Você está aqui: Página Inicial > Acompanhe o Planalto > Discursos > Discursos do Presidente da República > Discurso do presidente da República, Michel Temer, durante Apresentação na CNA sobre o tema “Logística e Infraestrutura" - Brasília/DF

Discurso do presidente da República, Michel Temer, durante Apresentação na CNA sobre o tema “Logística e Infraestrutura" - Brasília/DF

por Maria Gleice publicado 28/03/2017 23h00, última modificação 28/03/2017 23h03

Brasília/DF, 28 de março de 2017

 

Bom, eu quero em primeiro lugar, agradecer muitíssimo o convite do presidente João Martins e de todos para que eu pudesse participar deste encontro, deste jantar. Onde o primeiro símbolo foi, exatamente, não é Blairo, o consumo - basta olhar o prato do Blairo -, o consumo violentíssimo da carne brasileira. Portanto, numa demonstração evidente de que a nossa carne é forte, não é fraca, primeiro lugar.

Em segundo lugar, João, dizer ao senhor e a todos que eu estou muito instruído com esses dados que foram didaticamente expostos a respeito das dificuldades - não vou chamar de naturais, porque não colaboram com a circulação da mercadoria -, mas são dificuldades, digamos assim, herdadas ao longo do tempo e que nós, ou sobre as quais, nós temos tido muita preocupação. O símbolo de tudo isso é a 163, porque a 163 foi muito divulgada nesses últimos tempos e passou a ser o símbolo, eu percebi logo na manifestação do expositor, que ele destacou a 163 tendo em vista a simbologia que ela representa para o desembaraço, o encaminhamento da produção nacional.

          Em terceiro lugar, eu quero cumprimentá-los a todos pelo trabalho que fazem pelo Brasil. Convenhamos, que nos momentos mais difíceis do nosso País, e eu apanhei, nós apanhamos, o governo, há pouco mais de dez meses, efetivamente, há seis, seis meses, mas nós pudemos perceber que, sem embargo da recessão, vocês conseguiram sustentar a economia brasileira. Quer dizer, apesar das dificuldades políticas, dificuldades econômicas, era no agronegócio em geral, a agricultura em geral, que sustentou a economia brasileira. Então, durante todo esse período, o Brasil deve muito à agricultura brasileira e, em consequência, à CNA, e todos aqueles que prestam os seus serviços ao País.

Quero também, ao passo que, cumprimento os senadores, cumprimento os deputados federais, cumprimento os ministros, a senadora e cumprimento a todos, eu quero registrar que estão presentes aqui o Maurício Quintella, que anotou tudo, e logo ele vai verificar como é que ele pode resolver esses temas todos. Nós temos dificuldades orçamentárias, vocês sabem disso, mas evidentemente que nós temos uma preferência absoluta por esses meios de transporte. E é interessante notar como o transporte hidroviário, não é ministro, é o mais barato deles, eu pude verificar aqui. E não temos... não sei se nós temos incentivado muito o transporte hidroviário.

Mas, ao lado do Maurício Quintella, está o Moreira Franco, que está cuidando dos vários setores que nós podemos conceder ou até privatizar para a iniciativa privada. Na convicção mais absoluta de que, sem a presença da iniciativa privada, dificílimo é governar. Já é  nos dias atuais, mas se não tiver o apoio decidido, denodado, entusiasmado, animado, da iniciativa privada, fica extremamente difícil a governabilidade no País.

E vocês têm dado este exemplo, um exemplo de dedicação nas várias áreas, eu tenho frequentado, tenho tido o prazer, de frequentar aqui em São Paulo, em vários estados, as várias reuniões da frente parlamentar, dos setores da agricultura, do agronegócio, da pecuária, enfim, tenho estado em muitos instantes nesses encontros e vejo o trabalho que os senhores fazem. E é preciso que o governo colabore. E o governo pode colaborar em duas pontas. Numa primeira arrumando recursos para dar provimento a esta, este descrição que nós vimos aqui.

O Maurício Quintella me disse há pouco dias, quando eu liguei a respeito da 163, que houve um trabalho emergencial, onde houve a colaboração de muitos setores, mas há também um planejamento para os asfaltamento desses 80 ou 100 quilômetros que faltam para completar essa rodovia, que é uma rodovia de muito escoamento da produção nacional.

Por outro lado, eu quero também registrar que nós estamos cuidando ativamente, não é Moreira, da concessão, da privatização, e elas têm tido sucesso. Não preciso relatar aqui que, nos últimos tempos, quatro aeroportos foram colocados na concessão com uma, com ágio extraordinário. E ontem, antes de ontem, aliás, na semana passada o porto de Santarém, dois portos de Santarém.

E há poucos dias estando com o governador Geraldo Alckmin, ele me disse que lá em São Paulo também ele está fazendo concessões, privatizações, e sempre com muito ágil, o que significa uma confiança no País. Porque antes a confiança alicerçava-se apenas na atividade da agricultura. Porque, como disse nas palavras iniciais, a agricultura sempre sustentou a economia brasileira mesmo nos momentos de maior dificuldade. Mas hoje, essa confiança, essa credibilidade, se estende para outros setores.

Quando nós verificamos, por exemplo, que se deu um respiro na economia, com os 35, 36 mil empregos depois de 22 meses de taxas negativas, já significa um respiro para a economia.

Quando nós verificamos, dizia o Padilha hoje em uma reunião que fizemos com parte do Senado Federal, que nós estávamos quando assumimos a Presidência com pontos negativos de 530 pontos, 569 pontos, hoje no grau de investimento, nós estamos em 275. Sendo certo que, voltando aos 240 pontos, nós readquirimos o grau de investimento que tínhamos no passado.

E tudo isso, meus amigos, num prazo, como disse há pouco, de dez meses. Convenhamos, dizer que nós pegamos a inflação com 10.70, hoje talvez menos até, porque na quinta-feira o presidente Ilan, me disse que está em 4.8, a significar portanto, que durante o ano, e até o final do ano, nós estaremos abaixo do centro da meta. Portanto, menos de 4.5% de inflação.

São dados que eu tomo a liberdade de repetir, de repisar, afirmar e reafirmar, meus senhores e minhas senhoras já viram isso em vários momentos, mas estão percebendo que há uma confiança no nosso País. E nós precisamos muito da confiança que o senhores incutem em toda a economia nacional. O entusiasmo que os senhores têm, que o trabalho que os senhores desenvolvem, porque é preciso animação. Animação no sentido de ânimo, de alma, quer dizer, colocar a alma no negócio.

Eu ainda falava com a senadora e com os senadores, eu disse: “Nós temos tido um embate político muito grande”. Muitas e muitas vezes, o embate que critica as reformas fundamentais que nós estamos falando para o País, elas não têm uma razão técnica, têm uma razão política. O embate é de natureza política, mas a cada momento que há esse embate o fato é que com o apoio de todos nós vamos atravessando as dificuldades e vamos vencendo todas.

Não foi sem razão que nós conseguimos muitíssimas coisas ao longo... muitíssimo projetos aprovados com apoio do Congresso Nacional ao longo desse período.

E agora temos dois últimos embates. Um primeiro é esse da reforma, da modernização trabalhista, que foi acordada praticamente entre empresários e empregados. E este, portanto, suponho que sendo lei ordinária, portanto, exigente de maioria simples, nós possamos aprová-la com certa facilidade. É mais uma reforma que nós estamos fazendo ao lado do teto de gastos, que não foi fácil, ao lado da reforma do ensino médio e a reforma agora trabalhista. E a reforma previdenciária, que nós estamos ajustando. Porque esta é a mais complicada delas.

E a conversa que nós temos tido com todos... e quando eu digo da reforma previdenciária, é porque atinge também a área rural, a área da agricultura, e nós temos que dimensionar um pouco o contato, os ajustamentos que nós temos que fazer nesta área. Porque muitos levantam temas referentes aos trabalhadores rurais, de economia familiar, etc. que nós vamos ajustando, porque nós estamos dialogando, e o diálogo é um dos pontos fortes do nosso governo. Nós vamos dialogando para ajustar uma reforma previdenciária que mantenha a sua espinha dorsal intacta para revelar, externa e internamente, que nós reformulamos o sistema previdenciário no País. E esse será, penso eu, um governo das reformas e muito amparado pelos senhores.

Eu quero lançar um cumprimento especial ao Blairo. Porque quando surgiu esse problema da carne, que nos primeiros dois dias parecia um desastre insuperável e inafastável, não haveria como superá-lo. Nós nos reunimos logo no domingo, começamos a trabalhar no domingo, e, em menos de uma semana, estamos recuperando, praticamente, tudo aquilo que foi, digamos, acusado, mal falado, durante um ou dois dias da semana anterior.

Temos tido sucesso em todos as mediações que o Blairo vem fazendo. A cada momento ele dá boas notícias, merece aplauso, mas tudo isso é fruto de um governo muito conectado, muito conjugado. E conjugado com o Congresso Nacional e conjugado com os setores produtivos do País.

Portanto, presidente João Martins, eu quero muitíssimo agradecer este convite, dizer que estou a disposição para outros convites. No próximo, talvez eu venha só para jantar sem precisar discursar. Mas de qualquer maneira eu estou sempre às ordens e nós estamos trabalhando… na verdade, eu confesso a vocês, nós trabalhamos das 8h à meia noite, diariamente. Como temos pouco tempo de governo, cada dia, não é, Padilha, nós temos que fazer valer dois, porque é preciso recuperar o País. Mas o País, graças a Deus, está se recuperando. E se eu… eu não vou exagerar se eu disser uma última frase. A recuperação deve-se muito ao setor dos senhores, que já no passado sustentava o País, e continuará sustentando. Por isso, terá o nosso apoio, especialmente, nessa questão logística, nessa questão da infraestrutura, que é fundamental para o desenvolvimento e crescimento do vosso setor, que significa o crescimento do nosso País.

Muito obrigado.

 

Ouça a íntegra do discurso (11min06s) do presidente.

registrado em: ,