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Discurso do senhor presidente da República, Michel Temer, durante almoço de trabalho e Quarta Sessão de Trabalho da Cúpula do G20

por Portal Planalto publicado 05/09/2016 08h20, última modificação 23/12/2016 21h43

  

Hangzhou/China, 05 de setembro de 2016

 

Senhor Presidente,

O desenvolvimento sustentável é tema dos mais caros ao Brasil.

Como temos visto ao longo de nossos debates, não há crescimento sustentável e inclusivo sem a criação de empregos de qualidade e a promoção do trabalho decente.

Temos de agir para criar empregos para nossas populações. No Brasil, estamos reordenando nossa economia para criar as condições para a geração de empregos de qualidade. Empregos que dignifiquem nossos cidadãos e lhes assegurem melhor qualidade de vida.

O desenvolvimento verdadeiramente sustentável deve integrar, de forma consistente, as vertentes econômica, social e ambiental de nossas políticas.

Felicitamos e apoiamos a presidência chinesa do G20 por trazer o tema do desenvolvimento sustentável para o centro de nossos trabalhos.

A implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, os ODS, demandarão envolvimento sem precedentes de toda comunidade internacional. Em particular, requererão apoio concreto aos países em desenvolvimento. Mas o traço distintivo dos ODS é que constituem metas assumidas por todos os países, tanto desenvolvidos quanto em desenvolvimento. Trata-se, nesse sentido, de uma verdadeira agenda da humanidade.

O G20 não pode falhar; porque, se falhar, nossas sociedades enfrentarão as consequências.

É indispensável uma solidariedade global revigorada. É nosso dever moral assegurar que todos, em cada país, possam desfrutar dos benefícios do crescimento econômico – e possam fazê-lo sem comprometer as condições de vida no planeta.

Não é nenhum exagero dizer que a empreitada que temos pela frente será crucial para nosso futuro comum.

A Agenda 2030 também contempla preocupação legítima com a segurança alimentar. O Brasil tem ressaltado a importância de um sistema de comércio internacional mais aberto e menos discriminatório para os países em desenvolvimento – que dependem muito das exportações agrícolas.

Nossas ações para promover a industrialização da África e de países de menor desenvolvimento relativo, ajudarão na redução das disparidades dentro dos países e entre eles.

Cumpre ressaltar que, além das vertentes econômica e social, o desenvolvimento sustentável inclui também o pilar ambiental. A esse respeito, tenho o prazer de anunciar que o Congresso brasileiro já aprovou o Acordo de Paris. Em poucas semanas, terei a honra de depositar, nas Nações Unidas, a carta de ratificação do Acordo. 

Temos um grande trabalho pela frente. Trabalho que, bem sabemos, nenhum país poderá levar adiante de forma isolada. Os desafios que nos unem são, mais do que nunca, globais. E demandam respostas igualmente globais. 

Muito obrigado.