Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante Cerimônia de Assinatura do Decreto que Regulamenta Cotas em Vagas de Estágio para Jovens Negros na Administração Pública

Palácio do Planalto, 28 de junho de 2018

 

Meus amigos, eu quero cumprimentar a todos,

O Torquato Jardim,

A Claudia Pedrosa,

O Helton Yomura,

O Jair Tannus,

O Alberto Alves,

O Gustavo Rocha,

O Paulo Caffarelli,

O Ivan Monteiro,

Juvenal Araújo,

O Roney Granemann,

A Perpétuo Socorro Cajazeiras,

O José Vicente,

O ministro Marun, enfim, todos aqueles que estão aqui. Eu apenas tomei a liberdade de ler um pouco as autoridades presentes para revelar, na verdade, a importância e o interesse deste ato.

Convenhamos que é com extraordinária satisfação que nós assinamos esta medida tão importante para a inserção da juventude negra no mercado de trabalho. Os senhores viram que nós estamos destinando, os senhores e as senhoras perceberam, nós estamos destinamos 30% das vagas nos programas de estágio do governo federal.        

E verificaram que, sem embargo das várias atividades e funções e compromissos que cada um dos nossos dirigentes estatais têm nos respectivos espaços, aqui estão eles para assinarem imediatamente o termo de adesão. E eu fico muito feliz, exata e precisamente, porque nós estabelecemos, logo no início do governo, três, digamos assim, conceitos fundamentais. Um primeiro conceito era o conceito do diálogo; o outro conceito, o conceito da responsabilidade fiscal; e o outro conceito, o da responsabilidade social.

E vejam que neste dois anos, precisamente em função do diálogo extremamente produtivo, nós conseguimos - diálogo com o Congresso Nacional, diálogo com a sociedade - nós conseguimos, na verdade, eu acho que… faço até um corte.        

Como as verdades absolutas foram ditas nas palavras do Gustavo, do Juvenal, do Helton, eu espero que essas verdades sejam divulgadas e sejam aproveitadas, porque, nestes dois anos de governo, eu penso que nós fizemos mais do que muitos anos anteriores.

Aliás, o Gustavo foi pródigo em dizer que, nestes quatro meses, vejam o que nós fizemos na área social. O que está a denotar esse relato feito pelo Gustavo Rocha e pelo Juvenal? Está a denotar que nós estamos cumprindo aqui um dos conceitos, um dos pilares do nosso governo que é a responsabilidade social, porque eu até poderia acrescentar - viu, Gustavo? - a questão, por exemplo, do Bolsa Família. Porque aqui no Brasil é muito assim: quando você tem um programa, chega um novo governo, a tentativa é de destruir o que o governo anterior fez. Nós, pautados pela modernidade política, nós fizemos o contrário. Os programas são bons, nós continuamos. E por isso que no Bolsa Família, logo que nós chegamos, havia mais de dois anos e meio que não se dava sequer aumento ao Bolsa Família, nós demos logo um aumento muito acima da inflação. E agora, recentemente, demos um novo aumento ao Bolsa Família. Tudo isso e mais ainda: zeramos a fila de espera para ingresso no Bolsa Família. Portanto, tudo isso pautados pelo conceito da responsabilidade social.

Mas, evidentemente, que nós tínhamos que também pensar na responsabilidade fiscal. E não foi sem razão que nós estabelecemos um teto para os gastos públicos, nós estabelecemos reformas fundamentais para o governo brasileiro. Se eu quiser mencionar, eu menciono a Caixa Econômica, o Banco do Brasil, a Petrobras, o Banco do Nordeste, que eram entidades que estavam em grandes dificuldades e que, nestes dois anos, recuperaram toda, não só a sua credibilidade, mas especialmente, para falar da responsabilidade fiscal, a sua credibilidade no mercado. Ações que valiam pouco do Banco do Brasil, por exemplo, Caffarelli me dava notícia há tempos atrás, cresceram três vezes praticamente em função do passado. Esse é outro tópico da chamada responsabilidade fiscal.

 Mas o fundamental, o importante, o mais extraordinário, o mais, reitero a palavra, o mais importante é a responsabilidade social. E com esta nós trabalhamos intensamente. Se eu quiser aludir ao financiamento estudantil, por exemplo, nós resolvemos dívidas do passado, fazendo até, em certas hipóteses, o pagamento de juro zero para aqueles que receberem o financiamento estudantil em certas e determinadas hipóteses.

E agora acho que nós coroamos, não digo em definitivo, porque nós temos outros passos ainda a darmos, na responsabilidade social. Mas este ato de hoje, e daí porque eu pedi a todos - embaixador Parola da EBC; Hussein, da Secretaria de Assuntos Estratégicos -, eu pedi que todos assinassem, porque a história é que vai registrar, a história é que vai dizer o que aconteceu nestes dois anos, dois anos e meio de governo. Então eu digo: as palavras naturalmente voam, mas o escrito permanece. Por isso é que eu pedi a todos que assinassem esse documento que eu considero, e acho que todos nós consideramos, um documento histórico de inclusão social. Porque nós estamos dando mais oportunidades para segmento da população que enfrenta, vamos ser muito claros, enfrenta conhecido histórico de exclusão, que é vítima, naturalmente, das mais diferentes formas.

Então, eu cumprimento mais uma vez o nosso ministro Gustavo Rocha, o Juvenal por esta iniciativa. Logo que me trouxeram, eu disse: “coisa boa”. E mais agradável ainda foi ouvir as várias verdades que ele mencionou no seu discurso. Registráveis naturalmente pelos senhores, pelas senhoras e seguramente pela imprensa brasileira.

Então eu quero comemorar com  os senhores todos este momento. Quero dizer que nós vamos seguir nesta linha do diálogo permanente, por mais que muitas vezes o diálogo seja recusado, vamos continuar com a responsabilidade fiscal, mas particularmente com a responsabilidade social.

E, se me permitem, acho que o marco extraordinário, o marco fundamental, o marco mais relevante para a revelação dessa nossa responsabilidade social é o ato que todos nós assinamos hoje.

Vamos fazer o Brasil progredir com mais este ato.

Muito obrigado.   

 

 Ouça a íntegra do discurso (07min09s) do Presidente Temer.

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