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Discurso do presidente da República, Michel Temer, na solenidade de Apresentação de Oficiais-Generais promovidos - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 07/12/2016 12h00, última modificação 10/01/2017 15h55

 

Brasília-DF, 07 de dezembro de 2016

 

Eu quero cumprimentar a minha mulher Marcela,

Os ministros de Estado, Raul Jungmann,

Dona Ivani dos Santos, da Secretaria de Governo,

General Sérgio Etchegoyen,

O Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira,

O General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas,

O Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato,

O Almirante Ademir Sobrinho,

O doutor. Péricles Aurélio Lima de Queiroz,

O senhor Flávio Augusto Corrêa Basílio,

Senhores, senhoras,

Senhores oficiais-generais promovidos,

Senhoras e senhores familiares,

 

É com grande e natural satisfação que, mais uma vez, eu me dirijo aos oficiais-generais promovidos das três Forças.        

Eu cumprimento, naturalmente, como fiz no passado em algumas solenidades, os que agora ascendem ao generalato e aqueles que recebem estrela adicional. E cumprimento, também, suas famílias, parte essencial da conquista que hoje celebramos. Nossa Marinha, nosso Exército, nossa Aeronáutica, aliás, eu cumprimento todos os oficiais, naturalmente das três Forças que foram promovidos.

A nossa Marinha, o nosso Exército e nossa Aeronáutica constituem motivo de fundado e histórico orgulho para nós. A própria unidade nacional, convenhamos, ela dependeu muito das Forças Armadas brasileira, desde  dos primeiros momentos do nosso país.

Por isso que quando eu digo do profissionalismo, da dedicação com que serve ao país, digo que são referências no âmbito do Estado e mais ainda na própria sociedade brasileira.

A ideia de ordem que impera nas Forças Armadas, a ideia da hierarquia, a ideia de uma certa liturgia dentro das Forças Armadas, deve servir de exemplo para toda a administração pública e para a nossa formação social. Por isto mesmo, eu ressalto a carga de responsabilidade associada à promoção dos senhores Oficiais. Cresce sobre os ombros dos senhores, o peso que trazem as funções de liderança em instituições, como nossas Forças Armadas.

Aos senhores e seus subordinados, cabe a tarefa precípua da defesa nacional. E é importante, porque o Brasil tem uma vastidão territorial extraordinária e, sobre mais, abriga riquezas enormes naturais e também riquezas humanas.

Não podemos jamais descurar a missão constitucional de salvaguardar nossos recursos e de proteger nossa gente. Garantir nossa soberania, que é uma das atividades, uma das funções fundamentais das Forças Armadas, exige, naturalmente, trabalho constante, dia após dia.

É esse trabalho que, sob a égide do Ministério da Defesa - eu cumprimentei o ministro Raul Jungmann, ou não? Cumprimentei, mas volto a fazê-lo. Então, digo eu: garantir nossas soberanias exige esse trabalho constante e sabemos que também em condições por vezes adversas.

Naturalmente as Forças Armadas, sem embargo dessas condições difíceis, muitas vezes, contribuem além da obrigação primeira da defesa nacional, para os esforços de desenvolvimento do país. Há partes do nosso território em que os militares são a única manifestação concreta  da presença do Estado.

Interessante até, eu quero registrar, viu ministro Raul, que das vezes que fui, vossa Excelência já deve ter ido, às fronteiras brasileiras, nós verificávamos que as pessoas das fronteiras sentiam que a presença do Estado se dava pelas Forças Armadas e não pelas circunstâncias apenas da Defesa Nacional. Mas até por uma ação social, a chamada ação cívico-social prestava serviços relevantíssimos àquelas populações ribeirinhas, às populações dos sertões mais profundos do nosso país, gente que eu acho que nunca viu um dentista, um médico. Distribuição de água para 4 milhões de nordestinos. Então, essa atividade cívico-social que as Forças Armadas prestam ao país, não pode ser esquecida, deve ser sempre lembrada e relembrada.

Portanto, estou até dizendo, em não poucos rincões do Brasil são os militares que levam homens e mulheres à possibilidade de acesso a serviços básicos, como acabei de revelar nas experiências que tive em visita aos pelotões de fronteira do Brasil e a outras tantas partes do Estado brasileiro.

Em uma sociedade, meu senhores e minhas senhoras, em que ainda são muitas as carências, trata-se de atividades que não será demais louvar e voltar a louvar em todos os instantes.

Estou certo, portanto, de que cada um dos promovidos está à altura das Forças Armadas do Brasil. Aliás, uma coisa que impressiona e deve impressionar a todos positivamente, é que ninguém é promovido sem passar por cursos e mais cursos. E a revelação, também, da sua capacidade funcional ao longo do tempo.

Por isso que digo aos senhores, que nossos Oficiais-generais, que depende a continuidade de uma longa tradição, que desperta admiração e respeito no Brasil e no mundo. O Brasil sabe - e o governo sabe - que pode contar com seus militares.

Parabéns e sucesso nas novas funções em face da promoção.

Muito obrigado.

 

Ouça a íntegra (06min46s) do discurso do presidente.