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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de Imposição de Insígnias da Ordem do Mérito Médico - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 17/10/2017 13h14, última modificação 17/10/2017 13h15

 

 Palácio do Planalto, 17 de outubro de 2017

 

Quero cumprimentar o prezado amigo Ricardo Barros, ministro da Saúde.

O senador Raimundo Lira, representando o Senado Federal.

O deputado Hiran Gonçalves, representando a Câmara dos Deputados.

O Carlos Vital, presidente do Conselho Federal de Medicina, em nome de quem eu tomo a liberdade de cumprimentar a todos os agraciados.

E também cumprimento as senhoras e os senhores representantes dos conselhos da área da saúde de âmbitos nacional e regional que aqui se acham presentes.

Eu quero, muito rapidamente, aliás, não é muito comum aqui, que as pessoas quando usam a tribuna sejam tão rápidas, tão objetivas e tão sintéticas. No geral, quando alguém vai para a tribuna se estende amplamente.

Mas aqui, os médicos agraciados e os oradores fazem aquela palavra com objetividade, Raul Cutait, que é típica da medicina. O médico, a minha impressão colhida ao longo do tempo no contato com os médicos, o médico tem essa objetividade, senhor presidente, que é logo detectar o mal, logo prescrever o remédio, enfim, de uma forma muito pragmática, muito objetiva, muito concreta, muito palpável, muito sensível, capaz, digamos assim, de patrocinar o seu cliente.

E é interessante, eu sou de uma pequena cidade do interior, - eu tenho um discurso escrito aqui mas não vou usar o discurso escrito -  eu sou de uma pequena cidade do interior, na época tinha 25 mil habitantes, e tinha um único médico. Interessante, o médico Ricardo era uma das autoridades do município. Você tinha o prefeito, o delegado de polícia, o promotor público e o médico.

E o médico era uma figura, digamos, venerada, uma figura respeitada. E ganhava, naturalmente, grande prestígio na sociedade local.

E depois, eu pude observar, ao longo do tempo, que em todos os municípios brasileiros, o médico sempre teve uma posição, senador Raimundo Lira, muito expressiva. Tão expressiva que é interessante, pautando-me pelas palavras do senhor presidente do conselho, tão expressiva que não é incomum que o médico incursione pela atividade política. Porque é quase levado pelos seus clientes, pelo benefício que ele proporciona à comunidade, ele é levado praticamente a participar muito legitimamente da vida pública. E ao participar da vida pública, faz aquilo que o senhor presidente mencionou, ou seja, colabora com o desenvolvimento do País, colabora com as causas sociais, colabora com aqueles  mais carentes.

E eu, vejo que aqui a representação formatada pelo ministro da Saúde, eu apenas assinei a homenagem, mas ela foi muito adequada. Porque ela faz uma amálgama, uma mistura de médicas, médicos e até médico indígena, que foi até muito aplaudido, assim como a senhora representante do Ministério da Saúde. Então, um reconhecimento às várias categorias.

E, na minha cabeça, o médico de alguma maneira, ele exerce quase um sacerdócio, não no sentido vocabular da palavra, que é sacerdócio é um sacro ócio, é a única coisa que o médico não tem é o ócio. Porque quantas e quantas vezes ele é chamado nas mais variadas horas do dia e, muitas e muitas vezes, nas mais variadas horas da noite. Então ele presta um serviço social relevantíssimo porque ele está, digamos assim, levando para as famílias, quando chamado é, a esperança da recuperação.

De alguma maneira, na classe política também é assim. Quem está na classe política, de alguma maneira, busca fazer essa recuperação para o País. Então, o médico, sempre tive essa sensação muito forte, muito acentuada de que o médico é alguém recepcionado pela família. E faz, volto a dizer, vou ser repetitivo, um trabalho social extraordinário.

E é, para finalizar, eu quero dizer que são muito importantes estas solenidades em que pessoas são agraciadas, porque elas servem de modelo para a categoria. Ninguém foi agraciado aqui sem ter prestado relevante serviços à sua classe e à sociedade brasileira. E isso serve de incentivo para aqueles outros que estão nesta profissão ou em outras profissões. Ou seja, estas medalhas tem um significado especial. Elas não se circunscrevem apenas ao momento da solenidade, mas elas têm uma dimensão muito mais ampla porque elas repercutem para o futuro.

Os senhores e as senhoras sairão daqui dizendo: que coisa importante ter sido agraciado com esta medalha porque ela servirá, volto a dizer, de incentivo para todos os colegas da profissão.

De modo que, em palavras finais, eu quero mais uma vez cumprimentar os agraciados. Agradecer ao Ricardo pelo trabalho que ele vem fazendo no Ministério da Saúde, mas, particularmente, devo dizer, que esta é uma das principais solenidades para as quais ele me trouxe porque é uma solenidade que reverencia a meritocracia.

De modo que cumprimento a todos os senhores e as senhoras.

 

Ouça a íntegra do discurso ( 05min38s) do presidente       

 

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