese popular de que “a união faz a força”, ou seja, quando nós nos apresentamos como Mercosul, todos os Estados juntos, isso tem uma significação muito maior perante o cenário internacional.

Além do que, mais uma vez, ficou evidenciado que nós podemos promover uma eventual aliança do Mercosul com a Aliança para o Pacífico. Aliás, uma questão que foi tratada por nós na Cúpula das Américas, informalmente, e agora aquela conversa que nós tivemos na Cúpula das Américas gerou o convite para os membros do Mercosul ir ao México, numa reunião da Aliança para o Pacífico.

Então, eu penso que esta reunião foi muito produtiva, embora só durante meio dia, mas extremamente proveitosa.

 

Jornalista: O senhor chegou a conversar com o presidente do Paraguai sobre esse doleiro o Dario Messer, a busca?

 

Presidente: Não, isso não foi assunto lá, não foi assunto da pauta.

 

Jornalista: E sobre a Venezuela, presidente?

 

Presidente: A Venezuela, nós dissemos, nós reiteramos a nossa preocupação com a retomada, digamos, da democracia, na Venezuela, um espaço mais livre para fazer política. Nós, no Brasil, temos acolhido os refugiados. Eu até mencionei que nós acabamos até criando uma identidade especial, provisória, para os refugiados, e já estamos dando toda a assistência. Aliás, eu já estive em Roraima, há dois meses, mais ou menos, três meses atrás, e amanhã estou indo a Roraima, a Pacaraima e a Boa Vista, para visitar aquele local e revelar, mais uma vez, o interesse do Brasil em acolher os refugiados.

 

Jornalista: Presidente, como entrou na pauta, agora, esse governo, no final do mandato, nos últimos meses?

 

Presidente: Pauta do governo?

 

Jornalista: Isso, e diante também da pesquisa que mostra a baixa popularidade do senhor (...), como retomar a (...)?

 

Presidente: Bom, em primeiro lugar, a pesquisa não é verdadeira, porque você sabe que nós temos a melhor relação com o Congresso, não é? Veja que nestes últimos tempos, nós aprovamos - estou falando de três semanas para cá -, em conversas que eu tive com o presidente Eunício Oliveira, nós aprovamos seis ou sete medidas provisórias numa única noite. Ademais disso, naquela noite aprovou-se a urgência para a chamada reoneração, que foi votada no dia seguinte no Senado Federal. E na Câmara, em face de conversas que eu tive com o presidente Rodrigo Maia, aprovou-se o cadastro positivo, aprovou-se a duplicata eletrônica. Agora, para esta semana, já está ajustada a questão das distribuidoras e também mais um projeto que está na pauta desta semana. Então, o Congresso está trabalhando como antes. E um diálogo muito próprio, muito oportuno também.

 

Jornalista: Presidente, o CADE deu hoje um parecer desfavorável à tabela do frete. Como senhor vê isso?

 

Presidente: Isso aqui está no Judiciário, não é? Há uma ação no Judiciário. Vamos esperar o Supremo decidir.

 

Jornalista: Mas atrapalha a resolução do (...)?

 

Presidente: Não, eu acho que não. O que aconteceu foi o seguinte: nós fizemos uma grande composição com os caminhoneiros. Naturalmente, vocês perceberam o drama que foi aquele problema dos caminhoneiros. Conseguimos pacificamente, sem nenhum incidente de maior monta, conseguimos desmontar aquele movimento pacificamente, por meio do diálogo e com a utilização de autoridade. Agora, se o Supremo decidir de outra maneira, evidentemente nós vamos obedecer a decisão do Supremo.

 

Jornalista: E a Copa do Mundo, presidente? E a Copa?

 

Presidente: O Brasil está no jogo, o Brasil está no jogo. Não vamos nos impressionar. Um a um,  Brasil no jogo, até o final.

Ouça a íntegra da entrevista (04min16s) do Presidente.

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