Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante a Cerimônia de Lançamento da Construção do Reator Multipropósito Brasileiro

 

Iperó/SP, 08 de junho de 2018

 

Cumprimentando a todos

E portanto, eu lanço aqui um cumprimento coletivo e peço licença ao comandante da Marinha, aos ministros, aos prefeitos, aos embaixadores, à comunidade científica que está enormemente presente nessa solenidade, para dispensar a nomeação de todos aqueles que já foram nomeados várias vezes.

São tantos, essa é a primeira observação que eu faço, a revelar, professor (...) a revelar exata e precisamente a importância deste ato, não tivesse a significação, o relevo, o ressalte que aqui os vários oradores expressaram, e não só os oradores, mas também as imagens que foram projetadas. Eu já havia antes de chegar aqui recebido uma belíssima explicação sobre esta atividade.

Então, eu quero ao cumprimetar a todas autoridades, cumprimentando a todos, eu quero mais uma vez ressaltar a importância deste ato. Portanto, não são apenas palavras pelo que nós podemos verificar, mas, na verdade execução, ação, concreção é isso que nós podemos verificar aqui.

Eu que já estive neste mesmo local há cerca de sete anos atrás, pude verificar a evolução extraordinária destes projetos todos que foram implantados nesta localidade.

Por isso que este é, sem dúvida, um momento que traz justificado orgulho, a todos os brasileiros.

Nós vemos aqui uma síntese de visão de longo prazo, de perseverança, de talento científico, de compromisso com o País.

Os dois belíssimos projetos que ora celebramos – o Reator Multipropósito e o LABGENE – elevam nosso patamar em ciência e tecnologia. Promovem, na verdade, o desenvolvimento do Brasil.

A área da saúde, ministro Occhi, se fortalece muito especialmente com a construção do Reator.

Hoje, nós somos obrigados já foi dito aqui, eu serei um pouco repetitivo, mas hoje nós somos obrigados a importar radiofármacos para combater várias doenças, principalmente o câncer. O tratamento, naturalmente, em face dessas importações fica mais complicado e naturalmente mais caro, porque depende de fornecedores estrangeiros. Com o Reator, como puderam perceber, isso mudará. Vamos produzir nós mesmos o material para o Sistema Único de Saúde, a preços naturalmente mais baixos, e tornando as terapias muito mais acessíveis. Vamos aumentar os atendimentos e levar esperança a quem está doente e precisa de ajuda. Portanto aqui, eu registro o grande fundamento social desta iniciativa. Por isto, o ressalte que demos a esta última frase.

E é naturalmente por saber o quanto é urgente essa ajuda que nosso Governo se empenha ao máximo, como foi dito aqui, na construção do Reator e na produção dos radiofármacos. No ano passado, aliás, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, e eu, nós ambos viabilizamos o contrato para o projeto. Recentemente, outro passo essencial também foi dado: nosso governo, como puderam já ter notícia, assumiu o compromisso para investir R$ 750 milhões até 2022. Os investimentos, naturalmente, começam já neste ano, com aporte inicial do Ministério da Saúde de R$ 30 milhões.

Sem contar em mais recursos que o Ministério da Ciência e Tecnologia, ministro Kassab, repassaria a outra conquista que marcamos nesta ocasião, que é o início das operações do LABGENE. Estas instalações em que estamos falam por si só, dão uma ideia da tecnologia avançadíssima desenvolvida aqui mesmo, por nossos cientistas.

O LABGENE já é, de certa forma, uma digamos assim, um vislumbre do submarino nuclear brasileiro. O submarino, aliás, é uma aspiração que o Brasil – com muita tenacidade, com muita disciplina – está concretizando. O meu otimismo com relação ao submarino é absoluto:



Eu não tenho dúvida de que venceremos, como estamos vencendo os desafios para construí-lo.

Ademais disso, o LABGENE também tem fortíssimo potencial social. Acabei até de mencionar, mas poderão ser concebidos, neste espaço, desde novos processos como puderam perceber para dessalinizar a água do mar até geradores de energia de pequeno porte, para atender as regiões mais remotas do País.

Aliás, aqui quero fazer um registro em homenagem ao ministro Kassab, que muito recentemente nós lançamos o satélite de geoestacionário que visa a levar a banda larga, a internet a todo País, aos cantos mais remotos de todo território brasileiro. E, é até interessante o Kassab conseguiu mobilizar meus prezados Deputados Federais, Goulart, Jefferson Campos, Vitor Lippi, conseguiu mobilizar os municípios brasileiros para uma reunião em Brasília, e só naquela ocasião 3.200 prefeitos aderiram ao plano e agora o Kassab me dizia que já ultrapassou a marca dos 4.000 inscritos nesse programa. Portanto, uma tecnologia extraordinária que moderniza o nosso País.

Nós temos agora um pequeno embaraço de natureza judicial, mas está sendo superado mas ele se acopla, se conecta, se junta a esse grande momento de desenvolvimento tecnológico do País.

Portanto, é um privilégio que nós todos estejamos aqui assistindo ao nascimento destes dois projetos magníficos, o Reator e o LABGENE. Eles consagram a posição, prefeito, de Iperó, e da região, e falo com muito orgulho, porque eu sou daqui de Tietê, de modo que o progresso da região vai alcançar também a minha cidade. Onde já temos o Centro Aramar, como polo de tecnologia nuclear. São fonte de empregos de qualidade, geram renda e atraem novos investimentos.

Portanto, meus cumprimentos a todos aqueles, homens e mulheres, que se engajaram – e certamente permanecerão engajados – no Reator e no LABGENE.

Eu quero até registrar um fato interessante que eu comentava há pouco na sala onde estávamos, que nós precisamos muito ter no País um otimismo que eu encontrei recentemente na Cúpula das Américas em Lima, no Peru, quando em contato com 12, 13 chefes de estado, eu verifiquei a admiração extraordinária que eles têm pelo nosso País, um otimismo até quase exagerado.

Só para exemplificar, como mencionei o eminente ministro, eminente presidente Macri, ele me puxou de lado em um dado momento e disse: ô, Temer, como é que você conseguiu trazer o Brasil para uma inflação inferior a 3%, apenas nestes 2 anos? Como é que você conseguiu fazer uma grande modernização trabalhista no País? Como é que você conseguiu fazer esse teto de gastos públicos, na convicção mais absoluta de que só se pode gastar aquilo que se arrecada? Como é que você conseguiu reformular o ensino médio no País? Porque lá nós temos uma inflação de 25%. Os juros agora foram a quase 40%. Eu estou tentando, disse ele, fazer a reforma laboral, há 11 meses e não estamos conseguindo. Eu disse ao presidente Macri: lá nós temos como fundamento básico do nosso governo, uma palavra-chave, que é a palavra diálogo. E nós instituímos um diálogo muito produtivo, não só com o Congresso Nacional, de quem nós tivemos muito apoio, mas também com toda sociedade brasileira.

Então, eu comentava há pouco, que é interessante estes todos que comigo falaram e agora muito recentemente, deste encontro surgiu também a possibilidade de nós fazermos a Aliança do Mercosul com a Aliança para o Pacífico. Mas de todos eles eu vi e percebi um otimismo extraordinário e uma admiração extraordinária em relação ao nosso País. E muitas vezes aqui, nós temos às vezes um certo pessimismo.

Quando eu venho e percebo aqui, ministro Luna, quando eu vejo aqui, ministro Etchegoyen, Gilberto Occhi, Gilberto Kassab, quando eu vejo aqui, senhores chefes da missão diplomática, os senhores membros do judiciário, que aqui se acham, quando eu participo de uma solenidade como esta, eu digo: aqueles chefes de estado têm razão. Têm razão de admirar o nosso País.

E por isso a minha última palavra ao cumprimentar, mais uma vez a todos, é dizer; vamos nos inspirar neste momento, vamos nos inspirar nesse extraordinário desenvolvimento tecnológico que está sendo feito nessa região, para dizer: vamos ser todos otimistas na convicção mais absoluta de que o Brasil merece esse otimismo.

 Ouça a íntegra do discurso (11min21s) do Presidente.

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