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Em Itaguaí, a presidenta Dilma dá início à construção de submarinos brasileiros

por Portal do Planalto publicado 09/08/2011 12h55, última modificação 21/10/2013 17h06
A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil, que prevê a construção de quatro submarinos convencionais chamados S-BR

A presidenta da República, Dilma Rousseff, participa neste sábado (16/7), às 16h15, em Itaguaí (RJ), da cerimônia que dá início à construção de submarinos no Brasil. O evento, que será marcado oficialmente com o corte de uma chapa de aço, será realizado na sede da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep).

A iniciativa faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha do Brasil, que prevê a construção de quatro submarinos convencionais chamados S-BR (submarino brasileiro), da classe Scorpène, de tecnologia francesa. A estimativa é de que o primeiro dos quatro submarinos esteja pronto em 2016 e seja entregue à Marinha em meados de 2017, após a realização dos testes de cais e mar. Os demais submarinos convencionais serão entregues a cada ano e meio de defasagem.

Segundo o Ministério da Defesa, o ato tem grande importância para o país, já que representa o primeiro passo para a construção do submarino com propulsão nuclear brasileiro (SN-BR), cuja previsão de entrega é 2023.

Além dos cinco submarinos, o Prosub também contempla a construção de um estaleiro e de uma base naval para abrigar as embarcações. A conclusão do estaleiro é esperada para 2014. Já a base naval deverá ficar pronta seis meses depois. As obras incluem, ainda, a instalação de uma Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), com inauguração prevista para novembro de 2012. A Ufem ficará ao lado da Nuclep, estatal encarregada de produzir as seções cilíndricas que formarão os corpos dos submarinos.

Durante a construção das instalações, o Ministério da Defesa estima gerar mais de 9 mil empregos diretos e outros 27 mil indiretos. Já na etapa de construção dos submarinos - apenas na área de construção naval militar - a previsão é de que sejam criados cerca de 2 mil empregos diretos e 8 mil indiretos permanentes, com utilização expressiva de mão de obra local.

Transferência de tecnologia - O acordo firmado com a França no final de 2008, no valor de R$ 6,7 bilhões, também prevê transferência de tecnologia para o Brasil. Pelo acordo, os franceses se comprometem a repassar know-how para determinadas indústrias fabricarem no Brasil itens usados nos submarinos. A estimativa é de que cada um dos submarinos contará com mais de 36 mil itens produzidos por mais de 30 empresas brasileiras. Entre esses equipamentos estão quadros elétricos, válvulas de casco, bombas hidráulicas, motores elétricos, sistema de combate, sistemas de controle, motor a diesel e baterias especiais de grande porte, além de serviços de usinagem e mecânica.

O submarino movido a energia nuclear é desenvolvido com tecnologia altamente sensível, dominada por um seleto grupo de países. Atualmente, apenas China, Estados Unidos da América, França, Inglaterra e Rússia detêm esse domínio tecnológico. Com o Prosub, o Brasil passará a integrar essa lista, já que o SN-BR terá reator nuclear e propulsão desenvolvidos pelo próprio país.

Itaguaí Construções Navais - Para viabilizar o programa de submarinos brasileiro foi constituída uma nova empresa, a Itaguaí Construções Navais (ICN), uma parceria entre a francesa Direction des Constructions Navales et Services (DCNS) e a construtora brasileira Norberto Odebrecht. A união foi formada com a participação da Marinha do Brasil, que detém golden share, com direito de veto sobre questões referentes à atuação da empresa.

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