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Nota à Imprensa do Encontro Informal dos Líderes do BRICS por ocasião da Cúpula do G20 em Brisbane

por Portal Planalto publicado 15/11/2014 08h50, última modificação 15/11/2014 08h59

 

Brisbane, 15 de novembro, 2014

 

Os Líderes do BRICS reuniram-se em 15 de novembro de 2014 por ocasião da Cúpula do G20 em Brisbane.

Os Líderes cumprimentaram o Brasil pelo êxito da VI Cúpula do BRICS e notaram os avanços na implementação do Plano de Ação de Fortaleza.

Ressaltaram que a assinatura dos acordos para o estabelecimento do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD) e do Arranjo Contingente de Reservas (ACR) conduziram a cooperação entre os BRICS a um patamar fundamentalmente novo, com a criação de ferramentas que contribuem para a estabilidade do sistema financeiro internacional. Manifestaram seu compromisso com vistas à ratificação célere de ambos os instrumentos. 

Os Líderes foram informados sobre os avanços na implementação do Plano de Trabalho para o estabelecimento do NBD e solicitaram a seus Ministros de Finanças que designem o Presidente e os Vice-Presidentes do NBD com bastante antecedência à próxima Cúpula do BRICS na Rússia. Os Líderes também anunciaram a formação do Conselho de Administração Interino que conduzirá a próxima etapa do estabelecimento do NBD.

Os Líderes pediram a seus Ministros de Finanças e Presidentes de Bancos Centrais que garantam que, até a próxima Cúpula BRICS, o Grupo de Trabalho do ACR conclua a elaboração das regras processuais e diretrizes operacionais do Conselho de Governadores e do Comitê Permanente do ACR. Também solicitaram a seus Presidentes de Bancos Centrais que assegurem que o Acordo entre Bancos Centrais, previsto no ACR, seja concluído até a Cúpula na Rússia.

Os Líderes intercambiaram impressões e compartilharam suas perspectivas sobre as principais questões da agenda da Cúpula do G20, bem como os resultados esperados, inclusive medidas para promover o crescimento e a criação de empregos; investimento e infraestrutura; comércio; fortalecimento do sistema financeiro e cooperação em matéria tributária; e questões energéticas. Reafirmaram sua disposição de trabalhar com outros membros do G-20 para o êxito da Cúpula de Brisbane.

A respeito da economia mundial, seis anos depois do início da crise financeira internacional, os Líderes observaram que uma recuperação forte e duradoura ainda está por se materializar. Economias emergentes de mercado têm contribuído para a atividade econômica global ao manterem taxas de crescimento elevadas, a despeito de circunstâncias adversas e dos impactos das políticas das principais economias avançadas, sobretudo as monetárias. Os Líderes tomaram nota dos esforços do G20, mas ressaltaram que é preciso fazer mais para sustentar a demanda global no curto prazo, especialmente por parte das economias avançadas, e para promover um incremento do investimento e do potencial de crescimento de longo prazo. Ressaltaram que investimentos e reformas econômicas são crucialmente importantes para aumentar a demanda e alavancar o crescimento de longo prazo. Economias emergentes de mercado permanecem, em geral, bem preparadas para enfrentar choques externos.

Os Líderes também reafirmaram seu desapontamento e grave preocupação com a não-implementação das reformas do FMI de 2010 e seu impacto na legitimidade e credibilidade do Fundo. A demora injustificada em ratificar o acordo de 2010 está em contradição com os compromissos conjuntos assumidos pelos Líderes do G20 desde 2009. Na eventualidade de os Estados Unidos não lograrem ratificar as reformas de 2010 até o final do ano, os Líderes exortaram o G20 a agendar uma discussão sobre as opções quanto aos próximos passos, conforme FMI se comprometera a apresentar em janeiro de 2015. Também enfatizaram a necessidade de continuar os processos de reforma do FMI.

Profundamente preocupados com a epidemia de Ebola e seu severo impacto econômico e social, os Líderes expressaram seu compromisso em trabalhar com a comunidade internacional no combate a essa epidemia e apoiaram esforços envidados pelas Nações Unidas e suas agências, inclusive a Organização Mundial de Saúde, assim como outras instituições.

Conforme acordado na Cúpula de Fortaleza, os Líderes reafirmaram seu compromisso em reforçar a cooperação plena intra-BRICS, com base em espírito de abertura e inclusão, em particular nos domínios econômico e financeiro, e manifestaram expectativa quanto à formulação de um marco para cooperação econômica de longo prazo para forjar uma parceria econômica mais próxima do BRICS.

 

 

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Media Note on the Informal Meeting of BRICS Leaders on the occasion of the G20 Summit in Brisbane


Brisbane, November 15, 2014

 

The BRICS Leaders met on 15 November 2014 on the occasion of the G20 Summit in Brisbane.

The Leaders commended Brazil for the successful Sixth BRICS Summit and noted progress in the implementation of the Fortaleza Action Plan.

They underscored that the signing of the agreements establishing the New Development Bank (NDB) and the Contingent Reserve Arrangement (CRA) brought BRICS cooperation to a fundamentally new level with the creation of instruments to contribute to the stability of the international financial system. They expressed their commitment towards the expeditious ratification of both instruments.

The Leaders were informed about the progress in implementation of the Work Plan for the establishment of the NDB. They asked their Finance Ministers to designate the President and the Vice-Presidents of the NDB well in advance of the next BRICS Summit in Russia. The Leaders also announced the setting up of an Interim Board of Directors that will lead the next phase establishing the NDB.

The Leaders asked their Finance Ministers and Central Bank Governors to ensure that, by the next BRICS Summit, the CRA Working Group concludes the procedural rules and operational guidelines of the Governing Council and the Standing Committee of the CRA. They also asked their Central Bank Governors to ensure that the Inter-Central Bank Agreement foreseen in the CRA be concluded by the Summit in Russia.

The Leaders exchanged views and shared their perspectives on the main issues on the G20 Summit agenda as well as the expected outcomes, including measures to promote growth and job creation; investment and infrastructure; trade; strengthening of the financial system and cooperation on tax matters; and energy issues. They reaffirmed their willingness to work with other G20 members for a successful Summit in Brisbane.

As to the world economy, six years after the beginning of the international financial crisis, the Leaders noted that a strong and long-lasting recovery is yet to materialize. Emerging market economies have been contributing to global economic activity by sustaining high growth rates, despite adverse circumstances and spill-overs from policies of major advanced economies, especially monetary policies. The Leaders noted the G20 efforts, but underscored that more needs to be done to support global demand in the short-run, especially by advanced economies, and to promote an increase in investment and long-run growth potential. They underscored that investment and economic reforms are critically important to boosting demand and lifting long-term growth. Emerging market economies remain in general well prepared to face external shocks.

The Leaders also reaffirmed their disappointment and serious concern at the non-implementation of the 2010 IMF reforms, and its impact on the Fund´s legitimacy and credibility. Undue delays in ratifying the 2010 agreement are in contradiction with joint commitments by the G20 Leaders since 2009. In the event that the United States fails to ratify the 2010 reforms by the year-end, they called on the G20 to schedule a discussion of the options for next steps that the IMF has committed to present in January 2015. They also emphasized the need to continue the IMF reform processes.

Deeply concerned with the Ebola epidemic and its severe economic and social impact, the Leaders expressed their commitment to work with the international community in the response to this epidemic and supported efforts made by the United Nations and its agencies, including the World Health Organization, as well as other institutions.

As agreed at the Fortaleza Summit, the Leaders reaffirmed their commitment to reinforce full-fledged intra-BRICS cooperation, in the spirit of openness and inclusiveness particularly in the economic and financial domains and look forward to the formulation of a long-term economic cooperation framework to forge closer BRICS partnership.