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Entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, às rádios Tudo 102,5 FM e Metrópole 101,3 FM

por Portal Planalto publicado 01/11/2013 16h40, última modificação 04/07/2014 12h51

 

Salvador-BA, 1º de novembro de 2013

 

Jornalista: Estamos aqui com a presidenta Dilma Rousseff. Nós estamos na rede Tudo Litoral FM e como editor de rádio Mário Kertész da rede Metrópole, são 16 rádios, um total de 28 rádios cobrindo todo o quadrante da Bahia.

Presidenta, e já que nós estamos aqui na Bahia com incursões no Nordeste, no Norte de Minas, nós temos altos índices de violência aqui nessa área do país, o mapa da violência aponta que aqui essa situação é mais grave do que no resto do país. A senhora tem alguma estratégia? os governadores – nosso Jaques Wagner, incluso – dizem que não têm dinheiro suficiente para fazer frente a esse tipo de situação porque implicaria em gastar, contratar mais  pessoal, aumentar o salário dos atuais e qualificar mais gente. Qual seria a estratégia do governo federal para enfrentar essa situação?

Presidenta: Olha, no que se refere à questão da segurança pública, a segurança pública ....primeiro, Levi, eu queria... vamos começar do início, eu queria dar bom dia para todos os ouvintes da rádio Tudo 102,5 FM, para todos os ouvintes da rádio Metrópole 101,3 FM, queria dar bom dia para o Mário Kertész, dar bom dia para você, Levi, e para todos os nossos ouvintes. E dizer que eu considero que a questão da segurança pública é estratégica. O governo federal tem uma política, que é apoiar os governos estaduais na questão da segurança pública. Nós temos aos nossos cuidados, como prerrogativa condicional nossa, cuidar das fronteiras. E cuidar das fronteiras é essencial, porque pelas fronteiras é que você controla uma parte importantíssima daquilo que alimenta o crime organizado, que é armas e drogas. Então, nós fizemos o Plano Estratégico de Fronteiras. Esse Plano Estratégico de Fronteiras é a nossa contribuição para a questão da segurança pública. Nós articulamos, tanto o Ministério da Defesa, através das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica), quanto o Ministério da Justiça, com a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional de Segurança Pública, e articulamos isso com as polícias estaduais. Você poderia me dizer, por exemplo, Levi, que as fronteiras não têm nada a ver com a Bahia. Pelo contrário, têm tudo a ver com a Bahia porque esse alimentador da droga, que é... aliás, esse alimentador do  crime organizado, que é a droga, e as armas, eles entram pelas nossas fronteiras que são muito porosas, porque são uma extensão imensa, mais de oito mil quilômetros de fronteiras. O que nós fizemos nessas operações? Nós fizemos uma operação que é permanente com a Polícia Federal. Através dessa operação – como ninguém vai botar um homem em cada um quilômetro de fronteira nos oito mil, nos oito mil quilômetros seria impossível – você precisa do quê? De inteligência.  De operações que sejam baseadas na inteligência, ou seja, no conhecimento e na informação para desbaratar cadeias criminosas que transportam armas e drogas. Então, a Polícia Federal mantém isso permanentemente, e articula com o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, o quê? Algumas operações que nós fazemos em grande escala, na qual nós colocamos grandes contingentes de homens, de equipamentos e cercamos os pontos vulneráveis das fronteiras. Ninguém fica sabendo quando isso ocorre, então, nós, com isso, desbaratamos já muita coisa, já conseguimos capturar uma quantidade bastante grande e significativa, não só de cocaína, como maconha, como também crack, e conseguimos, também, desarticular essa cadeia que sai de outro país e vem até o Brasil e outros estados da Federação.

Para isso, também fizemos parcerias com todas as nações que fazem fronteira conosco. Assim que, em muitos momentos, nós conseguimos desmantelar a produção de coca em outros lados da fronteira, através de parcerias que fizemos com o Exército e a polícia dos estados fronteiriços. Eu te diria que essa é a grande ação do governo federal.

Mas tem outras ações, porque nós temos uma política nacional de segurança pública e cidadania. Primeiro, nós estamos construindo uma coisa que é essencial, que é um banco de informações comuns entre os estados e a União. Através desse banco comum de informações tanto de criminosos, como de quem está nas penitenciárias, como daqueles que são processados, nós conseguimos articular ação, inclusive, interestadual. Por quê? Mesmo que ela se dê em um estado, muitas vezes ela tem repercussão em outro estado, ou tem conexões com outros estados. Então, essa estrutura e esse portal único de segurança são cruciais para um combate efetivo ao crime organizado. Além disso, a Polícia Federal, por exemplo, ela atua independentemente e atua em parceria com a segurança pública do estado aqui da Bahia. Nesse ano de 2013, a Polícia Federal apreendeu na Bahia quase 600 quilos de cocaína e 1,5 tonelada de maconha.

Outra atividade em que é fundamental a parceria entre o estado, e o governador Jaques Wagner e o governo federal, meu governo, é no sistema prisional. Nós estamos com uma política de viabilizar a implantação de novos presídios, com novas vagas. Aqui, na Bahia, são quatro presídios no valor de 50 milhões, e está em processo final de conclusão para implantação.

Eu queria também levantar outras questões. Por exemplo: durante a Copa, nós fizemos um grande investimento aqui quando nós criamos aquele centro de comando e controle. Criamos todo um processo de imageamento, investimos em kits, garantimos equipamentos, armas, munições.

E eu queria também falar do crack. Acho que uma das questões políticas mais graves do país está no crack. Então, nós temos um programa chamado Crack, é Possível Vencer. Esse programa, ele só dá certo em parceria, também. É uma parceria que envolve o governo federal e os governos dos estados e as prefeituras também, que está baseado em três eixos: um que é prevenção; o outro, que é repressão; e o outro, que é resgate das pessoas. Há uma discussão a respeito do fato de que em muitos casos nós adotamos o internamento porque as pessoas, principalmente as famílias – eu tive, por exemplo, histórias que me foram contadas nesse processo todo, de mães que eram obrigadas a prender os filhos, porque eles estavam viciados em crack e tomavam qualquer medida para poder comprar a droga -. Então, nós temos uma política na prevenção e também no resgate das pessoas que se viciaram, nós temos e uma política de internamento. Esse é um processo que se faz não só para a segurança pública, mas para a área da saúde e também da assistência social. E aí, na área da saúde, tem uma coisa muito importante que são os postos chamados CAPS Álcool e Drogas, que são os centros de atendimento psicossocial que fazem o atendimento, não só para a droga, mas para álcool também.

Jornalista: Presidente, eu queria saber da senhora o que pode ser feito para coibir a violência que está acontecendo a partir dos movimentos de junho deste ano que se transforma nos black blocs e outros. A gente vê o seguinte: as policias estaduais estão agindo retardadamente, e depois de agir, as pessoas são soltas com uma rapidez enorme, e essa coisa está se transformando aparentemente... dá uma ideia de que não existe autoridade suficiente para coibir  isso, e nós estamos sujeitos a qualquer momento, em qualquer lugar, qualquer tipo de  atividade, aqui, por exemplo, teve um evento cultural em Cachoeira, onde intelectuais estavam falando e foram proibidos de falar porque entram pessoa e vandalizam tudo. E a gente está vendo isso no Rio e em São Paulo. O que a senhora acha que poderia ser feito para dar um freio nisso, porque se não fica parecendo que nós não temos... é um caminhão descendo uma ladeira sem freio.

Presidenta: Olha, Kertész, acho o seguinte: nós, do governo federal, somos a favor de manifestações pacíficas, achamos que elas são fundamentais, elas expressam o fato de a gente ter evoluído democraticamente no nosso país. Expressam também toda essa política de inclusão que leva as pessoas sempre a reivindicarem mais. Até aí perfeitamente. Agora, nós devemos repudiar integralmente o uso da violência, e mais do que o uso da violência, nessas manifestações, o fato de que se estão tampando as faces das pessoas, os rostos, e destroem patrimônio público e privado, provocam ferimentos, machucam e mostram, não a civilização e a liberdade da democracia, mas mostram a barbárie. Por isso elas têm que ser coibidas, e têm que ser coibidas por todos os poderes. Tem de ser coibida pelo Executivo, através das suas polícias; tem que ser coibidas pelo Judiciário, que não pode tratar essas questões como sendo manifestações de pessoas democráticas, elas não são democráticas, são pessoas que estão ferindo, inclusive, outros seres humanos, e, portanto elas não podem ser consideradas pessoas que estão fazendo uso da sua liberdade de manifestação.

Assim sendo, eu achei muito significativo o que nós fizemos ontem em Brasília. Nós fizemos uma primeira reunião, pretendemos fazer isso com todos os estados. Mas fizemos de forma imediata uma reunião entre o ministro da Justiça, o secretário de Segurança Pública de São Paulo, o [Fernando] Grella, e o secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, [José Mariano] Beltrame. Essa reunião, ela foi, basicamente, para definir ações coordenadas entre as polícias, definir métodos e formas de atuação, porque você pode ter métodos, tem vários lugares do mundo, que o método é simplesmente você isolar os manifestantes que fazem esse vandalismo e segregá-los, e deixar claro quem são, prendê-los, obviamente, processá-los. Então, esse processo é um processo que vai dar uma base de acordo entre todas essas polícias no sentido de como atuar, e também, fazer uma ação no sentido que é impossível que essas pessoas não respondam pelos seus atos. A base da democracia é que cada um, do ponto de vista da lei, responda pelos seus atos, e coibir inteiramente esse vandalismo que destrói patrimônio público e privado e fere gravemente pessoas. Então, eu vou te dizer viu, Mário, eu acho que o Brasil inteiro, aí é o governo federal, mas também são os estados, manifestações como a sua pela imprensa, que nós temos de nos responsabilizar para não deixar que a democracia no Brasil se confunda com esse tipo de ação violenta e bárbara.

Jornalista: Fascista.

Presidenta: Fascista.

Jornalista: Presidenta, mudando um pouco para política, a senhora tem enfrentado alguns problemas de (incompreensível), principalmente do PMDB que tem o vice-presidente da República, Michel Temer. Em vários estados, inclusive na Bahia, tem atritos com o governo federal. Eu gostaria de saber como é que a senhora está fazendo para encarar esse tipo de situação e assegurar a governabilidade, além das alianças, para a sua reeleição.

Presidenta: Olha, eu acho que a aliança do meu partido, o PT, com o partido do vice-presidente, essa aliança entre o PT e o PMDB, é uma aliança muito importante para o governo federal. No entanto, não são só esses dois partidos que participam da aliança. Nós temos uma grande aliança partidária que sustenta o meu governo, seja do ponto de vista do parlamento, da governabilidade no parlamento, seja do ponto de vista também dando respaldo à gestão. Eu mesma aqui hoje estou com um ministro baiano, aliás, o César Borges, que é do PR. Então, vamos dizer assim, é uma aliança formada por um bloco de partidos. A minha aliança federal, ela tem um dinamismo, ela está formada com base na administração das coisas nacionais. É óbvio que os partidos no Brasil eles não são homogêneos, alguns são mais, outros são menos. Esses partidos que não são homogêneos, têm características diferenciadas regionalmente, e têm dinâmicas diferenciadas. Agora, a política nacional do meu governo ela se sobrepõe a qualquer aliança regional. O que vale é a política nacional e a política de alianças nacional. Se houver problemas que podem interferir na aliança nacional, ele vai ser tratado como uma questão nacional, mas aí você tem que me dar o fato concreto. O fato concreto é que é o que é regional tem que ser resolvido regionalmente.

Jornalista: Presidente, nos últimos anos, em momentos de crises econômicas, o governo federal incentivou, através de redução de impostos, o uso do automóvel, como uma forma de acelerar ou manter em funcionamento a nossa indústria automobilística. O resultado é esse que a gente está vivendo: o caos nas cidades: automóveis financiados em 60 meses, com preços baixos e a falta de um sistema de transporte de massa adequado, que pudesse ser uma alternativa para as pessoas deixarem os carros na cidade. Quinze dias atrás a senhora esteve aqui, participou de um evento importantíssimo – que eu acho – que depois de dez anos de construção de um metrô aí pela metade, a gente agora vai ter a possibilidade de ter o início de um sistema de transporte de massa. Em um segundo mandato da senhora, a senhora pretende, eventualmente, e no final deste ainda, que tem mais de um ano, a senhora pretende investir maciçamente no transporte de massa ou nós vamos continuar sempre incentivando a indústria automobilística?

Presidenta: Mário, sabe o que acontece? Eu acho que são duas questões, e a mais grave eu acho que é o fato de a gente não ter investido nos últimos anos nesse país – e quando eu estou falando nos últimos anos, eu estou falando assim, nos últimos 30 anos – em transporte urbano de massa. Porque investir em transporte urbano de massa é algo que é essencial quando você pensa em grandes aglomerações urbanas. Não há lugar no mundo que deixou surgir cidades acima de dois milhões de habitantes ou até de 1 milhão de habitantes, sem olhar como se combinariam o transporte sobre trilho, metrô, monotrilho, enfim, ou trem interurbano, ou aquele trem que transporta pessoas nas grandes regiões metropolitanas e o transporte rodoviário de massa. Todos os países fizeram isso. Os países que tiveram possibilidade, os países desenvolvidos. No Brasil tinha um mito que nós não tínhamos recursos, e, portanto, não devíamos investir em metrô. Então, eu acho que esse foi um grande problema e que agora nós estamos correndo atrás dele.

Paralelo a esse, eu concordo que houve no Brasil uma melhoria de renda, foi incentivada a produção de veículos e todo brasileiro quer ter um carro, toda família brasileira quer ter um transporte privado. O que nós temos de fazer? Nós temos que mostrar que o transporte privado é um transporte para momentos de lazer. E o transporte que vai transportar você da casa para o trabalho, do trabalho para casa, da casa para a escola e da escola para casa ou para outra atividade cotidiana, é transporte de massa. Então ele tem que ser de qualidade, rápido e seguro, e preços módicos. É isso que ele tem que ser. O que o governo federal fez? O governo federal viu que isso era essencial. Isso aconteceu antes de julho, nós colocamos mais de R$ 90 bilhões para fazer metrô, para fazer BRT ou VLT (veículo leve sobre trilho) ou BRT, que é o “Ligeirinho”, aquele de Curitiba que deram o nome em inglês – você vê só: nós que inventamos o BRT...

Jornalista: O Bus Rapid Transit...

Presidenta: ...e fizermos um nome em inglês. O Ariano Suassuna tem razão quando ele diz que a gente inventa e bota o nome em inglês, não tem graça nenhuma. É aquele “ligeirinho” lá de Curitiba que foi feito pela primeira vez em Curitiba pelo, se eu não me engano, pelo Lerner.

Então, o que acontece? Acontece que esse investimento, nós começamos a fazer em todas as cidades grandes e médias desse país. Agora, logo depois das manifestações de junho, nós fizemos um pacto com os governadores e os prefeitos. Esse pacto, com os governadores e prefeitos, um deles chama pacto de mobilidade urbana. E aí nós estamos reforçando investimentos nessas áreas. Aqui, como decorrência dos investimentos anteriores, hoje eu vou fazer uma inauguração que eu acho fundamental, que é a Via Expressa Baía de Todos os Santos. Nós vamos tirar o tráfego pesado aqui da Rótula do Abacaxi e de outras imediações aqui da Rótula do Abacaxi, através dessa via expressa que tem mais de quatro quilômetros, tem 14 viadutos, dois túneis e tem dez faixas, sendo que quatro segregadas para carga, e com isso a gente tira a carga de dentro aqui de Salvador, o que é impossível, porque se você bota carga dentro de uma capital, você inviabiliza o trânsito de pessoas e veículos. Então, eu vim aqui, eu acho que deve ter menos de um mês.

Jornalista: Tem duas semanas.

Presidenta: Tem duas semanas? Ótimo... Você vê que a gente vai perdendo... Tenho, e eu vou voltar. Você tem de ver, Levi, a Bahia é o quarto estado da federação, quarto, em população, em área e em importância econômica também. Então, é mais do que justo que a Presidência da República tenha essa atenção especial pela Bahia. Além disso, eu não posso deixar de reconhecer que o governador Jaques Wagner é meu amigo. Ele e a primeira-dama dona Fátima.

Jornalista: Eu soube que a senhora estava querendo levar ele para Brasília. É verdade?

Presidenta: Olha, entre a minha vontade de querer levar ele para Brasília e ele ir para Brasília, vai uma grande distância. Agora, sempre que eu puder tê-lo perto de mim, porque eu tenho grande admiração pelo governador e tenho amizade profunda, eu gostaria que ele fosse me ajudar, sempre que possível, lá em Brasília. Mas eu entendo as responsabilidades dele para com o povo baiano. O Jaques talvez seja o mais baiano de todos os baianos. E isso porque ele nasceu no Rio de Janeiro...

Jornalista: Carioca que virou baiano.

Presidenta: Mas eu acho que ele nasceu baiano. Ele nasceu errado lá no Rio de Janeiro. Eu acho que ele nasceu aqui e levaram ele para lá. Porque a alma, o problema do Jaques é que a alma dele é baiana. Ele não é de fato...

Mas, voltando àquilo que a gente estava conversando. Eu estive aqui para lançar a linha 2, para lançar a linha 2, complemento da linha 1, eu acho que as vias estruturantes que são muito importantes porque ligam a orla da Baía de Todos os Santos à orla do Atlântico, e para lançar BRT’s. Então eu tenho certeza que o meu governo está fazendo em torno de R$ 140 bilhões em investimento em mobilidade. Esse investimento é muito importante porque não é só o trânsito das pessoas, é o fato de que transporte é igual a tempo, e tempo de vida. O que você perde em um transporte é tempo de vida. Então, é devolver para as pessoas o tempo que, de uma certa forma, a cidade grande lhe tomou. O Jaques acaba de me passar um papel – o ouvinte não está vendo, mas o governador Jaques Wagner está me passando aqui um papel –  dizendo que só em Salvador, em mobilidade urbana, o investimento do governo federal é R$ 8 bilhões. E eu agradeço isso. Já que o Jaques me passou esse papel, eu vou falar sobre outro papel que me passaram, você me permita viu, Mário, que é o seguinte: eu disse que a fronteira era oito mil, é a fronteira marítima que é oito mil.  A terrestre, contando marítima, lacustre, de rio, etc, nós temos mais de 16 mil quilômetros de fronteiras. Você vê que não é fácil policiar sem inteligência...

Jornalista: É muita porta aberta...

Presidenta: É muita porta aberta. Agora, você sabe com o que você fecha? Com a inteligência, sendo capaz de: um, de monitorar; dois, de levantar de onde vêm os fluxos de droga, detectar o país e fazer todas as operações de forma coordenada. Daí a importância de articular a Polícia Federal, Rodoviária, a inteligência das polícias, a inteligência do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

Jornalista: É um desafio imenso não é, presidenta?

Presidenta: É um desafio imenso, eu não vou negar para você, Levi, é um desafio imenso.

Jornalista: O Jaques Wagner já disse para a senhora quem é o candidato dele ao governo da Bahia?

Presidenta: Não, não me disse. O Jaques é muito discreto.

Jornalista: Mas a senhora desconfia um pouquinho?

Presidenta: Não, não tenho a menor desconfiança de quem seja.

Jornalista: Todo mundo fala que é Rui Costa. Mas não falou para a senhora. Ele é muito discreto.

Presidenta: Ele é muito discreto.

Jornalista: É um prazer enorme conversar com a senhora.

Presidenta: O prazer é meu, viu Mário?

Jornalista: Volte sempre aqui e dê oportunidade ao Levi e a mim de conversar com a senhora, vai ser um prazer enorme.

Presidenta: Darei sempre a oportunidade para você e Levi falar comigo. Foi um prazer falar com você Levi...

Jornalista: O prazer é meu, presidenta.

Presidenta: E queria cumprimentar, mais uma vez, os ouvintes da Rede e da rádio Tudo e cumprimentar também os ouvintes da rádio Metrópole e te desejar um muito bom dia e te dar um abraço, Mário.

Jornalista: Muito obrigado. Obrigado, Presidente, e boa sorte.

Presidenta: O prazer foi meu.

 

Ouça a íntegra (26min39s) da entrevista da Presidenta Dilma

 

 

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