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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de entrega de 420 unidades habitacionais do Residencial Mogi das Cruzes - Itapevy, Ype, Manacá, Tietê e Maitaca, do Programa Minha Casa Minha Vida - Mogi das Cruzes/SP

por Portal Planalto publicado 21/12/2016 15h00, última modificação 23/12/2016 21h44

Mogi das Cruzes-SP, 21 de dezembro de 2016

 

Olha eu quero começar cumprimentando esse grande governador e prezado amigo, Geraldo Alckmin. E dizer uma coisa curiosa, viu Geraldo, você lembrou muito bem que, ao longo da vida, as pessoas vão tendo sonhos. Eu também tive o sonho do primeiro brinquedo, da primeira namorada, o sonho de fazer o curso de nível superior, o sonho de crescer na vida. Mas a vida foi passando, a idade foi chegando mas os sonhos não arrefeceram.

Você sabe que, hoje, eu tenho um sonho. Com o auxílio do governador, com auxílio dos ministros, com o auxílio do povo brasileiro, com o auxílio do Congresso Nacional, o meu sonho hoje é, nesses dois anos, colocar o Brasil nos trilhos. Esse é o meu sonho.

Aqui eu me lembrei muito bem do que você falava e daí por que eu venho, começo minha palavra ao povo de Mogi das Cruzes, àqueles que receberam suas casas hoje, àqueles outros que ainda receberão suas casas, eu quero deixar o apelo de que neste Natal, mais uma vez eu quero relembrar as palavras do eminentíssimo prefeito Marco Aurélio Bertaiolli, que fez aqui além de uma grande gestão, uma belíssima oração, belíssimo discurso, revelando as potencialidades dos homens públicos no nosso país. E evidentemente, tanto ele como o governador, disseram que era preciso acabar com a história do "nós contra eles".

Vocês sabem que eu, ao longo do tempo, tenho pregado exatamente a pacificação do nosso país. E, portanto, ao desejar a todos, nesta preliminar, um Feliz Natal, um Ano Novo de muita solidariedade, eu peço a todos vocês que na noite de Natal faça uma oração dizendo: "Eu não vou prestar solidariedade apenas hoje, eu não vou ser fraterno apenas essa noite, eu não vou ser irmão, irmã, marido, mulher, apenas nesta noite; eu vou ser fraterno com todos os meus irmãos brasileiros durante todo ano de 2017". É isso que eu espero no Natal e eu desejo, eu formulo.

Eu quero cumprimentar o Bruno Araújo, este ministro jovem, mas de uma capacidade administrativa extraordinária. Vocês sabem, vocês todos sabem, o prefeito sabe, o governador sabe, os deputados federais sabem, que um governo só vai bem quando seu ministério é eficiente. E o Bruno Araújo, juntamente com o nosso presidente da Caixa, Gilberto Occhi, tem me dado essa alegria extraordinária: eles vão por todo Brasil, a todo momento, quase todo dia, para inaugurar novas habitações.

E exata e precisamente em função da sua competência administrativa, das suas qualificações, é que conseguem fazer com que, convenhamos, os aplausos venham com certa facilidade para o governo federal. Eu sou muito grato a vocês e peço a ambos, um aplauso do nosso povo que está aqui.

Quero cumprimentar os deputados federais Eduardo Cury, Milton Monti, Silvio Torres, e dizer mais uma vez, meus amigos, que na democracia é assim, muita gente até crítica, muita gente acha que quando o Executivo faz alguma coisa, o Legislativo não pode modificar. Pois o Legislativo tem o direito e pode modificar. E na verdade, neste tempo todo, eu tenho conseguido governar precisamente com o apoio do Poder Legislativo.

E neste particular, governador e senhores prefeitos, eu quero registrar que no dia de ontem, nós aprovamos na Câmara Federal, em caráter definitivo, um projeto que fez a repactuação das dívidas dos estados com a União Federal. E lá, como vocês sabem que há estados em grandes dificuldades, pelo menos três deles, estabeleceu-se uma coisa que nós também criamos, que é a chamada recuperação fiscal.

E essa recuperação fiscal, significa que os estados em grandes dificuldades, poderão pleiteá-la, à União Federal, e a União Federal defere ou indefere, e deferirá, ou seja, acolherá, o requerimento se forem cumpridas determinadas condições. Porque quando o estado esta em grandes dificuldades, é preciso que o estado também - não é o caso de São Paulo -, mas que o estado também, faça as suas limitações. Porque senão o estado não consegue sair da crise.

Mas foi um momento muito importante porque houve a aprovação de um acerto, de um ajuste, de um ajustamento que nós fizemos com os estados da Federação brasileira. Mas, mais do que isso, quando surgiu a chamada repatriação de recursos, de fora para dentro do Brasil, houve uma dúvida, se a chamada multa, que se estabelecia aqueles que trazia os recursos de fora, cabia ou não cabia aos estados e municípios? Houve a dúvida porque a lei não estabeleceu esta partilha.

Mas o que é que nós fizemos? Nós chamamos em primeiro lugar, os estados, e dissemos: vamos partilhar também a verba da multa, que deu mais de R$ 5 bilhões e meio para os estados. E agora, em contato com a federação de municípios e outros, nós estamos partilhando as verbas da multa também com os municípios, ou seja, Bertaiolli, o município vai receber todos eles mais de R$ 6 bilhões.

Estou dando essa notícia, porque é uma notícia importante, precisamente no período do natal.

Eu quero também, além de cumprimentar mais uma vez o Marco Aurélio Bertaiolli, cumprimentar o Marcus Melo, prefeito eleito de Mogi das Cruzes. Que recebeu, convenhamos, recebeu do Bruno Araújo, Araújo, não foi um convite, eu entendi que foi uma convocação, do tipo: vá lá a Brasília e nós teremos outros benefícios para entregar a Mogi das Cruzes. Foi este o apelo que fez o nosso Bruno Araújo.

Quero cumprimentar também meu prezado amigo Rodrigo Garcia, secretário estadual da Habitação; o Fábio Elias Cury, presidente da Cury Construtora. E até vou sugerir uma coisa viu, Cury, eu acho que o empreendimento aqui foi grandioso, a coisa formidável, acabei de visitar um apartamento mobiliado, dona Mara, dona Carmem, que foi entregue mobiliado pela construtora.

O Bruno Araújo, veio aqui e disse: olha aqui eu peço que seja sorteado mais um apartamento mobiliado. O presidente da República vai lhe pedir mais uma vez, peça mais um apartamento, mais 2 mobiliados, para serem sorteados aqui com os senhores.

Meus amigos, minhas amigas, eu tenho uma satisfação imensa de presidir a República brasileira. Mas eu confesso que uma coisa é ficar na sala, é ficar no gabinete, outra coisa é sair pelo Brasil. E especialmente vir a Mogi das Cruzes, receber este afago, este aplauso. E eu saio daqui, eu que tantas vezes, viu Bertaiolli, viu Marcos Melo, tantas vezes tive em Mogi das Cruzes, e fui secretário da Segurança Pública duas vezes, e aqui eu vinha entregar viaturas, distritos policiais, Corpo de Bombeiros, etc. E como estava também na área universitária, muitas e muitas vezes eu vim aqui fazer palestras, na faculdade de Direito.

Então no dia que você declara: “olhe, o Temer, assim como o governador, hoje é mogiano”,  eu fico muito feliz. Porque na verdade quando eu vinha para cá, e você sabe que nessa coisa de ir a determinados lugares, você tem energia positiva e energia negativa, aqui em Mogi, toda vez que eu vinha, e agora que eu vim, só recebo energia positiva.

Portanto, ao cumprimentar a Rosilene, a Rosângela, a Amanda, a Irani, a Naiara, eu quero cumprimentar a todos que hoje receberam as casas. Mas quero cumprimentar as 170 mil famílias, não é  isso? Que de maio para cá, acabaram recebendo novas habitações, em todo Brasil.

E quero cumprimentar para o futuro, as 500 mil famílias que resultarão das construções que serão feitas neste ano de 2017.

Então, eu saio daqui, viu meus amigos, minhas amigas, vocês sabem que a palavra alma vem de ânima, ânima, significa alma, nessa tarefa difícil que nós temos de conduzir o Brasil, e nós vamos conduzi-las da melhor maneira possível, eu tenho certeza com o apoio de todos, o Brasil será vitorioso daqui há 2 anos, e eu saio daqui, usando a palavra ânima, que vem de alma, eu saio animado, saio animadíssimo, saio com a alma incendiada para dizer “quando eu tiver dificuldades eu venho receber este afago do povo de Mogi das Cruzes”.

Muito obrigado.

 

Ouça a íntegra do discurso (11min06s) do presidente Michel Temer