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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de anúncio de recursos para merenda escolar

por Portal Planalto publicado 08/02/2017 14h49, última modificação 15/03/2017 15h41

Palácio do Planalto, 08 de fevereiro de 2017

 

Olhem, eu quero começar dizendo, e vocês puderam perceber isso, que o Pedro Taques, pelo belíssimo discurso que fez, é muito melhor que o professor. Não tenho dúvida disso.

E quero também lançar uma palavra ao Mendonça Filho. Eu e o Mendonça, assistindo aos discursos, especialmente do professor de Manaus, que relembra algo de uma obviedade extraordinária, mas importante que seja relembrado, que é o fato de que, muitas e muitas vezes, o aluno vai se alimentar na escola. E, graças ao trabalho das merendeiras, se alimenta da melhor maneira.

Mas agora aumentamos em quase [R$] 500 milhões a verba para a merenda. Eu vou autorizar o Mendonça Filho a, daqui a alguns meses, pleitear um aumento dessa verba. O aumento dessa verba é fundamental para aqueles que se utilizam da merenda.

É impressionante como solenizar certos atos administrativos importam em um progresso governamental porque, evidentemente, uma coisa seria nós assinarmos, singela e friamente, um ato aumentando os valores da merenda escolar. Outra coisa é sentarmo-nos aqui e, em primeiro lugar, cruzarmos com as merendeiras e com os alunos, acabei de tirar uma foto com eles, e verifiquei que eles vieram de todo o país, Praticamente de todos os estados brasileiros. E com um entusiasmo extraordinário. São pessoas que se dedicam, como aqui foi ressaltado, à educação.

Por isso eu quero, pedindo licença ao governador Waldez Góes e a todos, ministros, deputados, e são muitos, viu, Mendonça, a lista aqui é imensa: deputados federais, senadores, ministros de Estado, pessoas ligadas à educação, Márcio Lacerda, Eduardo Tabosa, Joaquim dos Santos.

Eu quero, como fizeram muitos, saudar a todos na pessoa das merendeiras, dos alunos e das professoras.

Eu percebi, viu, Mendonça, que o Dyogo franziu o cenho. Ficou preocupado, não é? Mas ele vai levar uns três, quatro meses para ir ao seu gabinete pedir um aumento dessa verba.

Mas vejam que é importantíssimo. É coisa fundamental, nós sabemos. Eu estudei no interior, em uma pequena cidade do estado de São Paulo. Interessante, naquele tempo não tinha merenda. É verdade que faz tempo, mas não tinha merenda. E hoje a merenda é um elemento fundamental para a educação porque forma, formata melhor o ser humano. É claro que alimentado, ele raciocina muito melhor. É claro que alimentado, ele participa mais ativamente da sociedade. 

E vejam que, sem embargo, é interessante, outro fato que quero registrar aqui, é que de fora à parte, a responsabilidade fiscal que nós (incompreensível) severamente no governo, com o auxílio do Congresso Nacional, nós não deixamos de lado a responsabilidade social. Sem embargo nos cortes, os mais variados, hoje estamos liberando quase [R$] 500 milhões.

Mas quero registrar também que para a educação, alertava-me o ministro Mendonça Filho, nós aumentamos em R$ 10 bilhões a verba para esse orçamento. De modo que nós temos absoluta convicção da importância de certos setores, como saúde e educação.

E é interessante este Programa Nacional de Alimentação Escolar, também, convenhamos, não começou hoje, embora não tivesse no meu tempo, mas conta com muitíssimos anos de conhecimento acumulado. Até eu vejo aqui, é interessante o fato histórico, que é herdeiro da campanha da merenda escolar, lançada em 1955 pelo presidente Café Filho e, posteriormente, ampliada pelo presidente Juscelino Kubitschek. E hoje, enaltecida pela figura do ministro Mendonça Filho. São três figuras históricas, que eu quero registrar.

De modo que, quando nós tomamos essas providências, eu quero mais uma vez ressaltar esse tese do diálogo que gera exatamente isso que está acontecendo aqui. A responsabilidade fiscal de um lado, que não impede a aplicação de verbas para a área social. E eu quero, mais uma vez, agradecer às famílias que sustentam seus alunos. Que, como disse o professor, toma o transporte e dele acrescenta o transporte uma lancha para levá-lo a escola.

Claro que, neste momento, passa pela minha mente, cinematograficamente, como esses fatos se dão. Certa e seguramente, em pequenas casas, pequenas e modestíssimas habitações, os pais acordam cedo para colocar o filho na lancha e quando colocam o filho na lancha é para que ele, muitas vezes, não só vá alimentar-se, mas vá crescer no cenário social brasileiro.

O nosso sonho nesses dois anos e pouco de governo, todos nós, tenho absoluta convicção, é que nós possamos dar um passo a mais para que em 10, 15, 20 anos,  aqueles que usam lancha possam usar outro transporte. Aqueles que se servem da merenda, possam ter comida em casa. Aqueles que fizerem as suas escolas, os seus grupos escolares, seu ensino fundamental, possam chegar às universidades e fazer cada vez mais o Brasil crescer, como este ato que hoje praticamos, faz o Brasil desenvolver-se cada vez mais.

Muito obrigado. 

 

Ouça a íntegra do discurso (07min17s) do presidente da República

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