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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, no encerramento da reunião-almoço com representantes do setor da indústria e centrais sindicais - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 12/09/2017 15h10, última modificação 12/09/2017 16h00

 

Palácio do Planalto, 12 de setembro de 2017

 

Eu quero fazer considerações finais. Apenas começando por cumprimentar nosso presidente Rodrigo Maia, já esteve aqui com Eunício Oliveira, e dizer desde logo que concordo com a proposta do Dyogo Oliveira de criarmos esta comissão, digamos, intersetorial do Executivo, com representante dos empresários, representantes dos empregados e também, eu incluo, apenas eu incluo a possibilidade do Rodrigo Maia, presidente da Câmara, indicar alguém pela Câmara, e o Eunício Oliveira indicar alguém pelo Senado. Acho que fica uma conjugação extraordinária, até para dar provimento a estas postulações que os senhores trouxeram.

Eu não preciso dizer que, ao longo do tempo, o que mais ouvia no passado de empresários e trabalhadores é que eles vinham ao Palácio para falar e saíam dizendo que só ouviram. Aqui os senhores falaram e tiveram respostas. Ou seja, ouviram. E a síntese de se falar e ouvir significa diálogo, que, aliás, é marca do nosso governo. Nós temos tido, graças a Deus, penso eu, sucesso no governo em função de um diálogo inaugural que nós fizemos com o Congresso Nacional. Nós retomamos um diálogo muito oportuno, muito presente, muito forte, muito significativo, muito enaltecedor para a democracia entre Executivo e o Legislativo. E, com isto, conseguimos produzir tudo isso que os senhores ouviram. E o diálogo com a sociedade.

E é interessante, é uma coisa curiosa, quando você aqui do governo, você de alguma maneira dá o exemplo, esse exemplo se espraia, veja que o Paulo Skaff, com os presidentes de centrais sindicais, todos aqueles, fizeram um diálogo lá que permitiu a formulação de várias sugestões que colaboram com o governo.

E o que mais nós precisamos no País é exatamente o diálogo. Que vejo a interação que aqui se deu hoje entre empregados, empregadores, o Legislativo, os dois presidentes das Casas do Congresso Nacional, aqui estiveram para revelar a homenagem ao diálogo que se estabeleceu. E também as propostas que aqui foram feitas.

Eu não quero me alongar, quero apenas dizer, se me permitem, fazer um pare e compare. E eu quero nesse pare e compare mostrar um pouco aos senhores, depois de terem ouvido que nós saímos de uma recessão acentuadíssima, que nós progredimos nesses 16 meses, 17 meses de governo. Na verdade, vou ser muito franco. Acho que fizemos aqui nesses 16 meses, enfrentamos questões e solucionamos questões que datavam de anos e anos seguidos e que passaram por governos e governos. Nós fomos resolvendo todas essas questões.

Só para dar um exemplo, vou dar um exemplo trivial, vocês sabem, o Paulinho conhece bem isso, a história da titulação dos que têm posse, ocupantes de terras, ocupantes de terras. Só neste ano aqui nós expedimos 167 mil títulos de propriedade agrária. Como depois vamos titularizar também aqueles que têm posse, simples posse, simples detenção, nos móveis urbanos.

Então, isso é para verificar dá um número significativo. Mas no pare e compare, talvez eu vá repetir muita coisa, mas eu paro, por exemplo, na inflação, que estava em maio de 2016, em 9.28 [%], quase 10%, hoje está em 2.46 [%].

No pare e compare, a taxa básica de juros estava em 14.25 [%], hoje está em 8.25 [%], com tendência natural à redução, segundo dizem os analistas.

Na produção industrial, nós temos no acumulado de janeiro a maio de 2016 menos 9.8 [%] na produção industrial. Hoje nós temos no acumulado de janeiro a julho de 2017 mais 0.8 [%], superamos o negativo e alcançamos um positivo de 0.8 [%].

Na produção de veículos, que aqui foi mencionado, nós estávamos no acumulado de janeiro e maio de 2016 com menos 24.3%. Hoje, no acumulado de janeiro a agosto de 2017, mais 25.5%.

Na safra de grãos, nós estávamos, tivemos uma belíssima produção em 2016, que foi 184 milhões de toneladas, mas agora, estimativa para 2017, de 242 milhões de toneladas. Isto na safra deste ano.

O saldo da balança comercial, é o MDIC que nos fornece, no acumulado de janeiro a maio de 2016, [R$] 19 bilhões e 600 milhões; no acumulado de janeiro a agosto de 2017, R$ 48 bilhões.

No tópico das exportações, aqui também foi mencionado, no acumulado de janeiro a maio de 2016, [R$] 73,5 bilhões; no acumulado de janeiro a agosto de 2017, [R$] 145,9 bilhões. Veja a diferença.

Nas importações, [R$] 53,830 bilhões, importamos [R$] 97 bilhões. No saldo de postos de trabalho, no acumulado de janeiro a maio de 2016, nós tínhamos menos 448 mil empregos. Nesse acumulado de janeiro a julho de 2017, nós temos mais 103 mil empregos.

No investimento estrangeiro direto, nós tivemos no ano passado, [R$] 75 bilhões, total de 2015. No total agora de 2016, foram [R$] 78 bilhões. E  agora, no acumulado de janeiro a julho de 2017, já temos [R$] 40,3 bilhões, a indicar que vamos passar talvez, de [R$] 80 bilhões.

Convenhamos, no índice do Ibovespa, na bolsa de valores, os senhores sabem, os senhores leram ontem, que ontem alcançamos o maior patamar da bolsa de valores, cujo índice inaugural é de 1968. Nós nunca alcançamos o índice que nós alcançamos no dia de ontem, foram 74 mil e tantos pontos nesse período.

Portanto, a indicar a pujança da economia. E, mais do que a pujança da economia, o otimismo, a confiança, a segurança, a tranquilidade, para saber que o Brasil está crescendo.

Aliás, quando o Dyogo fala, por exemplo, no caso da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia, que nós injetamos R$ 44 bilhões na economia... e, sobre termos injetado, ainda fizemos com que aquelas famílias que estavam endividadas ou carentes etc. tivessem um acesso àquele dinheiro, que na verdade é seu.

Mas o Dyogo mencionou mais, mencionou o PIS/Pasep, que está sendo liberado, mas com a seguinte condição: ele não indicou, esse dado é importante, nós vamos liberar cerca de [R$] 17 bilhões, não é isto? [R$] 17 bilhões. Mas hoje, pelos padrões atuais, só quem tem mais de 70 anos poderia sacar. Nós editamos uma norma reduzindo para o homem de 70 para 65 anos e da mulher, de 70 para 62 anos. Ou seja, as pessoas terão mais facilidade para sacar os seus créditos.

Eu estou dizendo isso, meus amigos, para, em primeiro lugar, cumprimentá-los a todos pela oportunidade desta reunião. Foi uma reunião de trabalho. Eu até tomei um pouco o tempo dos senhores para que os senhores também ouvissem os nossos ministros, como estou agora tomando o tempo dos senhores, mas acho extremamente produtivo. Eu acho que é algo que nós devemos repetir com certa frequência.

Aliás, até em face da proposta do Dyogo, essa comissão que poderá trabalhar permanentemente. Quando essa comissão julgar oportuno, nós podemos fazer novas reuniões aqui. Até trazendo mais gente de todo o País.

Este diálogo é fundamental para o democracia, até porque irmana, fraterniza as pessoas, que é uma coisa muito importante no País, em que cada um quer derrubar o outro, cada um quer derrotar o outro, cada um quer encontrar um caminho para verificar como é que atrapalha o outro. Não conseguem. Não conseguem porque o Brasil não para. O povo brasileiro é maior do que toda e qualquer crise. O povo brasileiro é capaz de encarar os problemas muitas vezes, artificialmente criados e dizer "não vou no artifício, eu vou na realidade". E a realidade é  o crescimento do País, a realidade é o que os senhores disseram e o que nós acabamos de dizer.

Vamos ao almoço.

 

Ouça a íntegra do discurso (09min51s) do presidente Michel Temer