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Discurso do Presidente da República, Michel Temer, durante cerimônia de entrega do título de "Brasileiro do Ano", pela Revista Istoé, e "Empreendedor do Ano", pela Revista Istoé Dinheiro - São Paulo/SP

por Portal planalto publicado 05/12/2017 23h10, última modificação 05/12/2017 23h16

São Paulo-SP, 05 de dezembro de 2012

 

Olhe, Caco Alzugaray, você sabe que todas as vezes que chamam o presidente da República para um discurso, a primeira ideia é que será um discurso quilométrico, que será uma espécie de prestação de contas do governo.

E aqui, em face dessa solenidade extraordinária, com discursos de uma suavidade excepcional, eu mesmo me pergunto: “Será que vale a pena dizer aqui que, num prazo de um ano e meio - não estou falando de um governo de quatro anos, ou de oito anos -, será que vale a pena relatar tudo o que foi feito ao longo desses 18 meses?” O Meirelles já deu um brevíssimo panorama do que foi feito ao longo desse período, desde a inflação, que caiu, desde os juros, que caíram, desde as reformas que foram feitas.

E agora, como fundamental, valeria a pena eu dizer uma palavra sobre isso: a reforma da Previdência que, na verdade, visa - e aqui acompanhando a tônica dos discursos que aqui foram proferidos - visa precisamente a combater os privilégios porque, na verdade, o que a reforma da Previdência faz é proteger os pobres que, na verdade, pagam pelos que ganham muito no serviço público.

A ideia da igualdade, que tantas vezes foi aqui apregoada é a força motriz da reforma da Previdência. E é preciso, naturalmente, eliminar certos preconceitos e certas notícias equivocadas. Por exemplo, a de que a idade mínima é de 65 anos para os homens e 63 para as mulheres e que amanhã, a partir de amanhã, já se daria a exigência dos 65 anos. Valeria a pena, talvez, eu dizer que, na verdade, hoje se aposenta o homem com 55 anos e a mulher com 53 e que, ao longo de 20 anos é que se vai atingir a idade limite de 60 anos?

Eu, pessoalmente, acho que não vale a pena tratar desses temas, em face dos discursos aqui proferidos, em face de solenidades, Caco, que eu acompanho desde o primeiro deles, creio que há 15 anos atrás, quando seu pai instituiu este prêmio. Eu vejo que a revista Istoé, Istoé Dinheiro, a Editora Três, tem esta capacidade extraordinária de amalgamar os mais variados setores da nacionalidade, tanto que um aqui não diz respeito ao outro. Foram colhidos vários setores da sociedade ou das pessoas que se destacaram e, muito adequadamente, vieram e receber o seu prêmio.

Portanto, eu aqui só devo dizer o seguinte, Caco e prezados amigos, a quem cumprimento a todos: eu quero, em primeiro lugar - esta é uma palavra protocolar indispensável - cumprimentar a todos aqueles que hoje foram agraciados porque tornam-se duplamente brasileiros, brasileiros na origem e brasileiros pela concessão do título maior que aqui foi dito.

Eu não posso conceder o título de brasileiro do ano a ninguém, gostaria de concedê-lo, Caco, ao seu pai, como brasileiro do ano e brasileiro da eternidade, mas como não posso fazê-lo o que eu quero me comprometer com esse público extremamente carinhoso é que eu tenho competência de conferir a medalha de mérito cultural e educacional, mesmo de maneira póstuma, àqueles brasileiros que honraram o nosso país. Eu a concederei a partir de amanhã por ato próprio da Presidência da República a Domingo Alzugaray.

Meus cumprimentos a todos.


Ouça a íntegra do discurso (04min45s) do presidente Michel Temer