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Discurso do senhor Presidente da República, Michel Temer, durante Primeira Sessão de Trabalho, G20

por Portal Planalto publicado 04/09/2016 11h00, última modificação 23/12/2016 21h43

Hangzhou-China, 4 de setembro de 2016

 

 

Senhor Presidente,

Senhores Chefes de Estado e de Governo e demais Chefes de Delegação,

Quero falar-lhes do meu país – da diversidade da sua cultura, do seu histórico de tolerância, da sua capacidade para criar e empreender, da força das suas instituições democráticas, da variedade de suas riquezas humanas e naturais.

Os Jogos Olímpicos que realizamos no Rio de Janeiro são uma demonstração adicional da abertura dos brasileiros ao mundo.  E é precisamente uma mensagem de abertura que lhes trago no dia de hoje: abertura ao diálogo e abertura à cooperação.

Minha mensagem senhor Presidente é, também, de agradecimento a Vossa Excelência, a seu governo e ao povo da China pela hospitalidade com que nos recebem.

Hangzhou é, por seus monumentos históricos e suas belezas naturais, uma das mais belas cidades da China, como reiteradamente aqui registrado. E firmou-se como centro de inovação e de prosperidade.

Este é, pois, o cenário ideal para nossa reunião. O que nos move é a busca da inovação e da prosperidade que esta cidade simboliza tão bem.

A empreitada não é simples. Cumpre reconhecer que, apesar de nossos esforços coletivos, a economia global ainda apresenta um crescimento econômico inferior ao observado antes da crise internacional iniciada em 2008. As razões são múltiplas. Mas não há dúvida de que, entre elas, figura um ambiente internacional repleto de incertezas que não se prendem a fronteiras nacionais.

Quero registrar que três elementos têm merecido nossa especial atenção. Primeiro, a evolução dos preços das commodities. Segundo, os reflexos sobre os mercados das políticas monetárias de alguns países desenvolvidos. E, terceiro, a volatilidade dos mercados financeiros – em meio a fatores como a elevada instabilidade de regiões do planeta geopoliticamente sensíveis e ao terrorismo. 

No Brasil, o desafio econômico mais urgente é de ordem fiscal. Nosso objetivo primordial é promover um ajuste estrutural dos gastos públicos num horizonte de 20 anos.

As reservas internacionais do Brasil permanecem elevadas, em patamar próximo de US$ 372 bilhões. Isso, conjuntamente com um sistema de câmbio flutuante, proporciona margem de manobra suficiente para o Brasil enfrentar cenários adversos de redução da liquidez internacional.

Na condução da política monetária, o Banco Central brasileiro tem atuado de forma decisiva para trazer a inflação para o centro da meta.

Estamos trabalhando pela fixação de uma modificação previdenciária com uma idade mínima para os aposentados.

Estamos articulando um amplo programa de parcerias público-privadas, sob a forma de concessões.

Como reflexo desses esforços, já foi possível verificar uma positiva reversão de expectativas. É patente a elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos.

É, portanto, muito oportuna para o Brasil a ênfase posta pela presidência chinesa nos temas de inovação, economia digital e nova revolução industrial.

A inovação de hoje é o fundamento da prosperidade de amanhã.

Construir ecossistemas de inovação dinâmicos é instrumental para erradicar a pobreza e promover o desenvolvimento sustentável em escala nacional e global.

Este é o nosso compromisso maior. 

Obrigado.