Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante o lançamento do Plano Agro+ Integridade - Brasília/DF

Palácio do Planalto, 12 de dezembro de 2017

 

 

Bom, eu vou começar aceitando uma sugestão do Blairo. Eu vou chamar o Maurício para fazer publicidade da reforma da Previdência, não é verdade? Ele disse que você deu tão bons resultados - e eu sou testemunha disso - que, seguramente, no instante em que você ajudar a divulgar a Previdência nós teremos bons resultados.

            Mas eu quero cumprimentar o Blairo Maggi,

            O Marco Jorge,

            O Wagner Rosário,

            Luislinda Valois,

            Os senadores: Cidinho Santos, Ivo Cassol, Wellington Fagundes,

            Os deputados - são muitos deputados aqui: Alceu Moreira, Celso Maldaner, Domingos Sávio, Ezequiel Fonseca, Fausto Pinato, Marcos Monte, Mauro Pereira, Nelson Padovani, Nilson Leitão, Paes Landim, Silas Brasileiro, Valdir Colatto, Xuxu dal Molin.

            Cumprimentar o João Martins, presidente da CNA, que foi, olhe, festejadíssimo, no dia de hoje. Eu fui à posse dele e verifiquei o entusiasmo. O João Batista conseguiu trazer todos os estados da Federação. De modo que você já recebeu um aplauso e merece mais aplauso deste auditório.

            Cumprimentar os senhores e senhoras do corpo diplomático,

            Os líderes de associações de todo o setor do agronegócio,

 

E eu devo dizer - vou dizer o óbvio - que é com grande satisfação que eu participo do lançamento do Programa Agro+ Integridade. Hoje, nós damos outro passo para aprimorar o ambiente institucional do agronegócio e para torná-lo ainda mais eficiente.

Aliás, a palavra compliance significa confiar, não é? Confiar num sistema rígido, num sistema rigoroso, num sistema normativo adequado. E é o que mais tem feito o Blairo Maggi e o Novacki, lá no Ministério da Agricultura. Vocês falaram nessa integração dos servidores todos da agricultura, mas tudo nasce pela liderança do Blairo e, sequencialmente, pela liderança do Novacki. De modo que também eles, os servidores da Agricultura, merecem um aplauso.

E é exatamente isso que o nosso governo tem tido. A eficiência tem sido, para nós, uma preocupação central. Esse, aliás, é o sentido da nossa política de governança pública que lançamos há poucas semanas, como foi mencionado no PowerPoint do Novacki.

E nós estamos realmente… medidas todas voltadas para o agronegócio. Eu acho que ao longo do tempo, e eu disse hoje pela manhã, que o agronegócio tem sido um dos sustentáculos da economia do País. E, aliás, dizem, muitas e muitas vezes - vou repetir o que mencionei pela manhã - que eu protejo os ruralistas, que eu protejo o agronegócio. Na verdade, é o contrário. O agronegócio e os ruralistas é que protegem a economia do País. Essa é a grande verdade, não é?

E não preciso dizer aos senhores todos, e às senhoras, que o agronegócio é setor de vanguarda, não é? Que, na verdade, convivia com regras antiquadas, anacrônicas, convivia com regras literalmente centenárias, como revelou o ministro Blairo Maggi no lançamento do Agro+, no ano passado.

E nós estamos tratando exatamente disso, de mudar essa realidade. Um novo capítulo do Programa, o Agro+ Integridade, dá mais transparência ao setor, aperfeiçoa mecanismos de controle do próprio Ministério da Agricultura e, além disso, reconhece e valoriza o consumidor brasileiro. As boas práticas dos vários segmentos do agronegócio também têm sido estimuladas pelo Blairo Maggi. E nós precisamos continuar a estimular esses avanços continuados, em matéria de governança, em matéria trabalhista, em matéria ambiental.

E eu reconheço que têm sido muitas as nossas iniciativas, graças ao apoio do nosso governo, para transformar o Estado brasileiro, para torná-lo mais justo e moderno, Luiz Fernando Faria, que eu acho que eu não mencionei na minha fala, eu estou vendo agora.

Eu sinto que nós estamos realmente não sendo tolerantes. Aliás, é interessante, nós usamos muito a palavra tolerar ou intolerar. Mas a palavra tolerar, de alguma maneira, significa uma certa discriminação. Se eu tolero alguma coisa é porque eu estou em desacordo com aquilo, mas tolero, mas admito. Como a intolerância igualmente significa inadmitir por inteiro.

Hoje até, conversando com o presidente da Macedônia, ele usou uma expressão curiosa: lá na Macedônia nós só usamos a palavra respeito, ao invés de tolerância ou intolerância porque, volto a dizer, tolerância significa uma discriminação: eu tolero você, embora não concorde com você. Eu tenho respeito por você, que é uma coisa que nós devemos aperfeiçoar e apadrinhar. Então, o que nós temos é respeito pelo agronegócio do Brasil.

E eu poderia aqui, meus amigos, me alongar, especialmente sobre um tema que eu discorri mais largamente e amplamente na manhã de hoje, na posse do João Martins. Mas eu verifico, pelas fisionomias que estão aqui, que muitos, João Martins, estavam lá, então não vou repetir a argumentação em prol da Previdência Social, que é fundamental para o País que nós votemos ainda neste ano, porque não vamos ter a ilusão de que candidatos, Pinatto, à Presidência, à governador, à deputado federal, tendo em vista a relevância que se deu à  Previdência Social, que não sejam eles questionados sobre essa matéria durante a campanha. Vão ter que definir durante a campanha ainda que, digamos assim, vamos dizer que não se consiga nada e isto vá para 2019, o presidente candidato, o governador  candidato, deputado federal candidato vai ter que dizer qual é a posição dele em relação à Previdência Social.

Ora bem, se é assim é melhor resolver isso logo e resolver dessa forma muito adequada, não vou dar os pormenores porque também logo mais, às 17h30, nós temos uma reunião aqui de federações, associações, de serviços, de indústria, do comércio, mais de 154 pessoas, dirigentes estarão aqui - os senhores que quiserem permanecer também poderão fazê-lo - para nós falarmos da Previdência Social. Eles vêm aqui para exigir do governo que o governo realize a reforma da Previdência. Eu vou devolver, eu vou pedir a eles que procurem os colegas deputados, os colegas senadores para, naturalmente, pleitear exatamente a aprovação da reforma da Previdência.

Mas não quero me deter neste assunto agora, quero apenas festejar este momento, que é um momento, mais um momento precioso do Ministério da Agricultura. Olhe que o Blairo tem feito reformas fundamentais. E há pouco eu ouvia de um amigo nosso que, diferentemente do passado, nós destravamos a administração pública, nós não travamos as coisas, não centralizamos. Nós destravamos e os ministros levam adiante, é claro que eu acompanho, o governo acompanha tudo que é feito, Wagner, mas nós não travamos as medidas administrativas dos nossos ministérios. Ao contrário, nós destravamos e com isso os ministérios conseguem realizar o que está sendo realizado.

Portanto, se eu puder pedir um aplauso não peço a quem vos fala, eu peço à agricultura e ao agronegócio brasileiros.

 

 Ouça a íntegra do discurso (08min49s) do presidente Michel Temer

 

 

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