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Discurso do Presidente da República em exercício, Michel Temer, durante cerimônia de Inauguração da Linha 4 do Metrô

por Portal Planalto publicado 30/07/2016 15h50, última modificação 23/12/2016 21h43

Rio de Janeiro/RJ, 30 de julho de 2016

 

Tiraram daqui a nominata, mas, na verdade, como eu... Como todos já foram nomeados, eu vou tomar a liberdade, Pezão, Dornelles, Eduardo Paes, e fazer menções circunstanciais.

E até começo pelo Pezão, pelo Dornelles e pelo Eduardo Paes, porque eu quero registrar um fato preambular.

Vocês sabem que eles me ligaram, isso há 70 dias, no exercício da presidência. Mas eles me ligaram, a mim, e eu registrei, cerca de 82 vezes, e ao Meirelles, 80 vezes. O Meirelles registrou também para pleitear naturalmente a participação da União nesta coisa extraordinária que são as Olimpíadas.

Eu quero registrar, também, que, muito recentemente, Eduardo Paes, o nosso Rodrigo Maia estava comigo no gabinete, juntamente com o Meirelles, quando o Rodrigo me ligou e me disse: “senhor presidente” (incompreensível), ele me disse, “olhe, nós estamos precisando de umas verbas aqui que dependem do BNDES”, e fez uma fortíssima advocacia em favor dos Jogos Olímpicos. E, nesse momento, o ministro Meirelles ligou no Conselho Monetário Nacional, lá acabou de ser aprovado nesse momento a autorização para que o BNDES autorizasse o pagamento. Nós ligamos para Maria Sílvia, presidente, e ela imediatamente determinou a liberação dos recursos.

Eu estou narrando esses fatos para dizer que foi exatamente, Pezão, Dornelles, em face dessa atuação conjunta, mas essa atuação entusiasmada do governo do Estado do Rio de Janeiro e da cidade do Rio de Janeiro, e aqui também eu invoco Moreira Franco, que, estando no governo, não deixava de nos – aí não é o caso de telefonar – ele ia ao gabinete para fazer as cobranças referentes às necessidades naturais da cidade do Rio de Janeiro.

Então foi essa atuação conjunta, ministro Picciani, que praticamente ele mudou-se para o Rio de Janeiro, embora ministro em Brasília, ficou aqui no Rio de Janeiro trabalhando o tempo todo pelas Olimpíadas.

E eu quero, sem fazer discurso, eu quero prestar um depoimento. Eu estava em Kopenhagen, com o governador Sérgio Cabral, com o Nuzman, a quem também saúdo, com o ex-presidente Lula, enfim, vários representantes aqui do Rio de Janeiro quando a cidade, o município foi escolhido como sede das Olimpíadas, foi uma alegria que os senhores podem imaginar, uma comemoração extraordinária, mas eu confesso, e senti em todos, que, logo após esta escolha, e aquela alegria, a pergunta que nos fazíamos, todos nós – e quero saudar a Luiza Trajano, de certo e seguramente aqui está representando a área faregista, o Rodrigo Dazzi (Incompreensível) representando o agronegócio, mas eu quero dizer que, naquele momento em que todos ficaram alegres, a pergunta era a seguinte: será que essa alegria vai perdurar? Será que essa alegria vai se consolidar no ano de 2016? E eu confesso, então presidente da Câmara, tinha uma certa preocupação, com o futuro daquilo que se operaria no município do Rio de Janeiro.

Mas eu, tão logo vim aqui e verifiquei as obras que foram realizadas no Rio de Janeiro, eu, digamos assim, se havia qualquer preocupação no tópico alegria, a alegria fulgurou, porque realmente as obras feitas aqui no Rio de Janeiro, elas tiveram não apenas o efeito de abrigar os atletas olímpicos, os turistas, que vêm aqui para o Rio de Janeiro, mas também foi uma motivação para melhorar e ampliar o conforto da população do Rio de Janeiro.

Quando, agora, nós inauguramos a Linha 4 do Metrô, eu verifiquei o quanto será útil para as famílias. Aquilo que poderia levar 2 horas para que alguém chegasse na sua casa, levará 20, 30 minutos, e aquilo que aqui disseram, o lazer, o convívio familiar será muito mais desfrutado do que antes.

Então é interessante registrar, enaltecer, secretário, a pujança do Rio de Janeiro em face do desafio das Olimpíadas. E é interessante que, hoje, o Rio de Janeiro é capital do Estado, mas, a partir do dia 5, é capital do mundo.

Na verdade, nós vamos (incompreensível) absoluta convicção, de que o mundo todo lançará o mesmo aplauso que foi lançado neste momento.

E interessante, quero também registrar, senhor presidente do COI, senhor Nuzman, eu quero também registrar uma alegria, meus caros deputados, Júlio Lopes, Pansera e todos que aqui se acham, porque eu quero registrar, Gilberto Occhi, a alegria de reencontrar o Pezão. Eu até dizia a ele: “interessante, Pezão, há coisas que parecem maléficas, e que vêm para o bem”. Porque, até vou tomar a liberdade de um comentário pessoal, você está melhor do que antes, está até mais bonito.

Então, eu acho que acabou sendo uma coisa útil para o Pezão. E quando eu vejo esta alegria, esta fraternidade, esta irmandade, quando vocês se referem, Marco Antônio, ao Pezão, ao Dornelles, ao Paes, ao Rodrigo Maia, o que eles fizeram pelo Estado do Rio de Janeiro, eu digo esta é uma festa, digamos assim, da emoção brasileira.

Por isso é que o Pezão veio aqui e disse olha aqui, e muito generosamente disse: olha, o Brasil precisa de paz, o Brasil precisa de harmonia, o Brasil precisa que todos estejam de mãos dadas para enfrentar ou sair de qualquer crise que nós possamos ter, e em nenhum momento é melhor do que o momento do esporte. O esporte é algo que uni as nacionalidades, o esporte é algo que é capaz de trazer a fraternidade nos povos, e é o que vai acontecer aqui no Rio de Janeiro.

Muitas e muitas vezes, eu verifico uma preocupação muito grande. Preocupação essa, Pezão, que se deu antes dos jogos de futebol, do internacional do futebol, dos Jogos Olímpicos, da visita do Papa ao Rio de Janeiro. São preocupações naturais que ocorreram aqui e ocorreram em Londres, por exemplo. Eu estive, estivemos, Paes e eu e Sérgio Cabral, na abertura dos Jogos Olímpicos em Londres e ao final também, e ouvimos dizer que havia as mesmas preocupações. Preocupações que foram superadas pelo sucesso daqueles Jogos Olímpicos.

Eu tenho a mais absoluta convicção de 2 fatos: o primeiro é que esta Olimpíada, esses Jogos Olímpicos, serviram para irmanar, fraternizar o Brasil como um todo. Mas também revelar o Brasil, mais uma vez, aos olhos internacionais, demonstrando esta unidade extraordinária que existe no nosso País e a nossa capacidade obreira. E por isso eu quero saudar também, Pezão, os trabalhadores, quando verifiquei aquele vídeo, o trabalho fortíssimo daqueles que se dedicaram a construir esta obra e outras tantas obras, eu digo os trabalhadores do Brasil também merecem o nosso aplauso.

Então eu quero registrar esse primeiro fato. E o segundo fato, palpável, sensível, concreto, que eu já começo a perceber a partir de hoje tendo a honra de vir aqui inaugurar, inaugurar a Linha 4 do Metrô.

Eu tenho absoluta convicção de que o Rio de Janeiro vai prestar ao Brasil, aos olhos internacionais, este serviço extraordinário, vai mostrar ao mundo todo que o Brasil é capaz, não só internamente, mas capaz internacionalmente.

Como de resto, para não fazer injustiça, quando nós não ganhamos a Copa do Mundo, Rodrigo, eu escrevi um artigo que dizia: olha, o Brasil não ganhou a Copa do Mundo, mas ganhou o Mundo na Copa.

Quer dizer, são momentos no esporte que revelam esta capacidade extraordinária do nosso País.

Portanto, meus parabéns a todos e naturalmente estaremos aqui para assistir aos Jogos Olímpicos, torcer pelo Brasil, mas torcer especialmente pela construção de uma unidade internacional, pela paz internacional, que só o esporte é capaz de promover.

Muito obrigado.