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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante café da manhã com líderes da base aliada na Câmara - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 13/09/2017 14h15, última modificação 13/09/2017 14h21

Palácio do Planalto, 13 de setembro de 2017

 

... uma coisa excepcional, eu vou dizer a vocês. Nessa viagem, começou em Pequim. Pequim, foram seguramente mais..., aliás, começou na verdade em Portugal. Interessante quando nós paramos em Portugal, o presidente, nós paramos para dormir. O presidente de Portugal me recebeu logo pela manhã e confirmou a compra que já vinha sendo negociada de 6 aviões KC-390, que é essa novidade da Embraer, confirmou lá.

Muito bem, quando nós paramos em Astana, no Cazaquistão, para abastecer, lá nos esperava um bilionário, um cazaquistão, que fez uma associação com um grupo chinês e investe na Bahia. … na Bahia, já investiu 1 bilhão e vai investir mais 1 bilhão e 400. Entre outras questões, para completar aquela ferrovia Oeste/Leste.

Então, é interessante, já durante a viagem, foi havendo esses fatos que eu estou relatando, em Portugal, no Cazaquistão. E depois, na China, só para completar essa historinha. Na China logo que eu cheguei, recebi quatro individualmente, quatro ou cinco grandes investidores no País, que querem investir cada vez mais. Os ministros que estavam comigo, estão acenando afirmativamente.

E, de igual maneira, com o presidente Xi Jinping, o primeiro ministro, com o presidente do Conselho Consultivo, foi uma coisa muito útil, quer dizer, interessante se todos nós estivéssemos lá, nós voltaríamos, como eu voltei, todos entusiasmados. Porque o quadro é outro. O quadro que se tem do País lá fora é exatamente outro.

Mas eu ia dizendo a vocês, que esta reunião é uma reunião  informal, apenas para nós nos reencontrarmos e, na verdade, eu quero falar muito rapidamente sobre como estão as coisas no País. Porque às vezes as notícias veem esparsamente. Vocês acompanham tudo isso. Mas uma notícia, duas notícias, quando você soma o noticiário positivo, é que você vê como o País está realmente se recuperando.

E ontem, ainda numa reunião, o Paulinho estava lá, houve uma reunião de empresários e sindicalistas, meio a meio. Eram 200 pessoas, 180, 200 pessoas, que levaram, trouxeram, sugestões ao governo. Sobre trazerem sugestões ao governo, salientaram, enfatizaram, ressaltaram, enalteceram, a atividade do governo. "O governo vem fazendo isso, mas nós queremos colaborar." E até, de lá surgiu a ideia, até proposta pelo Dyogo, depois que o Meirelles fez uma explicação da economia, de formarmos uma comissão com o pessoal dos empregados, dos empregadores, do governo e do Legislativo para examinar aquelas propostas e levarmos adiante as propostas que foram colocadas no dia de ontem. E lá ele dizia o seguinte: todos falaram em diálogo, disse o que é o diálogo. É interessante, no passado, as pessoas diziam o seguinte: "Ah, eu vinha ao palácio para falar e só ouvi". E até eu disse: Aqui vocês vieram, falaram e agora estão ouvindo. Os ministros, mas ouvir e falar, significa diálogo. E diálogo, que é uma marca do nosso governo, e é interessante como o governo sempre tem que dar algum exemplo.

E quando você dialoga muito no governo, como nós fizemos com o Congresso Nacional, isso se espraia, tanto que se espraiou no diálogo, não é, Paulinho, que eu disse lá, vocês disseram, no diálogo entre empregados e empregadores. Fosse na modernização trabalhista, fosse ontem, quando ambos os setores, não é Ronaldo, vieram trazer propostas. Então, porque as pessoas viram que o diálogo é uma coisa importante, para tirar qualquer, aquela coisa da divisão do País, aquelas coisas que não valem a pena.

Mas então, queria muito rapidamente fazer aqui com vocês, digamos assim, uma espécie de pare e compare. Vejam, vou dizer obviedades aqui, mas apenas mais sistematizadas. A inflação por exemplo, que estava quando nós assumimos em maio de 2016, em quase 10%, hoje está em 2.46 [%], reduzindo cada vez mais a inflação. Claro, qual é o significado disso? O significado é que a vida não encarece, os produtos não sobem de preço. O Meirelles até reclama, porque quando não aumenta o preço a arrecadação também não aumenta, ou seja, a arrecadação cai, a grande verdade é essa. Mas isto é importante para o sujeito que vai ao supermercado.

Tem uma significação esta queda da inflação. Como tem significação a taxa básica de juros, que estava em 14.25 [%], pare e compare com a taxa de hoje que é 8.25 [%] com uma tendência, como dizem os analistas, até o fim do ano de cair ainda mais.

Você pega a produção industrial no ano passado, acumulado de janeiro a maio quando nós assumimos, era de menos 9.8%, a produção industrial. Depois vou mandar distribuir isso para vocês. Hoje é de mais 0.8%. Ou seja, superamos o negativo, e pegamos mais 0.8%.

A produção de veículos, que é um fator extraordinário, revelador de consumo, era no ano passado, está aqui, no acumulado de janeiro a maio, menos 24.3%, portanto negativo. Hoje, acumulado de janeiro a agosto de 2017, é mais 25.5%. Acrescendo-se o fato que as exportações de veículos cresceram quase 42%, não é isso? 42% cresceu a exportação de veículos.

E nesse tópico, você pega, Blairo, a safra de grãos, não é verdade, que é um sucesso absoluto na safra de grãos você teve em 2016, no total, 184 milhões de toneladas. Neste ano, a estimativa é de 242 milhões de toneladas. Enfim, estou dando os dados positivos da nossa economia.

Quando você fala no saldo da balança comercial, era de 19 bilhões e 600, o acumulado de janeiro a maio de 2016. Portanto, quando nós assumimos, hoje o acumulado de janeiro a agosto de 2017, era 19, passou a 48 bilhões. Vejam as diferenças, pelo salto.

As exportações acumuladas de janeiro a maio de 2016, 73 bilhões. Tem uns quebrados aí, não estou dizendo, são quebrados de milhões, são 73 bilhões e 500 milhões. Mas quando você vai para o acumulado de janeiro a agosto de 2017, era 19, passou para 48 bilhões. Vejam a diferença. A fonte é do ministério do Marcos Pereira. Como de igual maneira, no caso, eu falei das exportações agora, não foi isso? Então, as importações, por exemplo, foram de 53 bilhões para 97 bilhões.

Você pega o saldo de postos de trabalho, no acumulado de janeiro a maio de 2016, era menos 448 mil postos de trabalho. No acumulado de janeiro a julho de 2017 é mais 103 mil postos de trabalho.

O investimento estrangeiro direto, veja a história, não é Marcos? O estrangeiro não está acreditando no País, vamos ver, vamos tomar o dado. O dado era de 75 bilhões no ano passado. Pois muito bem, neste ano, só até agora, está acumulado de janeiro a julho de 2017, é de 40 bilhões e 300 milhões. A indicar, portanto, que até o final do ano será mais de 80 bilhões, portanto, aumentando o investimento estrangeiro no nosso País.

E o fantástico, é o índice da Bolsa de Valores. Vocês sabem que no dia de ontem, ou antes de ontem, atingiu 75 mil pontos, que é o maior patamar desde de que se inaugurou o índice, que é em 1968. Os índices iam até 60 mil pontos, 62 mil pontos, ontem atingiu 75 mil pontos, que é crença, confiança na estabilidade do País. Sabendo que nós todos estamos preocupados em governar o País, que é a nossa função. Isso é uma coisa importantíssima, porque a Bolsa de Valores, de alguma maneira, reflete o clima de tranquilidade, o clima de confiança, o clima, não só de esperança, mas de objetividade, porque as pessoas estão vendo como as coisas estão se passando.

O PIB, que foi, uma a variação do PIB está aqui: primeiro trimestre de 2016 em relação ao primeiro trimestre de 2015: menos 5,4%. Hoje, a variação do PIB, do segundo trimestre em relação ao segundo semestre do ano passado foi de mais 0,3%. A tendência é que o PIB - o Meirelles fez uma demonstração, depois ele poderá falar, fez uma demonstração ontem mostrando que o PIB pode aumentar sensivelmente até dezembro deste ano. E, ontem mesmo, eu li uma entrevista do Luiz Carlos Mendonça de Barros extremamente otimista, ele disse que no ano que vem, em face do que vem acontecendo agora, nós podemos chegar até 4% do PIB. Essa foi a fala do Luiz Carlos Mendonça de Barros, não é verdade?

O nosso ponto negativo, que é o risco-Brasil, o risco-Brasil era 570 pontos negativos, hoje está em 260 pontos negativos o risco-Brasil. Mas tudo isso, meus amigos… ah! As estatais, você viram o lucro das estatais anunciado no dia de  ontem. Agora, eu estou falando de um governo, nosso, nosso, eu digo, meu e dos senhores, das senhoras, que tem 16 meses, está completando 17 meses. Não são oito anos, não são quatro anos, são 16 meses. Veja o que se fez na saúde, veja o que se fez em vários setores. O Ricardo está aqui arrumando verbas para 9 mil ambulâncias, mais 10 mil gabinetes odontológicos. Veja o que se fez em matéria de desburocratização na agricultura, em vários pontos. Isso está incentivando o investimento estrangeiro também. Porque uma das coisas que se criticava muito era a burocracia existente no sistema administrativo brasileiro. E eu poderia elencar, enumerar inúmeros casos de grandes feitos, enfim.  Quando eu digo isso as pessoas dizem “o Temer diz que o governo foi um sucesso, etc. Mas foram grandes feitos porque tudo isso se passa e 17 meses, sendo que quatro meses foram de interinato, nós éramos interinos nos primeiros quatro meses. E fruto do quê? De uma conjugação, convenhamos, entre o Executivo e o Congresso Nacional. E, agora, com a compreensão da sociedade.

            Quando eu vi, Paulinho, aquela reunião que vocês fizeram, muitas reuniões lá em São Paulo, mas depois trouxeram as propostas ao governo, eu disse: que interessante, veja como há uma interação, uma integração, entre o poder público e o poder privado, a iniciativa privada. É importante para o País.

Por que que estou dizendo isso? nem quero falar da Minha Casa Minha Vida, e tudo que tem sido feito, todos os setores, mais, aliás, setores de transportes, todos eles, sem exceção. E com o diálogo sempre muito fértil, muito produtivo, por que estou falando isso? Porque é interessante, o Moreira sempre fala em ladainha, você precisa repetir as coisas, é como o professor, que fala para o aluno, escreve na lousa, manda anotar no caderno, depois pede um exercício que o sujeito repita aquilo que foi escrito na lousa, no dia seguinte ele repete de novo, isto é que vai… Se você faz um único discurso, se você fala uma única vez, "tá muito bem, amanhã já não sei mais disso".

Então queria pedir a vocês, todos os governantes e colaboradores do governo, que lá no Congresso Nacional possam chamar as bancadas, reproduzir esses dados, na base do pare - o que era no passado - e compare porque está acontecendo aqui, e compare mais com aquilo que as previsões indicam que acontecerá até o final deste ano e no ano que vem. Em perfeita sintonia, perfeita harmonia, nós não temos problemas no governo, não temos problemas entre os ministros, não temos problemas dos ministros com o governo. Nós temos uma harmonia absoluta.

Então pediria, e foi esta reunião, a razão de ter pedido esta reunião, de um jeito informal, de a gente tomar um café juntos, mas dizer isto, que vocês incentivem os nossos deputados, os nossos senadores, onde quer que estejam, e onde estejam também, para fazer um esforço de rebate. Porque, muitas e muitas vezes, eu vejo que a pessoa vai para um lugar ouve uma coisa negativa e se aquieta, fica em silêncio. Não pode se aquietar.

Aliás, se permitem vejam o nosso exemplo, nós não nos aquietamos, por quê? Porque nós pensamos, enquanto as pessoas vão protestando, a caravana vai passando, a caravana vai passando, e nós, o nosso objetivo, é governar, só isso, pensar no Brasil. Porque se nós nos envolvemos com outras questões nós vamos nos embaralhar, nós vamos nos embaraçar, certas questões não são da nossa alçada, são de outra alçada, nós temos que pensar na nossa.

   E, na nossa, é produzirmos até abril e maio do ano que vem um tal, digamos assim, um governo tão produtivo que aqueles que forem para as eleições, aqueles que forem deputados, senadores, possam dizer: "Olha aqui, eu fiz isto, isto, nós conseguimos isto e mais aquilo".

E eu vejo mesmo meus senhores, olha aqui, há eleições aí, em alguns locais no passado e no presente, que interessante, um dos candidatos falava mal do governo, até às vezes era do meu partido: “Não posso apoiar, porque a reforma trabalhista, porque a Previdência, porque a reforma do ensino médio, é isto, aquilo, tem que combater, tem que dizer”. Muito bem, qual foi o resultado? Perdeu a eleição. O outro candidato que prestigiou, sustentou, disse que era preciso que o Brasil se colocasse dessa maneira, ganhou a eleição. Agora não vou nem mencionar casos aqui, mas os senhores sabem melhor do que eu e podem até levantar, podem levantar aqueles que falam a favor de um governo reformista, que falaram a favor das reformas ganharam a eleição. Quem até veio explicar para mim: “Ah não vou poder, vou ter que falar contra”, perdeu a eleição.

Não é incrível? Quer dizer, a corrente popular não é em nosso desfavor, penso eu, que é em nosso favor, ou se não é a nosso favor ela compreende o que está acontecendo. E nesse particular, é claro, não vou tratar desse tema agora, mas é evidente que esta reunião, este café, é um preparatório para uma outra reunião que logo mais adiante poderemos fazer, pensando nas reformas ainda por vir. Por exemplo, a simplificação tributária, que está sendo examinada. Vocês sabem que este é um (incompreensível) complicadíssimo. Nós temos que resolver esse assunto.

Como de igual maneira a reforma previdenciária, nós vamos tratar dela, nós vamos adiante. E hoje já há em face de como ficou o projeto, que foi adequado às postulações de vários partidos, nós podemos levá-la adiante. Porque as pessoas já começam a perceber que é fundamental fazer-se uma reforma agora e, certa e seguramente, fazendo-a agora ainda será preciso depois, daqui a três quatro anos fazer uma nova atualização, isso que vai ser importante. Nós precisamos deixar essa marca do governo. Que nós estamos pensando como disse no País.

Portanto eu quero saudá-los, cumprimentá-los, agradecer muito a presença aqui. Vamos agora retomar com mais frequência esses diálogos, essas conversas, porque o meu governo está alicerçado nos senhores, os ministros que estão aqui e em outros e nos líderes que estão aqui, são estes que fazem o governo, que sustentam o governo.

Portanto, nós vamos incentivar esses encontros, vamos retornar a esses encontros com muita frequência. De modo que eu abro a palavra agora, quem queira a palavra, fique a vontade e vamos servindo a mesa.

 

Ouça a íntegra do discurso (16min50s) do presidente.

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