Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de divulgação do Plano de Negócios e Gestão 2018-2022 da Petrobras - Palácio do Planalto

Palácio do Planalto, 21 de dezembro de 2017

 

 

Quero cumprimentar o Fernando Coelho Filho,

          O Moreira Franco,

          O Carlos Marun,

          O Pedro Parente,

          O deputado federal Júlio Lopes,

          O almirante de esquadra Ilques Barbosa Júnior, chefe do Estado-Maior da Armada,

          Brigadeiro-do-ar Waldir Conioto,

          Cumprimentar a todos os senhores e senhoras,

 

E, muito rapidamente também, senhores secretários do Ministério de Minas e Energia, muito rapidamente dizer que é uma satisfação participar do lançamento do Plano de Negócios da Petrobras. E, convenhamos, é uma alegria vê-los aqui reunidos em torno de uma empresa que nós vemos reerguida. Uma empresa que voltou a ser motivo de orgulho para todos os brasileiros.

Eu até me recordo, eu tenho dito isso com certa frequência, o Pedro já me ouviu dizer várias vezes que há dois anos, dois anos e meio atrás, a Petrobras era quase - se me permitem a expressão livre - um palavrão, porque ficou muito desmoralizada. E o Pedro conseguiu, patrocinado pelo Ministério de Minas e Energia, ao lado do Fernando, conseguiu reerguer a Petrobras para que eu pudesse dizer exatamente essas palavras. Por isso, nós cuidaremos para que a Petrobras permaneça como uma referência de profissionalismo e excelência no Brasil e no mundo.

Ainda hoje, até, Pedro, eu recebia o presidente da Guiana, da República Cooperativa da Guiana, e eles lá encontraram muito petróleo e muito gás. E pediram, encarecidamente, ele me pediu, encarecidamente, que lhe falasse para você entrar em contato com ele porque eles querem uma parceria com a Petrobras. E na sua expressão, na expressão do presidente, a Petrobras é um símbolo do Brasil, mas hoje é um símbolo internacional. De modo que até lhe peço, publicamente, que entre em contato com o presidente David Granger, que esteve aqui conosco no dia de hoje.

Portanto, meus cumprimentos ao presidente Pedro Parente e à sua equipe pelo belíssimo trabalho que realizam à frente da Petrobras. Aliás, nesse particular, Fernando, não poderíamos ter escolhido nome mais qualificado para comandar a Petrobras neste momento de transformações por que passa o Brasil. Porque o Pedro trouxe injeção de seriedade e eficiência que a atual conjuntura exigia. Convenhamos, trouxe credibilidade, trouxe foco, trouxe resultados, não é verdade?

Isto é uma coisa que nós estamos fazendo ao longo desse ano porque quando assumimos o Governo, há praticamente 19 meses, o Brasil vivia uma crise sem precedentes, um ciclo perverso em que a recessão alimentava o desemprego, a inflação alimentava os juros altos. E, naturalmente, nós conseguimos, ao longo desse período, combater todos esses males, não é? Vocês vejam o que aconteceu com a inflação, o que aconteceu com os juros, o que aconteceu com os postos de trabalho.

Basta ressaltar, no tocante a postos de trabalho, que desemprego é uma questão que preocupa muito a todos os brasileiros e, particularmente, o nosso governo. Mas, neste quadrimestre, cerca de 1,16 milhão postos de trabalho foram recuperados. E tudo isso é fruto de uma credibilidade, de uma confiança que renasce no Brasil e de que faz parte essa recuperação extraordinária da Petrobras.

Aliás, de igual maneira, no Ministério de Minas e Energia, quando o Fernando, o ministro Fernando, dá notícia do que aconteceu hoje em Minas Gerais, que é uma união que liga Belo Monte ao Sudeste. É uma coisa extraordinária. Mas as linhas de transmissão todas têm sido concedidas com grande sucesso, assim como as concessões todas. Isto é fruto da credibilidade que o Brasil adquiriu nestes últimos tempos.

Portanto, Pedro, eu quero cumprimentá-lo, cumprimentar o Fernando, cumprimentar o Moreira Franco, que tem trabalhado ativamente nessa atividade. Cumprimentar o Congresso Nacional, por meio do Júlio Lopes, que tem nos ajudado muito nessa tarefa.

Na verdade, nós conseguimos chegar até aqui precisamente em função desta conjugação de esforços do Executivo com o Congresso Nacional. Na convicção mais segura de um presidencialismo democrático, que quem governa no País é o Executivo juntamente com o poder Legislativo.

Portanto, eu quero, mais uma vez, cumprimentá-los. Dizer que se no passado houve abusos na Petrobras, eles foram (incompreensível), foram eliminados, não é? E permitiu ao Pedro e ao Fernando, o Pedro especialmente, vir aqui e apresentar um plano de trabalho com bilhões e bilhões de investimentos, não é verdade? E não é um plano, digamos, populista, para amanhã ou depois. É um plano que vai de 2018 a 2022, não é? Portanto, um plano responsável, como têm sido responsáveis os atos que nós tomamos no governo.

          Se me permitem uma rápida e final palavra, quando nós fizemos o teto dos gastos públicos, nós poderíamos fazê-lo na ideia de que, de um ano para outro, nós eliminaríamos o déficit público. Mas tivemos a responsabilidade de realizá-lo ou de fazê-lo com uma emenda constitucional por um prazo mínimo de 10 anos. Tanto que o prazo para essa emenda do teto dos gastos é de 20 anos, revisável após 10 anos, na ideia de que daqui a 10 anos nós conseguimos fazer aquilo que é trivial em qualquer economia: você só pode gastar aquilo que arrecada. Mas isso não se faz de um ano para outro. A ideia é, quem sabe daqui a oito, dez anos, pode-se fazer uma revisão reveladora de que aquilo que se arrecada é aquilo que se gasta, portanto, eliminando todo e qualquer déficit público.

          Portanto, a você, Pedro, ao Moreira Franco, ao Fernando Coelho Filho, os cumprimentos do governo brasileiro e, naturalmente, dos brasileiros.

          Muito obrigado

 

 

 Ouça a íntegra (07min02s) do discurso do presidente Michel Temer

 

Reportar erro