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Presidenta Dilma inaugura exposição “Caravaggio” no Palácio do Planalto

por Portal do Planalto publicado 01/10/2012 16h12, última modificação 21/10/2013 17h06
A exposição encerra a programação do Momento Itália-Brasil 2011-2012, promovido entre os dois países para celebrar laços de amizade

 

Nesta sexta-feira (5/10), às 11 horas, a presidenta da República, Dilma Rousseff, abre a mostra “Caravaggio”, no Salão Leste do Palácio do Planalto. A exposição encerra a programação do Momento Itália-Brasil 2011-2012, promovido entre os dois países para celebrar laços de amizade. A exposição estará aberta ao público todos os dias, das 9 às 19 horas, no período de 6 a 14 de outubro de 2012.

Trata-se de uma das exposições com o maior número de obras de Caravaggio já realizada na América do Sul. A mostra teve recorde de público em Belo Horizonte e em São Paulo, onde contou com uma média de três mil visitantes por dia. O projeto conta com o apoio da Embaixada da Itália no Brasil.

Considerado um dos maiores artistas italianos e precursor do barroco europeu, Michelangelo Merisi da Caravaggio (1571–1610) revolucionou a arte de seu tempo com telas feitas em técnica “claro-escuro”, produzindo luzes e sombras  que impressionavam pela dramaticidade às cenas retratadas. No Palácio do Planalto, o público poderá ver: San Girolamo che scrive (coleção Galleria Borghese); San Francesco in meditazione (coleção Palazzo Barberini); Ritratto di cardinale (coleção Galleria degli Uffizi); San Giovanni Battista che nutre l’Agnello (coleção particular); Medusa Murtola (coleção particular) e San Gennaro decollato o Sant’Agapito (Museo Diocesano).

A idealização da mostra é de Rossella Vodret, uma das principais especialistas em Caravaggio na Itália e chefe da Superintendência Especial para o Patrimônio Histórico, Artístico e Etnoantropológico e para o Pólo Museológico da Cidade de Roma. Na Itália, a curadoria tem participação de Giorgio Leone ; no Brasil, de Fabio Magalhães.

O Palácio do Planalto receberá “os grandes Caravaggios”, como San Girolamo che scrive, San Francesco in meditazione e Ritratto di Cardinale. Também serão apresentadas as duas novas descobertas, resultado de pesquisas que duraram anos e foram concluídas recentemente. Tais obras – expostas pela primeira vez como legítimos Caravaggios – são Medusa Murtola e San Giovanni Batista Che nutre I`Agnello. Tratam-se de descobertas possíveis apenas agora, quando o desenvolvimento tecnológico passou a permitir análises mais aprofundadas e quando se tem maior conhecimento acerca da técnica e do processo criativo de Caravaggio. Por fim, está a San Gennaro decollato o Sant’Agapito, obra que ainda é objeto de estudo.

Medusa Murtola, cujo nome remonta a um poeta italiano, ilustra bem as características responsáveis por tornar Caravaggio conhecido. Segundo os resultados das pesquisas, quando se analisa a obra com radiografias e técnicas de investigações históricas, como o infravermelho, pode-se identificar todos os rascunhos do artista. Há, por exemplo, olhos e boca que mudaram de lugar no quadro final; traços perdidos, escondidos por camadas de tinta e que, pouco a pouco, foram descobertos e analisados pelos pesquisadores. São indícios que enriqueceram o estudo especializado e mostraram que a Medusa Murtola é uma autêntica obra de Caravaggio.

Assim como Medusa Murtola e San Giovanni Battista che nutre I'Agnello , é a primeira vez que Ritratto di Cardinale sai da Itália. O quadro foi realizado em significativo momento da trajetória do artista, quando o jovem Caravaggio chega a Roma com dificuldades financeiras e pede emprego em um dos ateliês (bottega, em italiano) da cidade. À época, o artista produzia muito para sobreviver, a ponto de fazer dois ou três retratos por dia. Acredita-se, pois, que Ritratto di Cardinale, que já ilustra o grande domínio da técnica pictórica pelo artista, seja desse período.

 

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