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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de Assinatura da Ordem de Serviço da Construção de Ponte Rodoviária sobre o Rio Araguaia – Xambioá/TO

por Portal Planalto publicado 14/09/2017 14h30, última modificação 14/09/2017 20h56

Xambioá/TO, 14 de setembro de 2017

 

Olhe, quando eu vinha vindo para cá, me disseram no avião que esta era uma obra esperada há mais ou menos uns 30 anos. Mas o Dyogo Oliveira prestou um depoimento aqui, como tocantinense, que me revelou que, desde criança, ele imagina essa ponte. Então, eu disse, então tem mais de 60 anos que se espera a ponte.

E daí porque, com essas palavras inaugurais, eu quero cumprimentar o governador Marcelo Miranda.

A senhora Cláudia Lelis, vice-governadora.

O Maurício Quintella, o Dyogo Oliveira, Helder Barbalho, o Antônio Imbassahy.

O senador Vicentinho Alves.

Os deputados federais Dulce Miranda, Beto Salame.

Carlos Henrique Gaguim, ex-governador.

            O Zé Priante,

A Josi Nunes,

A Júlia Marinho,

Lázaro Botelho,

O Lúcio Vale,

Professora Dorinha,

A Simone Morgado,

Vicentinho Júnior,

O Zequinha Marinho, vice-governador do Pará.

            O Jairo Mariano, presidente da Associação Tocantinense de Municípios, por meio de quem eu quero cumprimentar, me parece os mais de 90 ou 100 prefeitos que estão presentes aqui. Quero cumprimentar a todos.

            Quero cumprimentar o vereador Edson Medeiros Avelino, presidente da Câmara Municipal de Xambioá.

Já cumprimentei a prefeita já, a Patrícia? Eu cumprimento de novo, a prefeita Patrícia Evelin.

            E quero dizer que eu vejo aqui na plateia com muita satisfação, velhos amigos meus. O Moisés Avelino e o... Paiva, velhos amigos e velhos companheiros também da Câmara Federal, como o Paulo Sidney, o Homero, o Ronaldo Dimas.

E também devemos cumprimentar o presidente do Basa, o Marivaldo. Marivaldo parece que tem muita importância nesta obra, porque quando faltar recursos, viu, Dyogo, você vai bater lá no Banco da Amazônia, não é verdade?

            Mas olhe, meus amigos, eu quero dar brevíssimas palavras aqui, e dizer que o mote, o fio condutor da minha breve manifestação é a palavra ponte. Eu digo isto porque logo que eu assumi o governo, eu verifiquei que nós precisávamos estabelecer várias pontes no País.

A primeira ponte era a ponte com o Congresso Nacional porque, diferentemente do passado é que se imaginava sempre que o Poder Legislativo era um apêndice do Poder Executivo, eu quis revelar aquilo que a Constituição Federal já revela, ou seja, quem governa o País é o Executivo juntamente com o Poder Legislativo.

Então eu estabeleci uma ponte, estabeleci uma ponte que nos permitiu, nestes 16, 17 meses de governo realizar, penso eu, muitas matérias como aqui foi dito, foram ditas várias vezes que datavam de mais de 20, 30 anos e não eram solucionadas, e nós conseguimos, com o apoio do Congresso Nacional, vencendo uma recessão, meus amigos, extraordinária, nós conseguimos chegar ao dia de hoje.

O dia de hoje em que em face de uma ponte estabelecida de um lado com o Congresso Nacional, de outro lado com a sociedade. É interessante como a palavra diálogo também é uma palavra importante. Porque ao longo do meu governo nós estabelecemos uma ponte, por exemplo, entre empresariado e os empregados, entre empregadores e empregados. Porque conseguimos em vários momentos reuni-los para que eles colaborassem com o governo.

E a ponte é isso, ela tem sempre, traz uma ideia de ligação: a ponte entre pessoas, a ponte entre estados, a ponte entre bairros, a ideia é sempre de ligação, e eu confesso que estabeleci, meus amigos, muitas pontes no País, entre elas com a qualidade de promover uma pacificação entre os brasileiros.

Mas eu vou dizer uma coisa a vocês: agora acompanhando os discursos, acompanhando as manifestações, acompanhando o quanto disseram, acompanhando o entusiasmo, acompanhando a alegria que eu estou vendo aqui nesta casa, porque eu ouço as palmas, e eu confesso que interpreto as palmas.

Vocês sabem que em matéria de palmas, nós todos aqui que, temos uma longa estrada política, sabemos traduzir as palmas, há palmas que são encomendadas, há palmas que são formais, há palmas que são solenes, e há palmas que vêm do coração. Aqui as palmas vieram do coração.

E eu quero dizer a vocês que de todas as pontes que eu construí, eu levo daqui, passando depois para o Pará, eu levo a sensação de que a ponte mais importante que eu vou construir é a que liga Xambioá a São Geraldo do Araguaia. Não tenho dúvida disso.

Olha eu digo isso com um propósito, viu. O propósito de dirigir ao Dyogo, depois nós vamos fazer chegar essas palavras ao Meirelles, ministro da Fazenda, para dizer: não deixa faltar recursos para a ponte. Que, aliás, o meu maior desejo, Lázaro, o meu maior desejo seria agilizar, Maurício Quintella, com tanta velocidade essas pontes. Eu tenho mais um ano e meio de governo, que antes do final do meu governo eu pudesse inaugurá-la, acho que é difícil, difícil, mas nós temos que agilizá-la com esse propósito.

E, portanto, meus amigos, quando falo desse tema, do diálogo, da ponte, veja como foi importante a presença dos deputados, dos senadores, do Tocantins, dos deputados, dos senadores do Pará. Porque foram eles, aqui ficou evidenciado que iam toda hora lá no gabinete do Maurício Quintella e naturalmente ao meu gabinete. No meu gabinete até com mais cerimônia, mas chegaram lá, todo momento, para pleitear essa obra que hoje está acontecendo.

Então, vejam como é importante a presença do Poder Legislativo. Vejam como é importante o entusiasmo da nossa  prefeita, do Valter Cassimiro, diretor geral do Dnit e do Marcelo Miranda.

Nas palavras ditas aqui, Marcelo, você sabe que eu percebi o entusiasmo de viver na vida pública. E de igual maneira, no caso da Patrícia, eu verifiquei com que entusiasmo ela faz a prefeitura de Xambioá, com que entusiasmo Marcelo Miranda faz o governo de Tocantins e essas palavras é que nos engrandecem, essas palavras é que mostram que nós outros, nós não somos autoridades, nós somos autoridades constituídas, porque a única autoridade existente no sistema, é a lei, é a Constituição.

Então quando falam, por exemplo, de abuso de autoridade eu costumo dizer o seguinte: não é abuso de autoridade quanto ao presidente, quanto ao governador, quanto ao deputado, é quando alguém ultrapassa os limites da lei, daí, é que há violação da autoridade, e é uma coisa que nós devemos evitar no Brasil. Por isso que eu digo, quando ouço o discurso da Patrícia, quando ouço o discurso do Marcelo Miranda, eu digo: puxa, nós estamos no caminho certo, nós estamos no caminho certo para, digamos assim, não vou usar a expressão reconstruir o Brasil, mas continuar a construir o Brasil.

Quando eu vejo, meu colegas deputados federais, foram meus colegas na Câmara, hoje alguns são prefeitos. Quando eu vejo que nós conseguimos tanta coisa nesses 17 meses, eu digo mais uma vez: o Brasil está sendo colocado nos trilhos. Aliás, aos prefeitos eu digo: vocês sabem que durante muito tempo vocês pleitearam, viu, Jairo, vocês pleitearam durante muito tempo, o parcelamento das dívidas do INSS. Quem é que resolveu esse problema? Fomos nós. E agora quando o Vicentinho me disse olha aqui, promete… nós fizemos uma medida provisória, foi para o Congresso, o Congresso vai converter em lei, e o Vicente disse: “Olha diga que você não vai vetar nenhuma coisa dessa ali?”, não vou vetar nada. Evidentemente, eu vou prosseguir.

Bom, eu estou dizendo isso para dizer que nós estamos com 17 meses de governo e, convenhamos, vocês olhem, eu vou tomar a liberdade de fazer uma propaganda do governo, mas vocês vejam o que aconteceu com a inflação, por exemplo, nós apanhamos a inflação com mais ou menos 10% em 17 meses, hoje ela está em 2.46; nós pegamos os juros com 14.25, hoje está em 8.25 com tendência à queda; a produção industrial, nós pegamos com um índice negativo, hoje já está em um substancial índice positivo; a Bolsa de Valores pode ver a Bolsa de Valores no Brasil, São Paulo e no Brasil atingiu ontem e antes de ontem, nesta semana, o maior patamar da história da bolsa de valores, 75 mil pontos, quando, na verdade, é o maior patamar, digo eu, desde 1968, quando o índice da bolsa foi determinado.

Então nós estamos em um processo que visa ao combate ao desemprego. E por falar em combate ao desemprego, eu não sei quem ganhou as licitações aqui, mas eu peço que contrate o pessoal da região, vamos contratar o pessoal da região. Acho que é uma coisa importante.

Então eu faço com muito prazer, olhe, eu tenho saído pouco lá de Brasília em face de milhares de compromissos, esta, como lembrou a Patrícia, é a primeira vez que venho a Tocantins como presidente da República, porque eu vim muitas vezes como presidente da Câmara dos Deputados, como vice-presidente, como deputado, mas é a primeira vez que eu piso em solo tocantinense, aqui em Xambioá.

Não poderia resistir ao convite da Patrícia, tinha que vir de qualquer maneira para cá pela primeira vez, e a segunda vez será lá no Pará, logo agora será a primeira vez também que vou ao estado a do Pará.

Então, digo eu, nós temos o prazer de fora a parte, o combate à inflação, diminuição dos juros, veja o que nós fizemos com o Fundo de Garantia, veja bem o que… o Fundo de Garantia, se as chamadas contas inativadas do Fundo de Garantia, de quem é o dinheiro do Fundo de Garantia? É do trabalhador.

Em um dado momento, chamei o Dyogo, e disse: Dyogo, vamos pensar aí em uma coisa. Traçamos um projeto de liberação das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Nós injetamos na economia, com isso, 44 bilhões de reais, beneficiando 26 milhões de trabalhadores mas, mais do que isso, pode ver os índices do varejo de hoje, tem reportagens hoje mostrando que o varejo cresceu em boa parte, em razão da liberação das contas inativas do Fundo de Garantia.

Tem mais uma coisa, veja o caso do PIS/Pasep, as pessoas vão acumulando na sua conta e só podem retirá-la quando fazem 70 anos de idade, homens e mulheres. Recentemente, nós editamos uma medida provisória, reduzindo a idade: o homem quando atinge 65 pode sacar e a mulher, quando atinge 62, pode sacar a conta. Sabe quanto virá para a economia brasileira? Mais de 17 bilhões de reais a partir desse mês. São medidas singelas, mas que vão dando uma produtividade extraordinária ao Estado brasileiro.

Então, meus amigos, depois de vocês terem ouvido o Maurício e todos do Marcelo, todos, as obras todas que estão sendo realizadas em Tocantins, o (...) até disse: Puxa, mas é só Tocantins? Ele disse, você vai ver o que eu direi lá no Pará, porque lá no Pará também está se fazendo muita coisa.

Então eu tenho, meus prezados amigos, amigas, eu tenho uma satisfação enorme de ter vindo nos primeiros momentos, eu já saí em vários momentos, mas para uma obra tão grandiosa, este é o primeiro momento. Eu tenho o prazer de voltar a, digamos assim, a Brasília muito animado. Animado no sentido da palavra, vocabular, vem de anima, que significa alma ou seja, eu volto com a alma incendiada para continuar a dirigir o País, com o apoio do povo de Tocantins.

Muito obrigado.

 

Ouça a íntegra do discurso (14min52s) do presidente.

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