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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de posse do Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão

por Edilamar Severino Maciel publicado 25/07/2017 14h25, última modificação 25/07/2017 14h29

Palácio do Planalto, 25 de julho de 2017

 

Quero cumprimentar o presidente José Sarney, que na verdade está permitindo esta solenidade, Sérgio. Como você, bem registrou, foi  ele o autor, não apenas do projeto de lei instituidor  do Ministério da Cultura, mas foi quem sempre presidente sancionou o projeto de lei que ele mesmo propusera. Quero cumprimentá-lo, portanto.

Quero cumprimentar o Sérgio Sá Leitão e todos os seus familiares.

Cumprimentar os senhores ministros, todos que estão aqui. O Eliseu Padilha, aqui à mesa, o Mendonça Filho, o Osmar Terra, o Alberto Alves, o Wagner Rosário, o Moreira Franco.

A Grace Mendonça.

O senador Edson Lobão.

Os deputados federais Alex Canziani, Alfredo Kaefer, Carlos Marun, Carlos Melles, Cristiane Brasil, Darcísio Perondi, Mauro Pereira, Pedro Paulo, Soraya Santos, Alex Canziani está aqui já.

Senhora e senhores membros do Corpo Diplomático.

Senhora e senhores secretários estaduais e municipais de Cultura.

 

Senhora e senhores.

 

O primeiro registro que quero fazer, é que interessante, viu Sérgio? A solenidade ia dar-se no auditório muito menor, bem menor do que este. Na suposição que talvez não houvesse tanto interesse, digamos assim, fosse pela sua posse ou fosse pela cultura. Mas em dois momentos o cerimonial teve que mudar o local do encontro, o que revela o interesse pela sua posse e pela cultura brasileira. E veja que aqui ainda há muita gente em pé, desejosos naturalmente de, ao final, cumprimentá-lo.

E cumprimentá-lo, certa e seguramente, pela excelência do trabalho que já fez no passado e, especialmente, devo acrescentar agora, pela profissão de fé que fez no seu discurso, em nome da cultura. Revelando-se, em primeiro lugar, uma figura pela sua origem universal. Não só universal em termos dos estados brasileiros, mas universal em face da sua ascendência e, portanto, combina muito com cultura. Cultura também é esse fenômeno universal, que há de ser trazido com a sua gestão, relevado com a sua gestão, enaltecido com a sua gestão.

E aproveito desde já, viu Sérgio? Você sabe que o Carnaval faz parte da cultura brasileira. Da cultura e do turismo. E aqui me dirijo também ao Alberto Alves, ao Marx Beltrão, e ainda há pouco eu recebia os senhores presidentes das escolas de samba, que estarão contigo logo às 15 horas. Ajude-os. É preciso ajudá-los com o apoio do governo, trazidos que foram pelo deputado Pedro Paulo e pela Cristiane Brasil, que é entusiasmada pelo tema.

Mas eu quero dizer, portanto, que é com grande satisfação que eu lhe dou posse. E que hoje passa a integrar a nossa equipe ministerial, para qual eu tenho absoluta certeza e convicção, não estou usando apenas palavras, mas estou usando as palavras que o Sérgio Leitão mencionou, para dizer que vai trazer ao nosso governo muita energia, muito talento e muita dedicação. Eu tenho certeza, Sérgio, que em breve tempo a cultura  brasileira será das primeiras da América Latina e quem sabe do mundo.

Portanto, o Sérgio ao dar-lhe posse, eu digo que ele tem dois predicados fundamentais para ocupar o posto que acaba de assumir. Vocês perceberam que ele é um homem de cultura e um homem da cultura. É um homem de cultura pela larga trajetória no jornalismo, no cinema, na literatura esportiva. E que angariou nessas áreas todas admiração e reconhecimento por sua ativíssima contribuição para a imprensa, por suas realizações no audiovisual, pelos livros que publicou. E alguém que conhece a fundo as manifestações culturais do nosso povo, em toda sua rica diversidade, e Sérgio Sá Leitão, também, digo eu, é homem da cultura. Com significativa experiência em gestão pública.

 Vocês acabaram de verificar pelo seu discurso os vários cargos que ocupou, todos eles vinculados à cultura. É interessante, que muitas e muitas vezes, você ocupa determinados cargos em um setor, passa a ocupá-los em outro, depois em terceiro setor. Esta tem sido no geral a vida das pessoas. Mas o Sérgio não. O Sérgio sempre teve a vida, desde o início da sua atividade profissional, vinculada ao setor cultural. Portanto, tudo o que ele fez é testemunha de sua competência e dinamismo. Ele faz atuação nesses cargos de grande densidade.

Não preciso repetir, presidente da Rio Filmes, secretário municipal da cultura do Rio de Janeiro, presidente da Ancine. Portanto, o que nós estamos trazendo para cá, para o nosso governo, Sérgio, presidente Sarney, é dinamismo e competência já comprovados. E por isso que você que conhece tão bem toda essa área vai enriquecer enormemente o nosso governo. E folgo muito em ouvi-lo dizer que nós estamos fazendo um governo transformador do Brasil.

E nós devemos retirar, naturalmente, toda e qualquer palavra de pessimismo. Porque basta examinar o entusiasmo do seu discurso, para verificar que nós vivemos em um País de muito otimismo. Temos dificuldades? Claro que as temos. Mas isto é mais ou menos histórico no nosso País. E exata e precisamente, a capacidade extraordinária de recuperação do povo brasileiro, a capacidade extraordinária de otimismo, a capacidade extraordinária de crença nas nossas instituições. E hoje, especialmente, a absoluta crença de que o País está se transformando depois, como disse os senhores embaixadores, como disse o Sérgio Sá Leitão, depois de uma longa recessão, nós começamos a respirar uma nova economia e novos costumes no nosso País.

Por isso, Sérgio, eu tenho certeza que você trará ao governo brasileiro, trará ao nosso governo a energia que não nos falta. Que muitas e muitas vezes, eu vejo, presidente Sarney, que as pessoas acham que nós podemos ficar combalidos, constrangidos, inadequados, perturbados, com dificuldades. E ao contrário, estes desafios nos vitalizam e acho que a prova mais clara desta vitalização governamental se revelou no discurso  do Sérgio Sá Leitão, que, entre outras coisas, muito adequadamente reivindicou. Disse: Olha aqui, nós temos uma participação de todos na economia nacional e temos um retorno menor. Depois você vai mandar esse discurso para o Dyogo Oliveira e para o Meirelles, porque na verdade (aplausos).

Portanto, meus amigos e minhas amigas, eu que tenho, digamos assim, na responsabilidade por muitos setores, hoje, amanhã, depois de amanhã, semana que vem, em todas as semanas, nós estaremos com nossos olhos voltados para a cultura brasileira. E com a certeza de que o Sérgio Sá Leitão fará aquilo que estabeleceu no seu discurso. A sua profissão de fé, ele vai agora passar das palavras a execução.

Seja muito bem sucedido, Sérgio.

 Ouça a íntegra (08min28s) do discurso do presidente.