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Discurso do senhor Presidente da República em exercício, Michel Temer, durante Cerimônia de Recepção da Tocha Paralímpica - Palácio do Planalto

por Portal Planalto publicado 25/08/2016 16h51, última modificação 23/12/2016 21h43

Palácio do Planalto, 25 de agosto de 2016

 

 

          Olhe meus senhores e minhas senhoras,

          Eu quero, em primeiro lugar, anunciar que, em qualquer circunstância, esteja eu na posição que vier a estar, eu quero dizer que é com muita emoção, com muita alegria cívica e com muito patriotismo que eu irei à abertura dos Jogos Paralímpicos. Farei isso com um gosto extraordinário.

          Eu quero, portanto, saudar o Carlos Nuzman, primeiro lugar. E dizer, Nuzman, que você ao lado do Andrew, que também saúdo neste momento, você disse que foi soldado no passado e que foi soldado agora. Eu apenas acrescento que, neste momento, você e o Andrew não são soldados ou não foram soldados apenas no Brasil. Foram soldados do esporte mundial. Esta é a grande realidade.

          Aliás, quando você fez o seu discurso, eu que acompanhei, tanto na abertura quanto no encerramento a sua fala, imaginei que logo depois você, poliglota que é, faria também em inglês e francês, portanto, fazendo-se compreender por todos os atletas estrangeiros.

          Quero saudar, portanto, a você, ao Andrew, ao Yohansson Nascimento. E ao Yohansson, representando todos os atletas paralímpicos.

Governador Rodrigo Rollemberg, a quem também saúdo, eu quero dizer que você vai comigo acender a Tocha Paralímpica. Mas eu quero dizer que antes disso a Tocha Paralímpica sentirá a sua vibração extraordinária e será iluminada por essa sua vibração, não tenho a menor dúvida disso.

Portanto eu quero cumprimentar a todos.

Cumprimento Eliseu Padilha,

Cumprimento o Leonardo Picciani, que teve uma atuação extraordinária nesse período, foi o nosso representante governamental e, ao lado do Padilha, ao lado do Alexandre, do Raul Jungmann, do Etchegoyen, dos nossos comandantes militares, de todos aqueles que trabalharam nas Olimpíadas, fizeram o possível e o impossível - nós todos fomos testemunhas desse fato - para que as Olimpíadas, inauguralmente, e as Paralimpíadas, agora, deem o melhor resultado para o Brasil.

Eu até, numa ocasião estando no Rio do Janeiro, e tratando exatamente da organização das Olimpíadas e da Paralimpíadas, me ocorreu que o Rio de Janeiro é a capital do estado, mas que a partir do dia 5 passado, passou a ser capital do mundo. E nós verificamos como, de fato, o mundo todo tirou o chapéu para o Rio de Janeiro mas, especialmente, para o Brasil. Nós fomos capazes de organizar um evento que ganhou o aplauso internacional.

          Portanto, é com imensa alegria, volto a dizer, que nós recebemos os nossos atletas paralímpicos. E eu, aqui, vou me recordar de um fato curioso. Enquanto eu ouvia o Yohansson, eu me lembro que há uns 35 anos atrás, mais ou menos, até convenhamos, pouco se falava das pessoas com deficiência. Foi a Constituição de 88 que, com mais eficiência, mais diretamente, mais objetivamente, mais concretamente, tratou desse tema, deputada Rosinha Adefal. E já naquela época - falei dos 35 anos passados, um pouco mais - eu fui membro de uma banca examinadora que examinava um doutorando cujo tema naquela época, presidente Aroldo Cedraz, era “Os Direitos Constitucionais das Pessoas com Deficiência”. E interessante, aplaudida que foi a tese, e penso que foi até, se não me engano, talvez dos primeiros trabalhos jurídicos que trataram desse assuntos. E logo nós cuidamos de fazer a publicação, que também teve uma extraordinária divulgação que, já naquela época, na tese que ele sustentava - era o professor Luiz Alberto David Araújo -, ele sustentava a capacidade extraordinária de superação que têm as pessoas com deficiência. Mas, interessante, hoje eu nem falo mais nisso. Eu acho, o que eu falo é da extraordinária capacidade de participação que as pessoas com deficiência têm na  nacionalidade brasileira.

          Não é sem razão que as Olimpíadas, ao se realizarem, os Jogos Olímpicos, melhor dizendo, eles não se esquecem de fazer os Jogos Paralímpicos. Então, é algo que traz para o Brasil - se quiserem falar novamente em superação - aquilo que o Brasil faz a cada momento da sua história. O Brasil também se supera a cada instante, não é? Não há crise, por exemplo, que dure muito tempo, no Brasil. O Brasil logo se supera.

No caso das pessoas com deficiência, não há crise em nenhum momento, porque a participação é com tal entusiasmo, com tal animação, com tal ênfase, que ficam enaltecidas as suas atividades. E quando eu vejo o Yohansson ir à tribuna e dizer “estou preparadíssimos para os Jogos Olímpicos”, eu disse: se nós tivemos 19 medalhas nos Olímpicos, nós vamos ter umas 23 nos Paralímpicos. Eu espero que seja assim.  

De modo que, meus amigos, é com extraordinária alegria cívica que eu participo desse momento. Olhe, e vou dizer a vocês amigos todos que estão aqui: nós já fizemos muitas solenidades neste espaço, mas nenhuma, pelo menos a mim, me emociona tanto, me diz tão de perto, tão intensamente, governador Rodrigo Rollemberg, como esta solenidade que nós vamos revelar com o acendimento da Tocha Paralímpica, a participação extraordinária das pessoas com deficiência, mas que têm muita eficiência na participação da cidadania brasileira.

Sucesso, portanto, a vocês.

 

 Ouça a íntegra (07min10s) do discurso do Presidente Michel Temer