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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante solenidade de posse do Ministro da Cultura, Marcelo Calero - Palácio do Planalto

por Portal Planalto publicado 24/05/2016 16h35, última modificação 23/12/2016 21h43

Palácio do Planalto, 24 de maio de 2016

 

 

Eu quero iniciar cumprimentando o presidente José Sarney, e até peço que todos lancem um aplauso porque foi ele o criador do Ministério da Cultura,

Ministro Marcelo Calero,

Ministro Eliseu Padilha,

Ministro Mendonça Filho,

Senhores ministros aqui presentes,

Deputados,

Senadores,

Eminente professor e ministro Luís Roberto Barroso,

Governador Marconi Perillo,

Enfim, todos os que se acham para, penso eu, comemorar um momento, digamos assim, re-importante da cultura brasileira, se permite o neologismo. Porque, na verdade, se o presidente Sarney, num dado momento, criou o Ministério da Cultura, quando antes estava ele em outra pasta, num dado momento o senador Marcelo Crivella, eu o fiz retornar à Educação. E verifiquei desde os primeiros instantes que, na verdade, a Cultura era um setor tão fundamental para o país.

E aqui eu faço um parêntese para dizer algo que disse o presidente Sarney quando fui proferir uma brevíssima palestra na Academia Brasileira de Letras. Naquela ocasião eu disse, olha quem me trouxe até aqui, e na minha vida pública, foi exatamente a cultura brasileira, eu me lembro que muito jovem, garoto mesmo, morando numa pequena cidade do interior, Marcelo Calero, eu… Não havia livraria, havia a biblioteca municipal. Eu ia à biblioteca e lá apanhava os livros de Machado de Assis, José de Alencar e outros tantos autores brasileiros, e desde os 10, 11 anos, me abeberava naquelas fontes criadoras.

Então realmente em um dado momento eu percebi, em face dessa origem, e dos vários fatos que marcaram a minha vida, que a Cultura deveria ficar apartada, Mendonça Filho, da Educação. Sem embargos dos elogios que o Marcelo Calero fez à sua conduta extraordinária. Porque foi o Mendonça Filho que me trouxe o Marcelo Calero para dirigir a área da Cultura, e eu verifiquei desde os primeiros momentos, desde os primeiros instantes, a profundidade com que ele tratava do tema, e sobremais, ainda fui verificar o que ele houvera feito no passado, e verifiquei que ele, no Rio de Janeiro, produziu um trabalho extraordinário, conseguiu reunificar todo o setor cultural, e deu-lhe grande desempenho.

E o Marcelo é diplomata, como todo diplomata é capaz de fazer uma coisa que é essencial para o Brasil hoje, que é o diálogo. E sendo diplomata, e sobre ser diplomata ainda capaz de examinar o panorama nacional e, no particular, o panorama da cultura, disse apropriadamente no seu discurso: “A cultura não é de ninguém, a cultura não é de partido político, a cultura é nacional”. Portanto, é com esse aspecto da nacionalidade que nós temos homenagear a cultura brasileira.

Então eu, meus senhores, ao dar posse, mais solene porque os primeiros ministros foram empossados de uma maneira inteiramente informal, o momento mais formal da escolha e da posse do ministro, governador Marconi Perillo, é exatamente este. E acho que foi interessante como certos fatos, que podem parecer equivocados no primeiro momento, geram fatos muito positivos, porque isto não está sendo registrado como uma posse coletiva, mas como uma posse particular, uma posse individualizada, uma posse especial.

Então quando eu dou posse ao Marcelo Calero, faço questão de dizer: estou homenageando a Cultura brasileira. Portanto, meus amigos, minha senhora e meus senhores, eu tenho este momento como o momento importantíssimo do nosso governo, importante para o Brasil, e felicíssimo com as palavras do Marcelo. Quando o cumprimentei eu disse: “Olha, divulgue o seu discurso para todos os setores culturais para que se revele exatamente qual é o caminho que lhe será destinado neste ministério”. Ele tocou num ponto, muito velozmente, muito rapidamente, mas que eu quero enfatizar porque até hoje não ouvi nenhuma observação crítica em relação a este tema, sem embargo de movimentos que se verificaram. É que há um débito com a Cultura, Marcelo, de mais de R$ 200 milhões. E eu estou dizendo, já disse ao Marcelo, já falei com nosso ministro da Fazenda, nós vamos quitar esse débito em parcelas ainda neste ano.

Certamente, alguns atores, escritores, certamente, receberam um prêmio de R$ 50 mil, R$ 100 mil que não foram pagos. E nós queremos exatamente redimir a cultura, nós queremos, exatamente, ao fazer este pagamento não só estabelecer um critério administrativo, mas também enaltecer cada vez mais o setor. E volto a dizer: eu lamento que os movimentos todos não tenham dito exatamente isso que hoje aflige o País.

Então, meus amigos, eu quero mais vez cumprimentar o Marcelo Calero. Devo lhe dizer até, se me permite, que o nosso prefeito Eduardo Paes esteve comigo hoje de manhã, mas tinha um compromisso inadiável no Rio de Janeiro, e até me fez portador de um abraço a você, e mais uma vez agradecendo o belíssimo trabalho que você fez no Rio de Janeiro..

Portanto, meus senhores e minhas senhoras, vamos adiante, pela cultura e pelo Brasil.

 

 Ouça a íntegra (06min13s) do discurso do presidente Michel Temer