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Entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, para as rádios Mega 95 FM e 105 FM, do Mato Grosso/MT

por Portal do Planalto publicado 19/09/2013 17h19, última modificação 04/07/2014 12h48

 

Jornalista: Bom dia novamente Marcus Miller, obrigado pela sua participação conosco. Bom dia Rondonópolis, bom dia Mato Grosso. Novamente nós estamos aqui ao vivo direto do aeroporto municipal Maestro Marinho Franco, recebendo com muita alegria e com muita satisfação a presidente Dilma Rousseff, que já está aqui conosco, ao vivo. E nós já queremos desde já agradecer muito a presença da presidente Dilma. Ao meu lado o jornalista Igor Taques, ele que é da Mega 95 FM, de Cuiabá. Nós estaremos a partir de agora em rede para todo o estado de Mato Grosso. Presidente Dilma Rousseff, bom dia. Seja muito bem vinda ao solo mato-grossense.

 

Presidenta: Bom dia Agnelo Corbelino, da rádio 105 FM. Bom dia ouvintes de Rondonópolis, da rádio 105 FM, bom dia Igor Taques, da rádio Mega FM, de Cuiabá. Bom dia a todos os mato-grossenses.

 

Jornalista: É um privilégio para nós tê-la aqui conosco numa data muito importante. Sem dúvida nenhuma, 19 de setembro passa a ser uma data histórica para Rondonópolis e toda a região sul-mato-grossense, e por que não dizer que para o Mato Grosso, com a sua vinda aqui oficialmente como presidente da República deste país, uma vez que a senhora, a última vez que esteve aqui, ainda estava como candidata... em 2010. Eu quero aproveitar a sua vinda nessa festa que nós estaremos recebendo... teremos a oportunidade de participar hoje, já perguntando para a senhora acerca de um dos sonhos aqui da população de Mato Grosso, em especial a população do sul do Mato Grosso. Há mais de 20 anos, presidente Dilma, esta região aguarda pela duplicação da BR-364, a BR-163, há muito tempo nós estamos na expectativa de ver esta rodovia duplicada. Muito já se falou, muitas promessas já foram feitas anos atrás, tempos atrás, e a expectativa continuou. E agora, hoje, com a chegada da senhora aqui em Mato Grosso temos a certeza que essa duplicação vai sair. Eu gostaria que a senhora falasse a respeito disso.

 

Presidenta: Olha, eu queria falar o seguinte: nós temos plena consciência da importância para o Brasil tanto da BR-163 quanto da BR-364. Agora, a BR-163 que tem uma importância logística no escoamento de toda a produção dessa região do país, que é uma região de fronteira agrícola e que cresce e será, sem dúvida, cada vez mais um dos centros produtores agrícolas e do agronegócio no Brasil. Nós sabemos da importância dessas estradas, por isso a BR-163 nós colocamos no nosso Programa de Investimento em Logística. São 851 quilômetros, vão ser licitados, ainda em novembro, e será uma licitação feita para duplicar essa rodovia em cinco anos, dado uma taxa de retorno para o acionista, um lucro para o acionista, mas também dado um pedágio. Vocês veem que as licitações desse Programa de Investimento em Logística, elas contemplam o que consideramos aquelas rodovias mais importantes.

Então, a boa noticia é essa: a BR-163 vai ser licitada a concessão, será concedida para duplicação pela iniciativa privada. E serão duplicados seus 851 quilômetros progressivamente. Ele será também responsável, quem ganhar essa licitação, será responsável por fazer melhorias também em áreas paralelas. E eu queria dizer que no caso da BR-364, todos os 336 quilômetros do trecho entre Posto Gil e Rondonópolis serão duplicados pelo PAC num  valor de R$ 1,6 bilhão. Essa duplicação tem várias etapas porque tem trechos dos mais variados. Tem alguns, por exemplo, que tem dois lotes em obras, por exemplo, Rosário do Oeste a Posto Gil, são 45 quilômetros, estão em obra. Tem um trecho também entre Rondonópolis e a entrada de Jaciara, também está em obra. Tem outros dois lotes que estão em licitação - as propostas vão ser abertas agora em outubro - que é entre a Serra de São Vicente e Cuiabá, é entre a serra de São Vicente e Cuiabá e entre o trevo do Lagarto e o acesso à Rosário do Oeste. E tem outros trechos que já foi duplicado, um trecho menor, que é a Serra de São Vicente.

Mas eu queria dizer que nós trazemos uma boa notícia: duas obras... aliás, duas boas notícias sobre essa duplicação. Nós vamos dar ordem de início para a elaboração do projeto entre Jaciara e Serra de São Vicente. E vamos também – e aí eu acho que é muito importante -, nós incluímos no PAC que é isso que eu estava falando, a duplicação dos 25 quilômetros que ligam Rondonópolis à entrada do Complexo Intermodal, e os nove quilômetros da travessia urbana de Rondonópolis. Porque o pessoal de Rondonópolis, com razão, queixa muito que o tráfego pesado – que é muito importante para as empresas e para a produção - passa por dentro da cidade. Então, esse deslocamento contempla também uma melhoria na qualidade de vida do morador de Rondonópolis. Então, esses dois aspectos: melhoria da qualidade de vida, de um lado, e melhorais das condições logísticas, do outro, são contempladas nessa questão que é a duplicação tanto da estrada do Complexo Intermodal, mas, sobretudo, a questão da travessia urbana que também nós estamos incluindo no PAC e, portanto, passa a ter toda urgência que o PAC dá às obras.

 

Jornalista: E todas as garantias de conclusão?

 

Presidenta: Todas as garantias de conclusão. Sobretudo, a garantia de que o governo vai brigar para concluir isso até o último momento. Porque hoje eu estou realizando um sonho. Eu comecei a movimentar o governo, na época do presidente Lula, para que se fizesse essa ligação aqui com Rondonópolis da Ferronorte, para você ter uma ideia, no final de 2007 e início de 2008. E a ALL concluísse esse trecho, porque esse trecho estava previsto, mas não era concluído. Hoje eu estou muito feliz porque eu estou vindo aqui ver a realização de algo que lutei para que isso acontecesse.

 

Jornalista: E a senhora vai ficar satisfeita com o que vai ver, com certeza.

 

Presidenta: Eu tenho certeza. E, sobretudo, pela importância que eu sei que Rondonópolis tem para essa região e para toda uma região do Brasil. Qualquer grande investidor, qualquer um, e isso vai desde os chineses, passando por todos os grandes bancos, todos os interessados em investimento olham essa região de Rondonópolis como um centro produtor de alimentos, um dos maiores do mundo. Então, fazer essa ferrovia era uma questão crucial para o Brasil. Eu, por isso, te falo isso: vou dar o mesmo tratamento para a BR-163 e para a BR-364 que eu dei para a conclusão da Ferronorte. Hoje é um dia de vitória de todo mundo, dos moradores de Rondonópolis, da ALL, do governo federal, do governo do governador Silval, enfim, é uma vitória também do prefeito aqui de Rondonópolis...

 

Jornalista: Percival Muniz.

 

Presidenta: ... é, o Percival. E uma vitória também para os moradores e das empresas daqui, porque foi lutado isso.

 

Jornalista: Nós estamos aguardando até agora os investimentos que já se falam, são da ordem de R$ 600 milhões da iniciativa privada.

 

Jornalista: bom dia, Presidenta. Sou Igor Taques, nós estamos falando com a 105 FM de Rondonópolis, e a Mega 95 FM de Cuiabá. Bom dia, Agnelo, e bom dia aos nossos ouvintes.

Presidenta, a senhora falou de sonho, o Agnelo também falou de sonho, e realmente a ferrovia é algo que o mato-grossense sonha há muitos anos. E Mato Grosso tem uma importância no cenário nacional sendo líder de produção, líder de rebanho bovino. Qual a importância para o governo da senhora estar hoje aqui em Rondonópolis entregando essa obra que o mato-grossense sonha há muitos anos, que vai melhorar, sem dúvida nenhuma, a logística de todo o estado do Mato Grosso.

 

Presidenta: Igor, eu vou te falar, como eu estava dizendo há pouco, eu acredito que essa ferrovia, ela traz vários benefícios. Alguns são ligados diretamente à produção, à comercialização dos produtos, à chegada desses produtos aos portos do Brasil. Então, a Ferronorte, ao ser concluída até esse ponto e ao ser ligada ao Complexo Industrial Intermodal, ela permite uma redução de custos. Quando ela permite a redução de custo, ela vai dar maior competitividade para nós brasileiros e para nossa economia na competição internacional e o escoamento de toda a produção para o mercado interno. Ao mesmo tempo, pelo fato de ser ferrovia, a ferrovia sempre será um transporte de custo mais baixo. Nós somos um país continental. Os grandes países continentais, principalmente, os Estados Unidos; a Inglaterra, no início da sua revolução que não era continental, mas era uma ilha, todos eles apostaram na ferrovia como sendo um dos elementos fundamentais para ligar e cortar o país a custos menores. Estruturaram uma logística. Você veja que o Brasil está fazendo isso no século XXI, eles fizeram no final do século XIX. Nós estamos dois séculos atrasados. Então nós temos que correr. Por isso que é muito importante essa ferrovia. Porque ela é um marco. Ela é um marco por quê? Esse trecho, essa ferrovia não vai parar aí, ela vai para frente. Por quê? Porque ela interioriza o Brasil, diminui custos, diminui o tempo de transporte, diminui quantidade de caminhões nas rodovias, ela torna o transporte de pessoas muito mais seguro nas rodovias. Geralmente se faz assim, grande transporte, transporte que utiliza grandes caminhões, não deve ser feito por rodovia. É preferível tirar esses caminhões e colocar esse transporte nas ferrovias, seja para minério, seja para alimentos, seja para grandes cargas, como é o caso dos grãos.

Então, eu acredito que vai ser muito importante para todo o Brasil um programa de ferrovias. Esse é um trecho. Outro trecho vai ser, por exemplo, Uruaçu a Lucas do Rio Verde, que é PIL, que é Programa de Investimento em Logística, esse trecho é outro que considero estratégico no Brasil. Por quê? São essas regiões, hoje, que são as grandes produtoras de grãos no Brasil. Então, estão aqui em Mato Grosso. Além disso, eu falei naquela hora de tirar o tráfego pesado das regiões metropolitanas, também, porque tem um outro aspecto, que é a melhoria da qualidade de vida das pessoas. Não é só olhar o lado da economia, mas é olhar também o lado da população, que não vai querer ter um tráfego pesado e vai correr muito mais risco de segurança para as crianças, para todo mundo.

 

Jornalista: Falando em sonhos ainda, e sem dúvida nenhuma esse tem sido o maior desejo da população de Mato Grosso. Eu quero falar com a senhora a respeito de um assunto que para muitos é tido como um assunto difícil de se lidar: saúde. E nós temos visto isso. O estado de Mato Grosso atravessa um momento difícil na área de saúde. Nós ainda sofremos com a falta de hospitais, o aumento de UTI’s infantil, adulto. Temos ainda problemas na demora no atendimento, paralisações por muitas vezes na classe dos profissionais médicos, a estrutura ainda não está devidamente adequada como deveria, profissionais descontentes. Porém, o que nos chama a atenção é que às vezes a impressão que passa, presidente Dilma, para a população, é que todo direcionamento, recursos, investimentos e prioridade, neste momento, parecem ser dados para as obras da Copa do Mundo 2014. Pelo menos é essa a imagem que temos aqui no estado do Mato Grosso. Eu lhe pergunto: Qual tem sido a sua orientação e as observações que a senhora tem feito com relação a essa situação e esses investimentos?

 

Presidenta: Na verdade, os investimentos específicos da Copa são bem menores quando você compara com os investimentos das outras áreas, mesmo nas áreas de saúde. Agora, isso não significa que a gente não tenha de ter uma visão crítica sobre a área da saúde. O governo federal, por exemplo, ele repassa verbas de custeio. O que é o custeio? O custeio é o pagamento de pessoal, é o pagamento de equipamentos, de remédios para o Mato Grosso. Em 2011, era R$ 718 milhões que a gente repassava. Em 2012, foi R$ 860 milhões. Em 2013, tenderá ser um pouco mais de R$ 860 milhões. Geralmente, esse é o repasse que a gente faz para dar uma contribuição para sustentação da estrutura de serviços dos estados e do municípios. Os investimentos que nós fazemos também em equipamentos vêm crescendo progressivamente. Nós saímos, no início de 2011, de R$ 9 milhões e vamos chegar a R$ 55 milhões. Eles são para expandir e aumentar a infraestrutura de saúde básica no estado. Primeiro, postos de saúde, porque na saúde você tem de olhar... uma parte da saúde é assim: você resolve o problema, é hipertensão, é diabetes, todas as questões relativas as crianças como diarreia, asma, bronquite, você resolve em postos de saúde e Unidades de Pronto Atendimento. Nas unidades de saúde, nós sabemos que aqui tem 822 postos de saúde funcionando, nós estamos reformando e ampliando 398 desses postos e vamos construir mais 222. Já as UPAs, que são aquelas unidades, o que faz? O médico está ali, no posto de saúde – depois nós vamos falar sobre os médicos - que tinham que estar ali no posto de saúde e muitas vezes não está no posto de saúde. Essa é outra conversa que nós podemos ter.  Aí você tem a UPA. Por que fizeram a UPA? A UPA é uma unidade entre o hospital e o posto. Para todo mundo não ir para o hospital e ter aquelas filas nos hospitais, aquela ocupação, a Unidade de Pronto Atendimento, que é a UPA 24 horas, elas fazem um serviço de urgência e emergência que é muito importante. A pessoa teve um início de problema cardíaco, ela pode ser tratada na UPA. A pessoa teve uma crise maior de bronquite, ela vai e tem todos os equipamentos lá na UPA. Tem três UPAs em funcionamento no estado e nós prevemos a construção de mais 16. As três UPAS são em Juína, Sinop e Sorriso. Estão previstas mais 16. Para ligar todas essas coisas com os hospitais, tem o Samu, que é o Serviço de Ambulância, tanto as ambulâncias normais como aquelas ambulâncias que você transporta, por exemplo, quem está com ataque cardíaco. As avançadas que tem toda uma estrutura diferenciada. Bom, o que é que nos avaliamos. Nós nos sensibilizamos pelo fato de que há muita reclamação sobre qualidade do atendimento de saúde no Brasil inteiro. Uma das coisas que nós sabemos é que tanto pela avaliação do próprio governo, mas ao examinar todas as pesquisas que existem a respeito, você nota que uma das grandes reivindicações da população é a falta de médicos. Por isso, nós criamos o Mais Médicos. Porque de nada adianta eu ter o equipamento e dentro do equipamento estar vazio sem médico. E muitas vezes eu consigo com o médico atender várias demandas de saúde das pessoas sem um grande... nem tudo é preciso do especialista, você pode ter um médico clínico geral, aquele que examina, que pega a pessoa, que faz o exame e dá o tratamento. Está provado, 80% dos casos se resolve de forma bastante simples.

Então, nós criamos esse programa Mais Médicos. Qual é a ideia? E a mesma ideia que vários países adotam: uma parte do atendimento você tem de fazer privilegiando e dando prioridade para os médicos com diploma obtido no Brasil. Agora, quando não tem médico suficiente no Brasil, e as pessoas não podem esperar até que eles se formem, a gente aumenta a quantidade de médicos formando, mas isso demora seis anos, sete anos. Precisamos de medico agora, então vamos trazer do exterior. Já começamos e estamos localizando esses médicos. Eles vão fazer atenção básica. O que é a atenção básica? Eles vão atender nos postos de saúde e nas UPA’s, e vão fazer isso durante a semana inteira, vão dar um  atendimento de oito horas, vão atender pessoas, e vão fazer um encaminhamento dessas pessoas para os hospitais, quando for o caso, porque eles não tratam nada mais complexo do que a atenção básica. Agora, eu queria te falar uma coisa, viu Agnelo, sabe como é nos Estados Unidos? 25% dos médicos dos Estados Unidos tem diploma fora dos Estados Unidos. 37% dos médicos, se eu não me engano, na Inglaterra, eles obtiveram também seus diplomas fora da Inglaterra, foram trazidos de outros países. Sabe quanto é no Brasil? 1,78%, é uma discrepância, né?

 

Jornalista: Com certeza, uma diferença grande.

 

Presidenta: Então, o que eu quero te dizer, é o seguinte, também vamos abrir 170 novas vagas na Universidade de Mato Grosso com novos cursos de medicina nos campi de Sinópolis [Sinop] e de Rondonópolis. Além de mais vagas no campo de Cuiabá.

 

Jornalista: Presidenta, a Copa do Mundo é algo que o brasileiro espera com ansiedade, Cuiabá é subsede. Apesar da quantidade de obras que estão acontecendo em Cuiabá, e agora estamos falando com os ouvintes que estão em sintonia pela Mega 95 em Cuiabá, existe um temor com relação aos atrasos das obras. Como que o governo federal, como a senhora tem acompanhado as obras da Copa do Mundo em todas as subsedes? Qual que é a expectativa para esse grande evento que o Brasil vai ter orgulho de receber?

 

Presidenta: Olha, a maior parte do dinheiro que o governo federal e os estados gastaram com a Copa, estão sendo gastos em programas de mobilidade urbana. Esses programas de mobilidade urbana são muito importantes. Por quê? Na verdade, o grande legado da Copa, tá, é o que nós vamos deixar para a população de Cuiabá e, portanto, para o estado de Mato Grosso usar. Para os ouvintes terem uma ideia, em infraestrutura aqui, nós temos vários projetos: VLT, nós temos BRTs, e nós estamos então entregando esses projetos para que as pessoas utilizem na Copa, mas não é só na Copa, vão utilizar depois da Copa. E eles todos fazem parte de R$ 21 bilhões que nós colocamos aqui no estado do Mato Grosso, em torno de R$ 21 bilhões em obras, que vão da mobilidade urbana, passando pelas rodovias, e também estradas vicinais. Por exemplo, nós estamos dando, para cada prefeito de todas as cidades até 50 mil habitantes, uma retroescavadeira, uma motoniveladora e um caminhão caçamba. Para você ter uma ideia, esse kit, né, esse kit, caminhão caçamba, retro e moto, são para os 132 municípios aqui que têm menos de 50 mil, de um total de 141. Para você ver quantos municípios são, né? A grande, a maior parte dos municípios do estado é de até 50 mil. Nós já entregamos 88 retroescavadeiras, 33 motoniveladoras e vamos entregar mais. Como Cuiabá é a sede da Copa, nós destinamos para melhorar a mobilidade urbana R$ 1,6 bilhão. Construímos o VLT que liga Cuiabá à Várzea Grande e o Corredor Mário Andreazza, que liga as rodovias 163, 364 e 070 com a Várzea Grande e Cuiabá. E ainda as obras de adequação viária e acessibilidade à Arena Multiuso Pantanal, que é o estádio que vai receber os jogos. E para melhorar ainda mais a mobilidade, nós colocamos R$ 110 milhões em corredores, que aí facilita a integração dos ônibus com o VLT. Porque toda ideia de mobilidade, ela tem que ser uma ideia de integrar todos os modais que existem em transporte. Tem cidades que têm até barco, por exemplo, Rio de Janeiro tem até barco... Você tem que integrar tudo e procurar construir as condições para fazer bilhete único. A ideia de transporte em cidades médias e grandes é a ideia de integração de diferentes modais, por exemplo, integra metrô, VLT com corredor de ônibus. Aqui é VLT e corredor. E cria as condições para as pessoas trafegarem de forma racional com um bilhete só, que é um modelo que existe nas grandes cidades.

Outra coisa que eu quera te falar é do Minha Casa, Minha Vida, que eu acho muito importante porque, sabe... a casa da pessoa, ela garante segurança para as pessoas, é um lugar que as pessoas criam os filhos, recebem os amigos, recebem a família, então eu acho que o Programa Minha Casa, Minha Vida aqui é muito importante. São 28 mil casas que nós já entregamos e tem 44 mil em construção. Para mim, isso é de fato um dos programas mais importantes, junto com o programa de creches. Nós colocamos aqui 180 creches no estado, 39 já foram concluídas e 124 estão em obras.

Agora eu queria te dizer uma coisa: nada disso seria possível sem a parceria com o governo do estado e com as prefeituras. Por quê? Porque o Brasil mudou. Nós não podemos achar que os governos – quando uma pessoa está no governo, ou é presidenta, ou é governador, ou é prefeito – tem que olhar o interesse da população, não importa o partido, não importa a religião, não importa o clube de futebol, nós fomos eleitos para atendê-los. Essa parceria é a chave no Brasil de hoje de uma relação republicana em que todos pegam juntos para resolver o interesse da população. Por isso eu tenho que, ao concluir, agradecer a parceria que eu tenho aqui no estado com todos os prefeitos e com o governador do estado.

 

Jornalista: presidenta, eu quero, em nome dos mato-grossenses, agradecer a sua presença no município de Rondonópolis, aqui no nosso estado, e agradecer a honra de nos conceder essa entrevista. Muito obrigado e bom dia.

 

Presidenta: Igor, eu fiquei muito feliz de falar para a Rádio Mega FM, falando para todos os moradores de Cuiabá e eu sei que vocês pegam também para além de Cuiabá, e então falar para todos os mato-grossenses. E também, Agnelo, agradeço a oportunidade da Rádio 105 FM, fico muito feliz de estar aqui em Rondonópolis, estou voltando, estive na campanha e agora estou voltando como presidenta e, em um momento que eu vou te falar, essa ligação da Ferronorte eu tenho assim, especial, mas especial predileção e interesse nela. É que nem filho, que você vê crescer e andar. Então é isso, andou.

 

Jornalista: Muito obrigado pela sua participação conosco.

 

Jornalista: Conversamos com a presidente Dilma Rousseff, ao vivo do aeroporto municipal de Rondonópolis. Eu sou Igor Taques. Obrigado ao colega Agnelo Coberlino, da 105 FM, obrigado a você ouvinte pela audiência e se desfaz neste momento a cadeia de rádio entre a 105 FM de Rondonópolis e a Rádio Mega 95 FM de Cuiabá. Um bom dia a todos.


Ouça a íntegra (28min29s) da entrevista da presidenta Dilma

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Assunto(s): Governo federal