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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de Migração das Rádios AM para FM - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 07/11/2016 12h00, última modificação 23/12/2016 21h43

Palácio do Planalto, 07 de novembro de 2016

 

Senhores ministros de Estado.

Cumprimentando, antes, o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados.

Gilberto Kassab, Eliseu Padilha, Mendonça Filho, Alberto Alves, Geddel Vieira Lima.

Governador de Goiás, Marconi Perillo.

Senador Wilder Morais, senador Pedro Chaves.

Deputados Federais, Beto Mansur, deputado Goulart, deputado Mauro Pereira, deputado Rômulo Gouveia, deputado Victor Mendes.

Dom Raymundo Damasceno Assis.

Senhor Juarez Quadros, Paulo Tonet, Luiz Claudio A. Costa.

Senhoras e senhores representantes das rádios que hoje assinam os termos aditivos de adaptação das outorgas.

Eu quero, em primeiro lugar, cumprimentar o Gilberto Kassab. Porque na verdade, ao longo desse breve período de governo, o Kassab tem realizado feitos de extraordinária competência administrativa no seu ministério.

Ainda quando vínhamos para cá, ele me disse: "olha além de hoje, nós vamos ainda ter mais duas cerimônias, ainda nesta semana" Em que se revelará mais uma vez a agilidade do governo, por meio de seus ministros e no particular, por meio do ministro Kassab. Portanto podem aplaudi-lo mais uma vez.

Eu quero agradecer, também, as palavras do Paulo Tonet, do Luiz Claudio Costa, a benção do Dom Damasceno, as palavras do Kassab, e me detenho especialmente nas palavras do Paulo Tonet e do Luiz Claudio Costa, que vieram aqui adiante para dizer que nós todos somos responsáveis pelo país.

E particularmente os senhores. Eu imagino, a divulgação extraordinária, que as várias emissoras, que hoje, digamos assim, passam de um patamar para outro, divulgarão este evento nos seus respectivos municípios.  

E eu sei, por ser do interior, sem embargo de saudar também as grandes emissoras, mas sendo eu do interior do Estado de São Paulo, eu sei da relevância que tem uma emissora local, senhor governador Marconi Perillo, para os munícipes.

Quando eu era menino, devo dizer, eu ouvia as grandes emissoras, mas evidentemente que ouvia a rádio local. A rádio local era aquela que mais me informava ao longo do dia. E nós todos tínhamos uma, naquela época ainda no curso ginasial, colegial, tínhamos uma extraordinária sedução pelas informações que vinham pelas emissoras locais. E exata e precisamente em função disso que o Luiz Claudio Costa e o Paulo Tonet, disseram: "olha, o Brasil precisa de todos nós". Mas eu devo dizer que precisa fundamentalmente dos meios de comunicação, porque os senhores, nos seus municípios, poderão prestar um relevantíssimo serviço ao País, na medida que divulgam, convenhamos, os atos de governo como esse no dia de hoje, mas outros tantos que importam, devo dizer muitas vezes, em uma certa, uma ou outra ideia de sacrifício, mas que sacrifício não é. Porque logo depois, nós veremos que os atos e gestos tomados pelo governo, como o apoio de todos os senhores, certa e seguramente resultarão em benefícios ímpares para todo o povo brasileiro.

Os senhores sabem que ao longo desse breve período, nós temos tido um apoio extraordinário do Congresso Nacional. E na democracia é assim, convivem juntos o Executivo, o Legislativo e o poder Judiciário. Portanto, esses três órgãos é que fazem o governo. E os senhores sabem, tem notícias as mais variadas, da importância desta relação do Executivo com o Congresso Nacional.

Convenhamos, na Proposta de Emenda Constitucional, fixadora do teto de gastos públicos, que significa cortar na própria carne. Porque convenhamos, qual é o governante que não quer gastar o máximo possível? Porque gastar o máximo possível pode gerar popularidade e restringir o gasto pode gerar, inicialmente, uma impopularidade. Mas nós não pensamos só no Brasil de hoje, nós pensamos no Brasil de amanhã. No Brasil onde os jovens que no futuro se aposentarão, possam bater às portas do governo e receber as suas pensões, que os 12 milhões de desempregados possam ir às empresas mobilizadas pela comunicação e receber o seu emprego.

Então, nós estamos trabalhando de uma maneira, meus amigos, que na verdade vai nos auxiliar muitíssimo nos próximos tempos. E graças a Deus, nós temos um texto Constitucional, a determinação da liberdade plena de imprensa. E a liberdade plena de imprensa é que permite exatamente o contraditório, a contraposição a muitas ideias. A vantagem de não estarmos em um sistema jurídico e político centralizador e autoritário, é exatamente permitir o debate das ideias. E o que mais tem acontecido nos últimos tempos é precisamente o debate das formulações, das ideias. Quando o governo faz ou vai fazer alguma coisa, logo em seguida pode ouvir uma objeção, logo contra objetada por aqueles que realmente pensam nas melhoras do nosso País.

Por isso, Kassab, esse ato é fundamental, não só para a democracia, porque revela-se que a liberdade de imprensa não é apenas uma palavra, é uma ação. Quando você leva adiante, quando nós todos, o governo leva adiante a ideia desta mudança de patamar de AM para FM, é porque acreditamos e louvamos a liberdade de imprensa no nosso país. É para que aqueles que ouvem a rádio AM, possam ouvir em melhores condições as rádios FMs.

E por isto que este momento, meu amigos, meus senhores, minhas senhoras, ele tem esta extraordinária capacidade de mobilizar o país. Porque os senhores, nas pequenas, médias cidades, farão essa mobilização. Os senhores sabem, que nós precisamos dos senhores. Nós temos hoje, teses como o Projeto Crescer, por exemplo, para não falar só de teto de gastos e de Previdência, temos o Projeto Crescer, que faz com que 34 órgão da administração estejam abertos para concessões à iniciativa privada e o objetivo, evidentemente, é a geração de empregos no nosso País.

Os senhores sabem que nós temos nos preocupado com isto permanentemente. Na semana passada, também com auditório, com esse plenário lotado, nós sancionamos regras tributárias mais racionais para as micro e pequenas empresas. Empresas que na verdade são campeãs nacionais do emprego. É interessante que se pensa sempre, que as grandes empresas é que dão muitos empregos, mas igualmente as pequenas empresas, por serem muitas, muitíssimas, elas geram emprego em todo país. E por isto que naquela oportunidade o aplauso era por assim dizer, quase frenético. Era um aplauso entusiasmado, era um aplauso de quem percebia que o Brasil está no caminho certo.

Agora, não basta, evidentemente, que eu me dirijo aqui aos senhores, que o Paulo Tonet, que o Luiz Claudio se dirijam  aos senhores para dizer e salientar o que disseram e salientaram. É preciso que as palavras repercutam e eu tenho a absoluta convicção de que, com este ato de hoje e com as medidas que os senhores tomarão ao longo do tempo, ainda que promovendo debates, porque muitas e muitas vezes não se quer que a rádio, a emissora, rádio/emissora, simplesmente patrocine, apadrinhe a tese tal ou qual, mas o que nós queremos é divulgar essas teses. Se houver debates a favor ou contra, tanto faz, o que importa é levar a conhecimento de todos o que se está fazendo pelo Brasil.

Eu até, interessante, há pouco eu comentava na sala, que há tempos atrás, muito tempo atrás, eu assisti um filme francês, chamado "Si tous les gars du monde", “Se todos os homens do mundo”,  que tratava de um tema muito singelo, que era um navio que começou a afundar, e um radioamador capta uma mensagem. E, ao captar uma mensagem, ele se comunica com radioamadores do mundo todo, vejam o que significa rádio, eu estou falando na sua expressão mais singela, comunicam-se com vários radioamadores do mundo, que se comunicam com os governos dos respectivos países e para lá vão missões de salvamento. E esta missão de salvamento salva aqueles que iam naufragar. Por isso que se diz: se todos os homens do mundo.

Pois muito bem, este ato de hoje, em que os senhores vão se comunicar, já não por radioamador mas por Rádio FM, vocês vão se comunicar com o povo todo, os senhores vão ajudar o Brasil, a impedir que ele naufrague.

Muito obrigado aos senhores.

 

Ouça a íntegra do discurso (10min16s) do presidente da república