O renascimento do JB

 

O renascimento do JB

 

 

A volta do Jornal do Brasil às bancas, inicialmente no Rio de Janeiro e em Brasília,  é uma boa notícia que de imediato desperta curiosidade. Numa inversão de expectativas, o jornal ressurge em papel, depois de editado desde 2010 apenas na internet. A volta em 2018 ao “mundo real”, sem abandono, é claro, do virtual, servirá sem dúvida para fortalecer a marca JB para antigos e novos leitores. 

Num momento em que a chamada pós-verdade e as fake news se espalham pelas redes sociais, confundindo e induzindo a erro  os cidadãos, a escalação de um novo time de jornalistas profissionais para produzir, hierarquizar e analisar o noticiário – como anuncia agora o JB – é  muito bem vinda. A objetividade e o rigor na apuração das informações são ferramentas  fundamentais para balizar o debate e auxiliar a sociedade no processo de formação de opinião e na busca do consenso. Sempre, é claro, a partir de fatos e premissas verdadeiras.

É extremamente auspicioso também que novos investimentos estejam sendo feitos na nossa imprensa. Como em todo o mundo, o processo de produção  dos jornais brasileiros foi impactado por contínuas mudanças tecnológicas. Os jornais vivem as turbulências econômicas  de uma transição cujos horizontes ainda não estão muito claros. Os desafios não são pequenos, mas estamos vendo exemplos do quanto é importante a credibilidade para conquistar cada vez mais leitores. Assim, os veículos de comunicação conseguem se  manter fortes no mercado - inclusive destacando-se pelas inovações, como é o caso recente, por exemplo, do Washington Post.        

Sinônimo de prestígio no jornalismo brasileiro,  o JORNAL DO BRASIL, em suas novas páginas, certamente fará jus a sua história centenária. Uma trajetória marcada pela excelência de seus profissionais e colaboradores – só para citar um, o JB proporcionou aos brasileiros, durante 15 anos,  a leitura das crônicas de nosso grande poeta Carlos Drummond de Andrade. A qualidade dos textos, muito além do padrão dos manuais de redação,  e a inovação gráfica e visual sempre foram alvo de admiração nacional. 

Isso sem falar na firme  defesa da liberdade de expressão, inclusive nos períodos difíceis, em que a democracia esteve submersa e a  censura imperou. Na política, o JORNAL DO BRASIL sempre foi referência. Basta lembrar que ninguém em Brasília poderia começar a trabalhar sem ler antes a bem informada coluna do saudoso escritor e  jornalista Carlos Castello Branco. Que, aliás, dá nome à sala de redação da Secretaria de Imprensa do Palácio do Planalto – singela homenagem, feita já há alguns anos.           

Na minha atividade política, seja como constituinte, presidente da Câmara e agora como presidente da República, sempre enalteci   a liberdade de imprensa. Respeito as instituições, as pessoas, as ideias divergentes e, por mais que a imprensa possa fazer isto ou aquilo – e não foi pouco o que sofri em 2017  com informações distorcidas e inverídicas -,  brado  em alto e bom som: viva a liberdade de imprensa!  Porque ela tem, acima de eventuais equívocos, papel fiscalizador  e  pode auxiliar  na busca do bem comum. Acredito que é com esta boa vibração que o JB renasce no Rio de Janeiro – sua cidade natal, que muito precisará  de acompanhamento jornalístico neste momento especial. Deixo aqui meus sinceros votos de sucesso a toda a equipe do  JORNAL DO BRASIL. 

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