Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante Cerimônia de Lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2018/2019

Palácio do Planalto, 06 de junho de 2018

 

 

Olha, meus amigos, minhas amigas, eu tenho uma relação imensa aqui de autoridades constituídas que aqui se acham, ministros, deputados, senadores, ex-ministros, enfim, uma quantidade imensa de autoridades. E, por isso, eu vou pedir licença para saudar a todos coletivamente.

Mas eu faço uma especial menção ao Blairo Maggi, representando a todo esse setor, e dizer inauguralmente, inicialmente, o quanto o Blairo tem feito pela a agricultura brasileira, pela agricultura, pelo agronegócio, pela pecuária, enfim, por todos os setores.

E naturalmente ele o faz por que também tem apoio, tem o entusiasmo. Eu, no governo, eu vejo muitos setores entusiasmados, mas um setor tão entusiasmado como agronegócio, a agricultura e a pecuária eu não encontrei. Portanto, o setor e o Blairo merecem um aplauso.    

E eu quero dizer que é com extraordinária satisfação que nós estamos renovando o compromisso com o campo brasileiro.

          São nossos trabalhadores rurais, não vou dizer novidades, com seu trabalho, com seu talento, que fazem do Brasil a potência agrícola que é. Pois o governo tem que estar à altura do extraordinário sucesso do agronegócio. Daí os mais de R$ 194 bilhões em crédito do Plano Agrícola e Pecuário que lançamos hoje. São recursos que naturalmente estimulam a produção e impulsionam o crescimento da economia brasileira.

Apoiar o produtor rural, aqui eu vou dizendo algumas obviedades, mas apoiar o produtor rural é incentivar a inovação tecnológica. Eu, até há pouco tempo atrás, o Blairo me levou para o Mato Grosso, na colheita do algodão, e lá me colocou em uma máquina para dirigir essa máquina e colher algodão. Disse: “Mas eu? Como que eu vou fazer?”. Ele disse: “Não, você aperta esse botãozinho aqui” - vejam o avanço tecnológico - “aperta esse botãozinho, que a máquina faz tudo”. E, de fato, eu colhi muito algodão lá, apertei o botãozinho, ia colhendo algodão e já recolhendo e ensacando o algodão e deixando toneladas e toneladas de algodão.

Por isso que se fala no avanço tecnológico. E esse avanço tecnológico também gerando empregos para milhões de pessoas no campo e na cidade. E a verdade - não é, meus amigos? - é que no mundo todo a nossa agricultura tornou-se um sinônimo de produtividade, de eficiência, de segurança alimentar. Eu sou testemunha disso. Quando converso com líderes de vários países, eu ouço elogios frequentes e eloquentes ao agronegócio brasileiro.

Aliás,  para fazer uma referência à Embrapa, não há encontro que eu faça no exterior que as pessoas não se lembrem e mencionem a produtividade tecnológica e científica da Embrapa. Como muito recentemente - não é, Blairo? -, você foi saudado em Paris com a medalha de eliminação da febre aftosa no Brasil. Que é uma coisa de muito tempo. Quantos anos? Sessenta anos. Quando se conseguiu? Graças a Deus, nesse governo, mas com o trabalho do Blairo, da Embrapa e de todos.

E o progresso do agronegócio continua sempre com pleno respeito à natureza. É interessante que no passado havia muita divergência entre o setor da agricultura e o meio ambiente. O Blairo, o ministro do Meio Ambiente, antes o Sarney Filho, agora o nosso Duarte, Edson Duarte, eles conseguiram tal diálogo, Tereza e todos, não é, Ivo Cassol? Conseguiram um diálogo tão produtivo que não há uma divergência sequer entre o setor do agronegócio, da agricultura e do meio ambiente. Quando há uma pequena nesga de, digamos assim, de divergência, entram todos, uma ou outra vez com a minha palavra, e logo solucionamos a questão.

Até por uma razão singela: é que a palavra diálogo é um dos pontos centrais do nosso governo. Não foi sem razão que, sem embargo de uma ou outra observação crítica, nós conseguimos depois de 10 dias de uma greve, convenhamos, preocupante, uma greve que poderia, como paralisou durante um bom período, o País. Mas nós conseguimos com diálogo e usando, ao mesmo tempo, conectado o diálogo com autoridade, nós conseguimos encontrar uma solução que não gerasse um incidente qualquer. Incidente, convenhamos, desejado por muitos que tentaram fazer da greve um movimento político. E nós evitamos isso, sem embargo de termos colocado as Forças Federais todas a serviço dos estados brasileiros, mas força do diálogo. Isso tem acontecido no setor do agronegócio, juntamente com o meio ambiente.

Aliás, para falar em números, os  números falam por si. A produção de grãos,  aumentou duas vezes e meia, enquanto a área plantada cresceu muito menos – em torno de 50%. É interessante - não é, Blairo? -, que parece que a produção de grãos será mais ou menos a mesma do ano passado, mas os valores são muito superiores. Você falou em R$ 9 bilhões e qualquer coisa, não é? Reais, não é? É interessante que, veja como a agricultura brasileira tem sido prestigiada.

          Portanto, das muitas coisas que nós conquistamos, nós não conquistamos isso como resultado de voluntarismo ou passes de mágicas. Nossos avanços foram obtidos graças ao diálogo e à responsabilidade. Diálogos que são e continuarão a ser, digo isso em letras maiúsculas, as marcas do nosso governo.

E para tanto nós sempre contamos com a força do agronegócio.

Aliás, não há uma solenidade que nós fazemos aqui, quando o Blairo convoca, que não haja uma multidão presente, e uma multidão muito entusiasmada. Por isso vamos seguir em frente todos unidos.

Reerguer o Brasil é obra de todos, do governo e dos senhores e das senhoras.

Muito obrigado.

 

Ouça a íntegra (07min09s) do discurso do Presidente Michel Temer