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Pronunciamento à imprensa do Presidente da República em exercício, Michel Temer

por Portal Planalto publicado 16/06/2016 11h20, última modificação 23/12/2016 21h43

Palácio do Planalto-DF, 16 de junho de 2016

 Bom dia a todos, senhoras e senhores.

Eu quero fazer uma declaração a respeito da manifestação irresponsável, leviana, mentirosa e criminosa do cidadão Sérgio Machado. E quero dizer aos senhores e às senhoras, eu falo em primeiro lugar como homem, como ser humano, para dizer que a nossa honorabilidade está acima de qualquer outra função ou tarefa pública que eu exerça no momento ou venha a exercer. E, ao falar como ser humano, eu quero me dirigir à minha família, quero me dirigir aos muitos amigos e conhecidos que tenho no Brasil, quero me dirigir ao povo brasileiro para dizer que não deixarei passar em branco essas afirmações levianas que eu acabei de mencionar.

Penso que a primeira afirmação que devo fazer é precisamente esta, e quando alguns deixam passar em branco, eu não deixarei. Até porque devo revelar, e eu falo com palavras indignadas, mas ao meu estilo, para registrar mais uma vez que esta leviandade não pode prevalecer.

Por outro lado, eu quero falar também como presidente da República em exercício, e nesse particular eu quero revelar toda a sobriedade como convém a alguém que neste momento conduz o destino do País.

É claro que uma coisa está muito ligada a outra. Alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou, não teria até condições de presidir o País, por isso que a primeira palavra que dei foi precisamente como homem, para poder andar nas ruas do meu estado, nas ruas do Brasil, receber os cumprimentos e as homenagens que tenho recebido neste último mês em todos os locais por onde passo, e para não deixar a afirmação de que eventualmente eu pratique atos mal feitos.

Voltando agora à figura da Presidência da República, e mais uma vez, agora, revelando ponderação e sobriedade, eu quero dizer que ao longo deste mês nós praticamos os mais variados gestos com vistas a tirar o País da crise profunda em que mergulhou. Não só, vou dizer o óbvio, eliminamos ministérios, eliminamos mais de 4,2 mil cargos de livre nomeação, eliminamos mais de 10,2 mil cargos comissionados, eliminando portanto a comissão. Tivemos uma relação muito fértil com o Congresso Nacional, temos hoje uma base parlamentar que revela que o País está em harmonia ao governarem, Executivo e Legislativo. É fundamental para o País esta interação e ainda ontem, sabe os senhores e as senhoras, nós lançamos um ajuste fiscal, uma nova meta fiscal, um novo plano fiscal, que, como pude perceber no noticiário de hoje, é dos mais adequados para o momento que passamos no País.

Nós tivemos a coragem, a ousadia até de propor um plano que fixa teto para os gastos públicos, até por uma razão singela que os senhores e senhoras conhecem. Nós temos um déficit extraordinário de R$ 170 bilhões, sem contar a dívida pública, que chega a quase R$ 400 bilhões. Então, este teto fixado por um projeto muito adequado e outros projetos virão para fazer a adequação integral da questão do teto dos gastos públicos, é um projeto de uma seriedade extraordinária, tal como ficou registrado nos comentários da área econômica no dia de hoje.

Pois muito bem, no instante em que nós estamos fazendo o esforço extraordinário, com o apoio, convenhamos, da grande maioria do povo brasileiro, com o apoio da quase totalidade daqueles que no Congresso Nacional pensam o Brasil, surge um fato, volto a dizer, leviano como este, que embaraça a atividade ou pode embaraçar a atividade governamental. Mas eu quero aqui dizer, registrar em alto e bom som, nada embaraçará o nosso desejo, a nossa missão, a nossa tarefa de fazer com que neste período que eu esteja a frente da Presidência da República, com uma equipe econômica extraordinária, com uma equipe relativa às relações exteriores de uma maneira extraordinária, com ministério muito adequado, nada impedirá que nós continuamos a trabalhar em prol do Brasil e do povo brasileiro.

E agora, mais uma vez, permitam-me que eu me dirija ao povo brasileiro. Nós não vamos tolerar afirmações dessa natureza. E quero revelar, agora deixando de ser o presidente da República quem vos fala, eu quero dizer que quando surgirem fatos dessa natureza eu virei a público para contestá-las em benefício da harmonia do nosso País.

Muito obrigado aos senhores.