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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de Encerramento do II Encontro da Carta Caiman

por Portal Planalto publicado 21/10/2017 18h00, última modificação 13/11/2017 14h31

Miranda/MS, 21 de outubro de 2017

 

Olha eu quero começar cumprimentando o Roberto Klabin, pela gentileza de nos receber e promover este encontro em um momento que todos os senhores e as senhoras percebem que é um momento importantíssimo para o meio ambiente no nosso País. Que proteger o Pantanal é proteger uma parte do nosso País. Aliás, quando ouvi a exposição preambular, preliminar em que o Roberto mostrava que o Pantanal, com a sua área, poderia ocupar cerca de 4 países da Europa, nos podemos verificar a dimensão em um ato que na verdade preserva o meio ambiente no Pantanal.

 Eu quero cumprimentar o Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul, o Marcelo Cruz, ministro substituto do Meio Ambiente, o presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, nosso amigo deputado Júnior Mochi.

 Os caríssimos deputados federais, Sarney Filho, Carlos Barum, Danilo Forte, Fábio Garcia, Fausto Pinato, Laerte Bessa, Tereza Cristina.

 A senhora Marlene, Prefeita gentilíssima de Miranda, por intermédio de que eu cumprimento os demais prefeitos aqui presentes.

 A Suely Araújo, presidente do Ibama, os dirigentes de empresas estatais, e até gostaria de fazer uma saudação especial às crianças, filhas dos trabalhadores rurais que moram na Estância Caiman, estudam na escola municipal e participam do projeto naturalista mirim, de educação socioambiental.

 Pois muito bem meus amigos, eu quero primeiro fazer uma observação. E esta observação é dirigida ao Zequinha Sarney. Vou dizer a vocês aqui: você trate de fazer a recuperação do Rio Taquari, senão os aplausos vão se converter em vaias. Vamos providenciar isso com muito entusiasmo.

 Por outro lado, eu quero também, em uma segunda observação, dizer Roberto klabin, da satisfação que tenho de estar novamente contigo. Eu conheci o Roberto quando eu era presidente da Câmara e ele estava atrás da questão de um projeto de resíduos sólidos e nós tivemos, Danilo, tivemos a chance, a oportunidade de patrocinar aquele projeto.

 E naquele momento, até me chamou muitíssimo atenção, como me chama atenção ainda hoje, que alguém da iniciativa privada, de repente exerça uma espécie de função pública, sem estar em uma função pública. E o Roberto Klabin, são pessoas que se dedicam a uma atividade pública tão importante quanto aqueles outros que estão na vida pública.

 Roberto Klabin é capaz de dedicar-se a essa atividade com empenho extraordinário. Por isso que, ao lado do Sarney, que cuida do meio ambiente, e do Roberto Klabin, que na área privada cuida do meio ambiente, ambos merecem um caloroso aplauso.

 Portanto, eu quero mais uma vez ressaltar que o Pantanal, já disse a pouco, é reconhecido com toda justiça como uma excepcional obra da natureza. E não é sem razão que ele foi escrito no patrimônio natural mundial da Unesco. E não é sem razão, eu faço, naturalmente, muitas viagens internacionais, em que os dirigentes dos vários países onde eu estou, eu visito, se referem com frequência ao Pantanal.

 Interessante uma vez eu fui a Qatar, (inaudível) sentou-se ao meu lado, no jantar que houve depois de uma reunião relativo ao meio ambiente, e vou lhe dizer, ele falou durante meia hora sobre o Pantanal. Você veja a importância extraordinária do Pantanal e naturalmente dos pantaneiros.

 E aqui, é como o Zequinha já fez um longo relato de tudo aquilo que nós temos feito na área do meio ambiente, eu só quero recordar, talvez você tenha se esquecido, de que muito recentemente nós ampliamos a Chapada dos Veadeiros, que é conhecida também internacionalmente, em 64 mil hectares para 240 mil hectares.

Esse é um ponto também relevante que eu quero registrar. Mas também quero aproveitar, já que o Zequinha tocou nesse assunto, para dizer que é interessante, meus amigos, colegas deputados, senador Pedro Chaves, nós temos 16 meses de governo, nós fizemos, como aqui gentilmente relatou o governador   Azambuja, nós fizemos nesses 16 meses acho que muito mais do que foi feito em 12, 13, 14 anos. Eu quero aproveitar essa audiência qualificada, para dizer que a primeira palavra chave, digamos assim, da nossa gestão é a palavra diálogo, e a palavra diálogo é que permitiu uma interação, uma integração extraordinária entre o Executivo e o Legislativo. Porque não fosse esse diálogo, profícuo, próspero, entre o Executivo e o Legislativo, portanto com o apoio do Senado Federal, com o apoio da Câmara dos Deputados, nós não teríamos promovido o teto dos gastos públicos, não teríamos promovido a reforma do ensino médio, não teríamos promovido a reforma trabalhista, não teríamos promovido a recuperação das estatais.

Está aqui o representante da Petrobras, Petrobras, vocês se recordam, há 3 anos atrás, 2 anos atrás, era quase - se me permite uma expressão livre - quase um palavrão, virou uma coisa estranha a história da Petrobras.

Pois muito bem, nesses 16 meses, a Petrobras é novamente reconhecida, não só pelos brasileiros, mas pela comunidade internacional. O valor das suas ações subiu mais de cento e tantos porcento, de igual maneira o Banco do Brasil, a Eletrobras, todas as empresas estatais, senhora prefeita, cresceram substancialmente o seu valor na Bolsa de Valores.

Aliás, por falar em Bolsa de Valores, nesses 16 meses, a Bolsa de Valores atingiu o seu pico, desde que se estabeleceu o índice que mede a confiança dos brasileiros no País, portanto na Bolsa de Valores, portanto desde 58 ela atingiu o seu pico máximo. Nós na semana passada estava em torno de 76 a 77 mil pontos. Quando o máximo era 60 mil pontos, 61 mil pontos. Isso significa confiança dos brasileiros no nosso País e nos nossos empreendimentos.

Nós passamos, meus amigos, inúmeros meses, anos, com o desemprego extraordinário, quando chegamos ao poder, eram 14 milhões de desempregados. Agora, de 6 meses para cá, consecutivamente nós só temos empregos no país, 35, 36, 37 mil empregos em cada oportunidade. Somando basicamente hoje 200 mil com carteira assinada.

Mas eu tenho um dado do IBGE revelador que nesses 5 meses as pessoas ocupadas, ou seja, além daqueles 200 mil empregos, governador, há empregos informais e há pessoas que recuperaram uma determinada atividade e isto chega a 1 milhão e 400 mil pessoas no nosso País. Tudo isso em um brevíssimo tempo, convenhamos.

Eu tomo a liberdade de recordar o que a imprensa registra a todo momento mas você estava há 16 meses atrás em uma inflação em torno de 10%. Hoje, precisamente hoje, nós estão há 2,5%, nesse período curtíssimo. Os juros, convenhamos a taxa Selic, estava em 14.25, hoje está em 8.25 em uma tendência de queda que poderá chegar no final do ano em torno de 7, ou menos de 7%, segundo dizem os analistas.

E aí quando eu digo essas coisas, e é interessante não é apenas em favor daqueles que produzem, ou seja, empresários e trabalhadores, em favor de todos. Quando você tem uma inflação baixa, quando você tem juros menores, o que acaba acontecendo é que o salário fica mais valorizado. Porque os preços não aumentam.

E não é sem razão, que em manchete do jornal Estado de São Paulo, no domingo passado, foi exatamente esta: Cresce enormemente  as vendas nos shopping de gente mais pobre. Gente que de repente economizou 50, 60, 70 reais e consegue ir no supermercado para comprar eletrodomésticos e outras coisas para sua casa.

Este é fruto exatamente do controle da inflação e da queda dos juros e esta confiança se reproduz, por exemplo, na produção de veículos automotivos que aumentou mais de 22%.

Ou seja, o País está retomando, o País voltou.

O desmatamento também caiu enormemente. O Sarney e o Kassab foram até anunciar, no passado aumentou 19%, agora melhorou 16%, então você soma 16 com 19 dá quase 35. Isto é fruto do Zequinha Sarney, que merece mais um aplauso.

Mas eu quero muitíssimo dizer a todos da satisfação que tenho por estar aqui. Primeiro ter sobrevoado mais uma vez o Pantanal. Segundo por estar aqui conhecendo, reconhecendo a pungência senador, do nosso País, e especialmente dessa região.

E nesta cerimônia, penso eu, com a assinatura de todos esses atos, nós demos um passo para assegurar o futuro do Pantanal. E quero também dizer, ressaltar, esta questão que o Zequinha salientou e eu acho que nós todos que estamos na atividade pública, quando mantivemos contatos com os estados estrangeiros, e o ministro das relações exteriores, juntamente com  o Zequinha,  e seguramente, comigo também, nós vamos cobrar essa coisa da preservação ambiental. Porque eu devo dizer, os países de alguma maneira, ao longo do tempo, acabaram destruindo as suas reservas ambientais e exigem que o Brasil mantenha. Acho mais que justo, mas acho que tem que pagar por isso e nós temos que fazer esse trabalho.

Portanto meus amigos, a verdade é que o nosso compromisso com o meio ambiente, com o desenvolvimento sustentável, e quando fala em desenvolvimento sustentável mas uma vez eu uso a palavra diálogo, porque  é interessante chegando aqui, eu soube que pela manhã houve uma reunião de produtores e daqueles que se dedicam ao meio ambiente. E o que nós precisamos fazer do Brasil, e com isto eu concluo o que eu estou dizendo, nós precisamos juntar brasileiros com brasileiros, e não brasileiros contra brasileiros, como vinha acontecendo no passado, nós temos que caminhar por essa trilha. E, portanto, juntar aqueles que são produtores com aqueles que preservam o meio ambiente. E nenhum, nem o outro fará algo depois do largo e intenso diálogo.

Este é o resultado da nossa presença hoje aqui para revelar aos senhores aos ouvidos atentos e delicados com que nos ouvem que nós precisamos trabalhar por isto no nosso país.

O meio ambiente é um compromisso do governo brasileiro e vem sendo levado adiante basta que os senhores recebam depois este folheto sobre as realizações no meio ambiente no nosso governo.

Roberto, mais uma vez, simbolicamente o agradecimento meu e na verdade eu quero cumprimenta-los mais uma vez e desejar que cada vez mais nós nos preocupemos ao meio ambiente do Pantanal

Muito obrigado