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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de entrega de ambulâncias para renovação da frota do Samu em São Paulo (SP) - São Paulo/SP

por Portal planalto publicado 04/10/2017 19h00, última modificação 04/10/2017 19h02

 

São Paulo-SP, 04 de outubro de 2017

 

 

            Bem, meus amigos,

Eu quero cumprimentar a todos, vou fazê-lo na pessoa da senadora Marta, homenagem à mulher que está no Legislativo,

Cumprimentando meus velhos amigos do Legislativo de São Paulo,

Prefeitos aqui de São Paulo também, velhos companheiros,

Os colegas deputados federais,

O ministro da Saúde,

 

E dizer que eu começo minhas palavras com uma constatação singela, que me ocorreu ao ouvir os discursos, breves embora, que me antecederam: a essência do governo é servir, é trabalhar em favor do povo. E é isso, vocês sabem, que nós temos feito todos os dias.

Aliás, o ministro Ricardo Barros, aqui já foi mencionado, tem feito um excelente trabalho. Eu acho que esta, Ricardo, é a 10ª ou 15ª solenidade de que participo, tantos são os eventos que o Ministério da Saúde tem promovido ao longo do tempo e, portanto, gerando aquilo que é um dos tópicos do nosso governo, que é a chamada “responsabilidade social”. Se de um lado nós  temos a chamada “responsabilidade fiscal” – e vocês sabem que, logo no início do nosso governo, nós cuidamos de praticar, ou melhor, definir, no Congresso Nacional uma chamada emenda constitucional para a fixação do teto dos gastos públicos, ao depois nós também cuidamos de outras reformas: a reforma do ensino médio, a reforma trabalhista... enfim, coisas para colocar o Brasil no século XXI.

E de um lado, portanto aqui, quando falo no teto dos gastos, estou falando da responsabilidade fiscal, mas jamais nos olvidando, nos esquecendo da responsabilidade social. E é interessante, a responsabilidade social nos mais variados patamares: você tem desde a extrema pobreza – quando nós temos incentivado e ampliado os valores do chamado Bolsa Família – e além, de um outro patamar social que é o atendimento por meio das ambulâncias. E vejam que, tal como o Ricardo acabou de mencionar, aqui são duzentas e poucas ambulâncias ao total, mas a verdade é que, ao longo do tempo, nós vamos entregar ambulâncias a todos os municípios brasileiros. E isto é uma coisa que revela bem a preocupação social do nosso governo.

E só para exemplificar aqui - vou tomar três minutos dos senhores -, mas aqui, ao lado do Baleia, do Hiran, do Jorge Tadeu, do Marcelo Squassoni, eu quero  dizer que nós temos praticado gestos interessantes, gestos triviais, gestos até frugais, gestos até singelos, por exemplo, quando nós liberamos as contas inativas do Fundo de Garantia. E o que era a conta inativa do Fundo de Garantia? – Eu quero até agradecer aos senhores proprietários aqui da casa, que nos permitem esta solenidade – Mas fechando esses parênteses do Fundo de Garantia, para dizer... Interessante, um dia eu perguntei ao ministro do Planejamento: “Quanto nós temos lá de contas inativas?” “Temos R$ 44 bilhões nas contas inativas do Fundo de Garantia.”

Disse, muito bem, vamos liberar essas contas, porque, em primeiro lugar, significa que famílias que ou estão endividadas, ou querem fazer a sua poupança pessoal, ou fazer uma aplicação de qualquer maneira, poderão sacar os seus valores do Fundo de Garantia. E parece pouco, mas foram 26 milhões de trabalhadores que sacaram, Marta, R$ 44 bilhões, injetados na economia.

Aliás, o varejo cresceu muito, precisamente, em função do aporte desse capital extraordinário que eu estou a mencionar. E, aliás, pautados por este gesto anterior, há pouquíssimo tempo, nós perguntamos: “Quanto tem no PIS/Pasep?” São depósitos também dos trabalhadores do serviço público e dos trabalhadores do serviço privado. “Ah, tem R$ 16 bilhões”. Eu disse: “Vamos liberá-los”. Daí, me disseram: “Mas olha, só podem ser liberados para aqueles que já têm 70 anos, homens e mulheres”. Eu disse: “Muito bem, vou praticar aqui um ato normativo que reduz essa idade do homem para 65 anos e da mulher para 62 anos”. E agora, a partir de outubro – outubro, novembro e dezembro –, entrará no mercado, na economia brasileira, mais cerca de R$ 16 bilhões que vão ajudar, naturalmente, nas compras de fim de ano.

Eu estou dando esses exemplos, viu, porque são exemplos tão triviais, tão singelos. Eu me lembro aqui, vou tomar um tempinho de vocês só, mas eu me lembro quando eu fui secretário da Segurança pela primeira vez, Jorge Tadeu era meu companheiro, eu me lembro que um dia as mulheres foram reclamar do mau atendimento nas delegacias de polícia. Eu disse: “Interessante, por que eu não crio uma delegacia de defesa da mulher, onde eu coloque uma ou duas delegadas; cinco, seis escrivãs; e 20, 30 investigadoras mulheres; para atender as mulheres?”. Deu um resultado extraordinário e não custou nada para o orçamento.

Então essas medidas triviais, aparentemente singelas, é que muitas e muitas vezes dão ótimos resultados. E tanto resultado dão que, vejam o que está acontecendo, eu vou aproveitar, eu sei que há empresários aqui, mas vou aproveitar  para dizer que fatos sensíveis, ocorridos nesses últimos quatro, cinco meses, sensíveis na economia. Nós primeiro colocamos, começamos a colocar a casa em ordem, aquilo que eu digo: “vamos colocar o Brasil nos trilhos”. E depois de colocar o Brasil nos trilhos vamos crescer. E começamos a crescer de quatro, cinco meses para cá.

Os senhores sabem que o número de ocupados, ou seja, não apenas aqueles que têm carteira assinada – que já chega a cerca de 170 mil –, mas o número de ocupados, aqueles que obtiveram alguma ocupação nesse último trimestre, chegou a 1,320 milhão. Ou seja, a economia está reagindo. Quando eu vejo a Bolsa de Valores atingindo seu pico,  76 mil, duzentos e tantos pontos, coisa ímpar, jamais obtida desde que se instalou o índice, eu digo: “O que é que significa isso?” Significa confiança no nosso País, senão, a Bolsa, evidentemente, não reage dessa maneira. E outros tantos eventos que foram realizados ao longo do tempo.

Mas eu hoje... o que nós devemos comemorar é o abraço nos nossos prefeitos, nos prefeitos do Brasil – não é, Hiran? – que estão recebendo esta ambulância. Porque, certa e seguramente, ao chegarem com essa ambulância lá – e acabei de examinar uma delas, que tem todos os aparelhos mais modernos para atendimento. Uma senhora, até (inaudível) médica, me dizia: “Olha aqui, esta ambulância, quando a pessoa entra aqui, é como se estivesse na UTI”. Portanto, o risco de perder a vida, digamos assim, ele fenece já dentro da ambulância, porque é como se fosse uma UTI.

Ora bem, quando os senhores prefeitos de São Paulo e de todo o Brasil lá chegarem com a ambulância, serão, seguramente, saudados pela população da sua cidade.

E é essa alegria social que nós queremos compartilhar e, particularmente, eu, como presidente da República, quero dar um fraternal abraço a todos os prefeitos e desejar que elevem cada vez mais o município à posição de relevo que ele merece em nosso País.

Muito obrigado a vocês.

 

 Ouça a íntegra do discurso (07min51s) do presidente Michel Temer

 

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