Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Entrevistas > Entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, às rádios América AM e 107 FM, de Belo Horizonte

Entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, às rádios América AM e 107 FM, de Belo Horizonte

por Portal do Planalto publicado 28/08/2013 11h51, última modificação 04/07/2014 12h48

 

Palácio da Alvorada, 28 de agosto de 2013

 

Jornalista: Alô, bom dia.

Presidenta: Bom dia!

Jornalista: Eu gostaria de saber, Presidente... inicialmente, um bom dia a todos, à senhora, a todos que nos acompanham, lembrando que eu sou a Marília Prates, aqui da rádio América, de Belo Horizonte, e também participando conosco o colega Cleber Almeida, da rádio 107 FM. É uma satisfação muito grande tê-la conosco para esta entrevista.

Presidente, eu gostaria de iniciar esta entrevista falando um pouquinho de saúde, já que, como todos sabem, os médicos cubanos estão chegando ao Brasil e as opiniões na sociedade ainda estão divididas quanto à adoção dessa medida. Entre as críticas, está o fato de que o governo brasileiro estaria, de algum modo, corroborando e aceitando o que seria uma prática do governo cubano de pagar baixos salários aos médicos.

Eu queria saber, Presidente, se isso preocupa o governo brasileiro e se o governo federal pretende rever, de alguma forma, o convênio com o governo cubano e garantir que o salário pago aos profissionais chegue efetivamente a esses médicos.

Presidenta: Bom dia, Marília Prates. Bom dia, ouvintes da rádio América AM, de Belo Horizonte, e bom dia, Cleber Almeida, da rádio 107,5 FM, também de Belo Horizonte. É um prazer também falar com os ouvintes da rádio 107,5.

Marília, é um imenso preconceito esse que algumas vezes a gente vê sendo externado contra os médicos cubanos. Primeiro, é importante dizer que os médicos estrangeiros, e aí não só os cubanos, porque tem cubano, argentino, uruguaio, espanhol, português, tem de várias nacionalidades. Esses médicos vêm ao Brasil para trabalhar onde os médicos brasileiros formados aqui não querem trabalhar. São as regiões da Amazônia, as regiões do interior do Brasil e também o interior das regiões metropolitanas, as periferias. Então o que é que acontece? Os médicos cubanos têm um estatuto próprio. Uma parte, segundo a OPAS, que é a Organização Pan-Americana de Saúde, uma parte eles recebem aqui. O salário que eles recebiam em Cuba, as famílias deles recebem em Cuba. Então, a forma de pagamento dos médicos cubanos, ela é diferente dos demais, mas, de qualquer jeito, todos os médicos estrangeiros, o que é que eles recebem ao vir trabalhar no Brasil? Uma bolsa de R$ 10 mil mais uma ajuda de custo. É óbvio que uma pessoa que vai se deslocar para a fronteira da Amazônia e no meio da selva vai receber uma ajuda de custo mais significativa, no caso seria R$ 30 mil. Se ela vai ali para o semiárido, para a região também bastante... de difícil acesso, em condições de vida mais precárias, ela vai receber uma ajuda de custo de R$ 20 mil, e os demais vão receber todo o apoio, toda a base de sustentação que o governo brasileiro e as prefeituras, eu tenho certeza, puderem dar. Agora, é um grande preconceito contra os médicos cubanos porque estão vindo médicos cubanos e médicos estrangeiros. O que não é correto é a gente supor que em algum país do mundo há um bloqueio à vinda de profissionais especializados para ajudar o país quando ele não tem médico suficiente. Para você ter uma ideia, na maioria dos países, o que nós vemos é a presença de médicos formados fora do país, trabalhando dentro do país. Nos Estados Unidos, é 25%, tem lugares no mundo, como o Canadá, que chega a 37%. Então, o Brasil tem uma taxa baixíssima. Aqui no Brasil, nós estamos abaixo de 2%. Então, veja você, o que nós fizemos com o Mais Médicos? Nós fizemos uma avaliação do país, percebemos que tinham 700 municípios, 700, para você ter uma ideia, hein? 700 municípios onde não morava nenhum médico. Então, se você tivesse uma doença e se tivesse um filho, por exemplo, como foi o caso da minha filha com asma e que geralmente a asma é uma coisa terrível, ela acontece de noite, vem de madrugada na hora que está todo mundo dormindo, fica a criança com asma, aí você tem que sair correndo com a criança porque ela está com falta de ar, e levar para o médico. O médico acompanhar, dar um broncodilatador. Então, eu te digo o seguinte: o Brasil precisava de médicos. O que o governo brasileiro fez? Tomou a providência de trazer médicos de fora, como os Estados Unidos faz. 25% dos médicos que trabalham nos Estados Unidos vêm de outros países, são formados em outros países. Aqui no Brasil, além disso, nós vamos acompanhar esses médicos. Toda uma estrutura ligada ao Ministério da Educação e ao Ministério da Saúde, às universidades públicas, às Secretarias de Saúde vai haver um acompanhamento, um monitoramento de como é que esses médicos estão atuando. Além disso, no caso do Brasil, nós fizemos um convênio com a Organização Pan-americana de Saúde e adotamos o mesmo padrão de 58 países do mundo, que são as missões que eles chamam missões humanitárias. São médicos que ficam por tempo determinado. Alguns desses médicos podem até ficar depois no Brasil se fizerem as provas que os capacitarão para ficar no Brasil permanentemente. A grande maioria vai entrar, vai ficar três anos e vai depois sair. Por quê? Porque eles fazem parte dessas missões.

Eu posso assegurar a você uma coisa: nós vamos dar – o governo federal, e eu tenho certeza, as prefeituras que pediram esses médicos – vão dar a todos os estrangeiros que vierem atuar aqui no Brasil, as condições de moradia, de alimentação e tranquilidade material para que eles atendam bem a nossa população. Tudo que pudermos fazer dentro da lei para levar os médicos para locais onde não tem médicos, nós faremos.

Presidenta: ...Marília.

Jornalista: Bem, obrigada.

Presidenta: Marília!

Jornalista: Oi, Presidente. Eu gostaria...

Presidenta: Marília, vamos continuar, querida?

Jornalista: Sim, vamos, sim.

Presidenta: Então vamos continuar, depois o Cleber entra.

Jornalista: OK. Presidente, então, dando sequência...

Presidenta: Está bom?

Jornalista: ...eu gostaria de saber a avaliação que o governo federal faz em relação à estabilidade do crescimento da economia que, de acordo com a avaliação do governo tem sido positiva, mas o que a gente tem visto também é que mesmo o Banco Central atuando no mercado, a desvalorização do real frente ao dólar está permanecendo. Isso é um quadro que preocupa a senhora? Qual seria hoje a relação ideal entre as cotações do dólar e do real?

Presidenta: Marília, deixa eu te falar uma coisa. Essa questão das alterações no dólar e que se chama de volatilidade do dólar, o fato de ele estar num processo, no caso internacionalmente num processo de valorização, não se deve à economia brasileira, não tem nada a ver com a economia brasileira. Tem a ver com o fato de que o Banco Central americano, que se chama Federal Reserve, resolveu mudar a política dele. Eles vinham com uma política expansionista. Eles colocaram, Marília, para você ter uma ideia, eles colocaram quase 12 a 13 trilhões de dólares no mercado. Aí o que é que eles fizeram? Além de colocar essa quantidade no mercado... chamava a política... chama ainda, né, porque ela não acabou... quantitative easing, ou seja, relaxamento quantitativo. Simplesmente isso: emissão de moeda e colocação de moeda no mercado. O que é que aconteceu, Marília? Eles, agora, resolveram que é hora de eles mudarem essa política, e eles tinham o hábito de, todo mês, comprar 85 bilhões em títulos e disseram para o mercado: “Olha, nós não vamos comprar mais esses 85 bilhões de títulos, nós vamos começar a reduzir”. Ainda não reduziram, não. Falaram que vão começar a reduzir, e tudo indica que seria em setembro. Só isso provocou, em todo o mundo – não é no Brasil –, provocou em todos os países emergentes e também em alguns desenvolvidos uma violenta desvalorização cambial. Por quê? Porque o título do Tesouro americano, que é considerado a aplicação mais segura do mundo, ele começou a ter um aumento dos juros, ele começou a ficar atraente. Então as pessoas começaram a apostar: “Como ele ia se valorizar, eu vou tirar meu dinheiro daqui e vou botar meu dinheiro lá no título do Tesouro americano”. Então o que aconteceu foi isso, um processo que está em curso ainda, que não acabou. Isso não impacta a economia brasileira como impacta outras economias. Eu vou te explicar por que. É óbvio que algum impacto tem, mas não impacta da mesma forma. Por quê? Primeiro, nós temos as nossas reservas em dólar. Nós somos um dos países... nós estamos entre, seguramente, entre os cinco países, seis países com o maior volume de reserva do mundo. O que é isso? É como se a gente tivesse um colchão. Entende, aquela história da gente guardar dinheiro no colchão? O Brasil não guarda no colchão, mas ele tem US$ 378, 372 bilhões de reserva. Então, nós temos, o que se chama, bala na agulha para encarar esses processos que ocorrem internacionalmente, que independem das decisões de política econômica. Eles são frutos dessa globalização financeira que impera no mundo.

Então, eu te digo por aí o seguinte: nossa política é do dólar flexível. Nós não temos um dólar alvo, nós funcionamos... Por que ela é flexível? Você não fica defendendo uma posição dura, ali defendendo a posição, não. Nós deixamos o dólar flutuar. O que nós fizemos? Nós entramos no mercado para atenuar essas flutuações, para não deixar que elas sejam abruptas, para não deixar que elas criem qualquer processo de pânico, enfim, a gente atua de forma a suavizar essas oscilações. Então, eu te digo o seguinte, uma pergunta sua: nós não temos meta alvo de dólar, não temos. E se você perguntar para alguém, se tem, se alguém responder que tem, você desconfia. Porque ninguém tem condição de ter isso.

Então, Marília, eu vou continuar respondendo o resto da pergunta. No que se refere ao crescimento da economia, nós, diante deste quadro internacional que está aqui, para você ter uma ideia, os Estados Unidos neste ano vão crescer 1,7%, a Europa ainda está em recessão, alguns países melhoraram a posição. Você tem quadro internacional nas economias de muito baixo crescimento ou, inclusive, de recessão. A própria China está passando por um período assim. Nós estamos numa situação de manter o crescimento. Nós queremos que o crescimento se mantenha. E algumas conquistas que nós tivemos, também. Exemplo, vou te dar um exemplo: o exemplo que eu te dou é o exemplo da inflação. A inflação já esteve num processo mais agressivo. Por quê? Porque nós tivemos um impacto até da quebra da safra americana que ocorreu no ano passado e ela se prolongou esse efeito até o início desse ano. Tivemos problemas, também, com alimentação e seca. Mas o quesito alimentação na inflação caiu, caiu de forma bastante significativa em julho, nós sabemos que a inflação no Brasil, ela é cíclica, ela é muito baixa nos meses... nesses meses do ano: julho, agosto, setembro. Ela tem seis meses de tendência baixo e seis meses de tendência alta, mais ou menos. Estou dizendo isso mais ou menos.

Para você ter uma ideia a cesta básica em julho caiu nas 18 cidades. Teve queda de até 7%, bastante significativa, e aí em Belo Horizonte houve uma queda também muito expressiva, em torno de 4%. Além disso, Marília, no que se refere ao nosso mercado de trabalho. Aliás, eu estive ontem aí para uma cerimônia muito comovente. Onde nós estávamos, tinham comparecido 2.600 alunos do Pronatec, que é aquele programa de formação profissional, porque é importante capacitar a nossa força de trabalho para que essa demanda, essa pressão de demanda das empresas, tanto industriais como de serviço, por trabalho mais qualificado seja atendida. Então, a formatura dos 2.600 estudantes foi muito boa. Por que é que eu digo isso? O nosso mercado de trabalho, ele também tem uma situação muito boa em relação ao que ocorre no resto do mundo. Nós estamos com uma taxa de desemprego de 5,6% em julho. Nós temos um dos maiores estoques de mão de obra empregada de toda a história do Brasil, em torno de mais de 40 milhões de brasileiros com carteira assinada. Isso significa, Marília, cada vez mais para as pessoas encontrarem um trabalho, elas vão precisar de formação profissional. Por isso é que eu te digo que essa cerimônia aí é muito importante. Formar, em parceria com o Senai, 1.300 e, com o Senac, mais 1.300, totalizando 2.600 trabalhadores, é muito importante. E queria dizer uma coisa. Minas está de parabéns porque aí é que tem o maior número de formandos no Pronatec, em torno de mais de 200 milhões... ah não, desculpa, 200 mil. Eu estou falando em milhões, tem hora que a gente sai de milhões e aí se confunde. Mas, em torno de 200 mil mineiros já se formaram pelo Pronatec, e essa parceria é muito boa porque o Senai, todo mundo sabe, o Senac, dão cursos de formação técnica, de formação profissional de qualidade. Então é isso. Além disso, nós temos uma situação fiscal muito boa, viu, Marisa? Marília, desculpa. Ô Marília, nós temos uma situação... do ponto de vista, por exemplo, da dívida do governo, nós temos uma dívida líquida das mais baixas: 34% do PIB, 34,5% do PIB. Além disso, neste segundo semestre nós vamos ter vários processos de contenção que vão atrair muitos investimentos em rodovias, em ferrovias, em portos, aeroportos, e vamos ter uma das maiores licitações de petróleo, não é do Brasil, não, é do mundo, que é o Campo de Libra, que nós vamos licitar por volta do final de outubro. Então, tudo isso cria um ambiente muito mais positivo para a economia brasileira.

Jornalista: Bom dia! Cleber Almeida, da rádio 107 FM, de Belo Horizonte. Bom dia a Marília Prates, bom dia a todos os ouvintes.

Presidente Dilma, a nossa pergunta agora se refere à duplicação da BR-381. Nós sabemos que Minas detém a maior malha viária federal do país e há anos espera para reduzir o número de mortes, não só dos mineiros, mas de todos os brasileiros, com a duplicação da BR-381. Estudos mostram que a duplicação pode reduzir em até 60% o número de mortes na via, bem como no Anel Rodoviário. Algumas das empresas envolvidas na licitação estão recorrendo de algumas decisões.

Eu gostaria de perguntar a Vossa Excelência como está sendo o processo e as novidades que o governo federal tem para Minas quanto à ampliação do trem metropolitano no que diz respeito às negociações entre a CBTU e o Metrominas.

Presidenta: Olha, nós fizemos, nós consideramos que é prioritária a questão da BR-381. Por isso, no dia 14 de agosto, agora, o DNIT realizou uma sessão pública para divulgar o resultado da licitação dos 11 lotes, justamente dessa obra da BR-381. Para 3 lotes, essa licitação já se encerrou porque houve ganhador e os preços estavam dentro das normas previstas pelo TCU e pelo DNIT. Em um lote houve negociação para reduzir o preço. Ontem, aliás, ocorreu a sessão de julgamento. Como não houve recurso, nós teremos, acreditamos, essa semana ainda, o vencedor desse lote. Então quatro lotes estão prontos. Três lotes estão com o preço dentro do valor de referência. As empresas que perderam, entraram com recurso. Elas que entraram com recurso. Os lotes... esses três lotes, o preço deles estava dentro do valor. É óbvio, a lei obriga que a gente obriga que a gente trate esses recursos, responda, e assim que respondermos, os contratos desses três lotes serão assinados. Em relação a outros quatro lotes, nós vamos ter de refazer a licitação porque os preços estão muito acima do que é possível o DNIT aceitar, caso contrário, ele é punido pelos órgãos de fiscalização. Nós vamos fazer um lote, que é a Variante Santa Bárbara, de forma específica porque ela é muito importante. Ela é muito importante por tudo: pelo tráfego, ela é importante também pelos acidentes que ocorrem lá. Então nós iremos concluir o anteprojeto, e imediatamente lançar a licitação desse lote de Santa Bárbara. Na verdade, nós temos tido uma relação muito clara com o governo de Minas. Tem algumas obras que nós fazemos e, para acelerar, nós passamos outras obras para o governo de Minas, de forma que nós, em parceria, atuamos conjuntamente: umas nós fazemos, outras são feitas, como é o caso do Anel Rodoviário, são feitas em parceria: trechos pelo governo de Minas e trechos pelo governo federal.

Jornalista: Presidente Dilma, a nossa pergunta agora é com relação à Copa do Mundo. A pouco menos de um ano nós teremos o evento aqui no Brasil e a gente sabe que o futebol mineiro detêm hoje o título da Libertadores da América, com o Atlético Mineiro, e sabemos a importância do Mineirão para o futebol nacional e internacional, dos compromissos que Belo Horizonte estará sediando importantes jogos da Copa do Mundo de 2014. Eu gostaria que vossa excelência deixasse uma mensagem a todo o torcedor mineiro.

Presidenta: Olha, primeiro eu queria dar os parabéns para o Atlético porque ganhou... conquistou a Taça dos Libertadores. Eu não sei viu, Cleber, qual é o seu time, mas o meu, aí em Minas Gerais, sempre foi o Atlético, e só porque eu virei Presidente eu não vou fingir que não é. Então eu queria primeiro dar os parabéns para os atleticanos pela conquista da Taça Libertadores, depois eu quero te dizer que eu participei com o governador e o prefeito – o governador Anastásia e o prefeito Márcio Lacerda – da inauguração do novo Mineirão. E quero dizer que acredito que o novo Mineirão vai permitir que Minas viva todos os momentos do seu futebol, da força do seu futebol, com todos os seus clubes: com o Cruzeiro, com o Atlético, com o América, com todos os seus clubes mineiro fortes, que viva um período de grandes espetáculos. Segundo, o que eu quero dizer que eu acredito que a Copa trará para Minas também, muito turistas. A Copa permitirá que as belezas de Minas Gerais surjam e apareçam e sejam desfrutados por turistas nacionais e estrangeiros. Aliás, uma coisa boa de dizer, é que nós estamos investindo em Minas Gerais, no PAC Cidades históricas, R$ 250 milhões. E o PAC Cidades Históricas é muito importante para Minas, porque recupera o patrimônio público, um dos patrimônios públicos mais bonitos no nosso país, né? E, ao mesmo tempo, coloca esse patrimônio  para usufruto da sociedade. São R$ 257 milhões em oito cidades e 93 obras tá, Cleber.

Mas, continuando, especificamente sobre a Copa. Além disso, aí em Minas, vão ocorrer investimentos, que vão beneficiar muitos mineiros, que estão indiretamente ligados à Copa, que são o legado, e que consistem em modernização tanto no que se refere ao tráfego quanto em estrutura como o aeroporto. R$ 518 milhões estão sendo investidos na reforma, modernização e ampliação do aeroporto de Confins que terá sua concessão licitada em outubro. Além disso, nós já estamos investindo R$ 1,4 bilhão em obras de mobilidade urbana em Belo Horizonte. Serão 45 quilômetros de corredores de ônibus. Esses corredores de ônibus serão basicamente três VLTs. Tem faixas, sabe, Cleber, faixas exclusivas. Tem terminais e tem estações também de transferência. Tudo isso vai melhorar bastante a vida das pessoas e deixar, depois que a Copa se for, um legado para todos nós. Além disso, o metrô, que não é diretamente uma obra da Copa, mas ele está ligado a ela, nós estamos em discussão com o governo do estado e com a prefeitura para aumentar os valores que nós repassamos para o metrô. Até agora, nós estamos repassando R$ 1 bilhão do orçamento da própria União, ou seja, tiramos R$ 1 bilhão do orçamento e colocamos aí no metrô, e colocamos também à disposição do governo do estado 750 milhões de financiamento. Nós vamos aumentar esse investimento. O governo mineiro pediu mais R$ 2 bilhões e nós estamos em fase final de estudo porque estamos só resolvendo quais são as parcelas que serão liberadas e como, mas essa será também uma obra muito importante para Belo Horizonte.

Jornalista: Excelentíssima senhora presidente Dilma Rousseff, os ouvintes da diretoria e toda a equipe da rádio 107 FM, a rádio do povo de Deus, a número um em fidelidade, e os ouvintes também da diretoria e de toda a equipe da nossa coirmã, rádio América, de Belo Horizonte, agradecem sensibilizados a entrevista exclusiva de Vossa Excelência, e aproveitam a oportunidade para desejar um bom dia e que Deus continue abençoando Vossa Excelência e vossa preciosa equipe, em nome de Jesus.

Presidenta: Olha, eu queria agradecer bastante ao Cleber esta oportunidade, e a toda rádio 107,5 FM e também agradecer aos ouvintes que ficaram conosco até agora. Queria também agradecer a Marília Prates, à rádio América AM e aos ouvintes também da rádio América que também nos acompanharam, de forma tão gentil, até agora. Um abraço a todos vocês.

Eu quero dizer para vocês, ontem, eu estive aí em Belo Horizonte e nós entregamos, ali na Praça o antigo prédio da Secretaria de Segurança Pública, da Secretaria de... que era primeiro Secretaria do Interior, depois Secretaria de Segurança Pública, nós entregamos, ali na Praça da Liberdade, para os belo-horizontinos. Eu disse, naquela ocasião, que aquele prédio era uma declaração de amor à cidade de Belo Horizonte. Pode ir lá olhar porque é. Tem uma excepcional exposição, que é sobre mulheres, chama “Elas”. Está em francês ou em inglês, não dá para saber se é em francês ou em inglês. Não, porque a exposição é do George Pompidou, ou seja, do Complexo George Pompidou, na França, em parceria aqui com a Secretaria de Cultura, aí, de Belo Horizonte e o pessoal do Banco do Brasil. Mas vocês estão de parabéns. É uma das... dos patrimônios mais bonitos que o Brasil tem. Minas recebeu, ontem, um grande presente e eu acho que os mineiros têm de usufruir dele. É muito bonito! Um abraço para vocês.

 

Ouça a íntegra (26min51s) da entrevista da Presidenta Dilma

 

 

registrado em: ,
Assunto(s): Governo federal