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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de Imposição da Medalha Militar de Platina com passador de Platina e assinatura do Decreto de Criação do Comitê para Revitalização do Parque Nacional dos Guararapes - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 11/05/2017 14h30, última modificação 22/05/2017 17h51

Brasília-DF, 11 de maio de 2017

 

Eu quero tomar a liberdade, embora esteja aqui nas minhas mãos, o nome de todas eminentíssimas autoridades que aqui se acham, quero tomar a liberdade já que foram nomeadas inúmeras vezes, quero tomar a liberdade em nome do Comandante Geral Villas Bôas, da senhora Villas Bôas e seus familiares, saudar a todos, cumprimentar a todos, salientando a relevância deste ato, na medida em  que vejo aqui as mais qualificadas autoridades do Poder Judiciário, do Exército Nacional, da Marinha, da Aeronáutica, os ministros, todos ao homenagear aquilo que eu posso catalogar, pelas palavras que eu ouvi e pelo sentido desta homenagem, como a lembrança e a homenagem a três fatos verdadeiramente heroicos.

O  primeiro, sem dúvida alguma, como aqui foi salientado,  a questão da nossa presença na Itália, uma lembrança felicíssima do ministro Raul Jungmann, ele está rememorando um ato histórico, um fato histórico, que teve importância na Itália e no Brasil.

Mas como também revelou suas passagens pela viagem que fez pela Itália, talvez mas rememorado na Itália do que no Brasil.  De modo que firmar este ato com símbolo determinado é algo fundamental para o resgate da nossa história.

E de igual maneira, o episódio  da  batalha de Guararapes, que também foi um gesto heroico, um fato heroico. Como disse o ministro Roberto Freire, optamos por aqueles que nos descobriram e que levaram adiante as suas tradições e nos deram o que nós somos: um povo naturalmente cordial, depois eu quero falar um pouco sobre isso, mas foi fruto de uma decisão, no caso dos pernambucanos. Daí porque, devemos também, o Brasil deve aos pernambucanos, a sequência histórica da presença portuguesa no Brasil, que depois revelou-se a presença de várias nacionalidades, de várias raças, que fizeram o desenvolvimento do nosso País.

Mas o fato heroico, o feito heroico mais instante, mais presente, mais neste momento, é exatamente a homenagem que todos prestamos ao eminente Comandante General Villas Boas e ao General Farias, pelos 50 anos dedicados à vida pública, mas à vida pública em um dos setores mais importantes da vida pública nacional, que é o setor das Forças Armadas. Eu dizia há pouco tempo ao Comandante General Villas Boas, que nestes comandos muito mais importante do que a autoridade expressada vocabularmente, oralmente, é a autoridade moral. Autoridade moral, é a que mantém a unidade das forças. A unidade moral, a validade moral, a força moral é que mantém a liderança. E isto, eu devo dizer, sobra para o Comandante Villas Boas e naturalmente sobra para o General Farias. Não foi sem razão que há pouco eu dizia ao Comandante, quando ele generosamente agradecia a minha presença, dizia eu, que um dos atos importantes do meu governo, foi exatamente o instante em que assinei esta homenagem pelos 50 anos de serviço à causa pública.

Quero também registrar que as Forças Armadas, elas exercem um papel extraordinário, estão preparadas para a guerra. Mas elas representam, enquanto esta não vem, esperamos que nunca venha, ela representa precisamente o sintoma da paz. Ela é a garantia da paz, porque ela se baseia na ideia de disciplina, de hierarquia e de respeito absoluto às tradições da nossa história e do nosso País.

Eu tomo a liberdade de salientar esse aspecto, porque nós vivemos um momento, nos últimos tempos de uma certa animosidade entre brasileiros, o que é inteiramente condenável. Eu não me canso de repetir esse fato, porque me parece importante. Que sendo eu presidente da República, eu possa fazer alguma pregação. E a pregação que tenho feito, ao longo do tempo, é exata e precisamente a pacificação entre os brasileiros. É eliminar algo que eu disse no dia de ontem, que é uma certa, talvez um certo ideologismo, uma certa raivosidade existente entre setores, entre setores da sociedade brasileira.

E por isso volto a dizer que as Forças Armadas representam exatamente um primado da paz. O que mais se deseja com essa atitude, digamos, preventiva de quem sabe estar preparado para um conflito exterior, é a permanente presença do fenômeno paz no nosso País.

Portanto, quando eu enalteço a força moral do Comandante Villas Boas, com quem, naturalmente, General Farias, eu tive mais convivência, mas seguramente, tenho absoluta convicção que também Vossa Senhoria é daqueles que enalteceram  a atividade pública do nosso País e, precisamente, o Exército brasileiro. Eu quero dizer que é importantíssimo para todos nós solenidades como esta.

É interessante, ministro da Cultura, Roberto Freire,como o resgate da história que não é muito comum em nosso País. Ainda ontem, quando inaugurávamos o evento, a que Vossa Excelência que alusão, dos documentos históricos foi uma emoção extraordinária. Lá verificar a primeira Constituição brasileira, de 1824, depois verificar a Lei Áurea, que aliás comemora-se no sábado próximo, documento original. A Lei do Ventre Livre, de 1871, os fatos históricos de Guararapes e outros tantos que estão elencados nessa documentação histórica, ontem exibida a todos os brasileiros, naturalmente, brasilienses. Eu até dizia lá na solenidade, que nós todos já lemos muito, eu de alguma maneira a cada momento que passava por um documento histórico, cinematografava na minha mente, aqueles episódios históricos. E verifiquei como que o Brasil foi se formando pouco a pouco com a ideia da paz, da harmonia, todos os atos, quando falo da Lei Áurea, Lei do Ventre Livre, das batalhas em que o Brasil, eventualmente se envolveu internamente, mas imediatamente fez uma conjugação, uma conexão, eliminou o passado belicoso para inaugurar sempre um momento presente, um momento futuro de muita paz.

Então nesses momentos, eu acho importantíssimo resgatar sempre os fenômenos históricos. Como também homenagear, como homenageamos aqui, não só os fatos históricos, mas aqueles que prestam serviços relevantes à causa pública. Porque eles, General Villas Boas, eles farão parte da história, daqui a 50 anos, 60 anos, nós não, mas outros tantos, que estarão aqui talvez recordando este evento em que Vossa Senhoria e o General Farias foram homenageados, como símbolo do exemplo para os que vierem, para os que vierem depois,daqueles que na verdade construíram, ajudaram a construir o nosso País. Em um clima de muita paz.

Tomo a liberdade também, das belíssimas palavras, já que o Roberto Freire, como o comandante Villas Bôas e o nosso ministro Jungmann fizeram alusão a este fato, dizer que eu tenho contado enormemente com as Forças Armadas para o exercício dessa tarefa, convenhamos dificílima, que nos caiu nas mãos.

Foram, são momentos, os senhores todos, as senhoras, acompanham, não são momentos fáceis, nem administrativa, nem politicamente, e, entretanto, diante das dificuldades que eu enfrentei. Em certos momentos, pedi reunião com o ministro Jungmann e os senhores comandantes das Forças Armadas e solicitei o apoio, especialmente, convenhamos, na área da segurança pública, que nem diz respeito exatamente a função que os senhores desempenham, mas quando eu solicitei o apoio para esta atividade relativa a segurança pública nos Estados, que estavam ultrapassando as fronteiras territoriais e as fronteiras jurídicas do conceito de autonomia estadual, não houve um titubeio sequer, imediatamente se disse: conte conosco para aquilo que for necessário.

E contei, contamos, vejam o que as Forças Armadas tem feito ao longo do tempo, nestes últimos tempos, exatamente, em relação a segurança pública. Quando se trás, quando nós pedimos, quando nós enviamos as Forças Armadas para certos Estados, são recebidos com aplausos. E olhem que aplausos para homens na vida pública hoje não está nada fácil, e nós ficamos extremamente sensibilizados quando verificamos, vou aqui relatar o caso do Espírito Santo,  o povo nas janelas, nos edifícios e nas ruas, aplaudindo a chegada das Forças Armadas.

De modo que, Vossas Senhorias exercitam um papel, digamos assim, moderador, de equilíbrio extraordinário no nosso País, e servirão de exemplo, pelo menos pelas minhas palavras, pelas minhas falas, pelos meus escritos, servirão sempre para que eu os invoque, invoque a qualidade  dos senhores, como servidores públicos, para revelar que o País precisa de muita paz e de muita tranquilidade, nós haveremos de repercutir enormemente essas ideias.

Por isso, comandante Villas Bôas, General Farias, eu quero nas vossas figuras, representar ou revelar que este momento é um momento simbólico que marca o dia de hoje, mas marcará o futuro quando todos se lembrarem, se recordarem desta homenagem.

Meus cumprimentos, portanto.

 

 Ouça a íntegra do discurso (10min55s) do presidente

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