Você está aqui: Página Inicial > Acompanhe o Planalto > Discursos > Discursos do Presidente da República > Discurso do Presidente da República, Michel Temer, na continuação da Sessão Plenária dos Senhores Presidentes dos Estados Membros do Mercosul, Estados Associados, México e Convidados Especiais - Mendoza/Argentina

Discurso do Presidente da República, Michel Temer, na continuação da Sessão Plenária dos Senhores Presidentes dos Estados Membros do Mercosul, Estados Associados, México e Convidados Especiais - Mendoza/Argentina

por Portal Planalto publicado 21/07/2017 16h00, última modificação 21/07/2017 16h13

Mendoza/Argentina, 21 de julho de 2017


Bom, eu quero dizer a todos os colegas que aqui se acham que é uma honra extraordinária receber das mãos do meu amigo Mauricio Macri a presidência de turno do Mercosul.

Os resultados da presidência argentina, eu quero reiterar,  merecem, uma vez mais, o nosso aplauso. Nos últimos seis meses, trabalhamos para eliminar, e não para criar, barreiras de comércio. Fiéis, portanto, às origens do Mercosul, estamos todos dando uma dimensão concreta a valores fundamentais para os nossos povos: a democracia e os direitos humanos, que formam a espinha dorsal de nossa integração.

Quero dizer que a Cúpula de Mendoza, senhor governador, será lembrada como marco no esforço de resgate da vocação original do nosso bloco. Nos próximos meses, o nosso propósito é seguir precisamente nesse caminho.

E como disse mais cedo, reitero agora, o diálogo e responsabilidade são as marcas que estamos fazendo no Brasil e serão, necessariamente, as marcas da nossa presidência. É na verdade o diálogo que trará, como vem trazendo, resultados para o comércio e para os investimentos. E é a responsabilidade que nos manterá no rumo da construção de sociedades mais plurais. O momento, na verdade, é de mais abertura.  

Como já iniciado pelo presidente Macri, o Brasil virá a Buenos Aires para a Conferência Ministerial da OMC, com a determinação de obter avanços concretos. Precisamos de mais progresso em agricultura, que é uma das áreas de muita fortaleza dos nossos países. Confiamos na capacidade coletiva, dos membros da Organização Mundial do Comércio, de romper antigas inércias.

No Mercosul, seguiremos trabalhando, cada vez mais, por regras comuns que facilitem a vida dos nossos cidadãos. Ainda agora houve acordos assinados entre o Mercosul e a Colômbia. Houve acordo com a Argentina para evitar a bitributação. E é nesse caminho que nós queremos caminhar com todos os países integrantes do Mercosul e associados ao Mercosul.

Portanto, é hora de acabar com burocracias inexplicáveis e barreiras injustificadas. É hora de dar a nossos consumidores mais escolhas. É hora de pôr a integração regional plenamente a serviço da geração do emprego e renda. Portanto, é hora de pés no chão e de mãos à obra.

Revitalizar e modernizar o Mercosul é, também, fortalecê-lo para fazer frente aos desafios globais - o que já foi iniciado na gestão do presidente Mauricio Macri e nas gestões anteriores. Avançaremos, igualmente, reitero, nas negociações com a Associação Europeia de Livre Comércio e também na aproximação com os países da Aliança do Pacífico. Aliás, a aproximação com os países da aliança do Pacífico, como já mencionado pelos senhores presidentes, pela senhora presidente e integrantes da Aliança para o Pacífico, é uma coisa fundamental para a unidade dos países da América do Sul.

E, por fim, eu devo dizer que continuaremos muito atentos para a situação da Venezuela. E em face do quanto ouvi aqui, presidente Mauricio Macri, é claro que as nossas palavras de preocupação com o povo venezuelano levam a um primeiro consenso: a de que nós esperamos fortemente que haja um diálogo muito produtivo, entre a oposição e o governo, de modo que haja uma pacificação interna na Venezuela. Evidente que quando nós nos referimos ao governo de um lado, e ao povo venezuelano, não é apenas para fazer críticas, mas para incentivar um possível acordo entre situação e oposição de modo, reitero, à pacificação daquele nosso povo irmão que vem sofrendo as agruras desse conflito, digamos, prejudicial, ao povo, à economia venezuelana e ao exemplo a ser dado à nossa América Latina.

Novamente eu quero agradecer ao presidente Macri, ao senhor governador  de Mendoza e a toda a sua equipe o semestre de realizações que tivemos e a excelente organização desta Cúpula. De vez em quando nós frequentamos muitas Cúpulas, de vez em quando há atrasos, há mal-estares, etc, e eu devo dizer que desde a noite de ontem, quando aqui aportamos, quando aqui chegamos, só verificamos a organização extraordinária que se deu a esta Cúpula.

Portanto, quero cumprimentá-los mais uma vez, e estejam certos que queremos uma presidência brasileira, se Deus quiser, também muito rica, e também muito produtiva.  

Portanto, eu conto com o apoio de todos e por isso mesmo será uma alegria recebê-los no Brasil. A minha função agora seria, então, encerrar esta parte, mas ainda consulto se alguém quer utilizar da palavra. Se ninguém quiser fazê-lo, eu também dou por encerrada esta 4ª Sessão, mais uma vez com o nosso agradecimento. E, por orientação do presidente Macri, eu bato o martelo.

 

Ouça a íntegra do discurso (06min25s) do presidente Michel Temer

 


registrado em: ,