Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Entrevistas > Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após visita à escola Vasil Aprilov - Gabrovo/Bulgária

Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após visita à escola Vasil Aprilov - Gabrovo/Bulgária

por Portal do Planalto publicado 06/10/2011 21h54, última modificação 04/07/2014 11h40
Presidenta Dilma Rousseff comentou a emoção de conhecer a Bulgária e de ser recepcionada calorosamente pela população de Gabrovo.

Gabrovo-Bulgária, 06 de outubro de 2011


Presidenta: ...agora, neste exato instante.

Jornalista: A senhora engasgou ali no discurso, não é?

Presidenta: Engasguei, parei de falar, não conseguia formular... porque é uma coisa impressionante, não é? Você estar no lugar que seu pai estudou.

Jornalista: (inaudível)

Presidenta: Achei a cidade muito bonita e achei o pessoal muito parecido com os brasileiros; impressionantemente parecido com os brasileiros na afetividade, no jeito de se aproximar... eu não entendo tudo o que falam, como vocês podem saber, mas as expressões afetivas são universais.

Jornalista: O que é que muda na Dilma depois dessa visita?

Presidenta: Eu te diria o seguinte: o que aprofunda na Dilma eu acho que é essa consciência de que o Brasil é um país fantástico, porque você veja: um homem sai daqui há 80 anos atrás, imigrante, num mundo cheio de xenofobia. Isso não é usual. E um país que é multiétnico, multicultural, que tem europeus, índios, negros, tem asiáticos também – japoneses, chineses – enfim, pessoas... Ah, libaneses. Pessoas de todas as origens e que se integrou, que se formou, que tem seus problemas, sim, não é aquela absoluta perfeição, mas é um país onde é possível que uma pessoa, filha de um imigrante de primeira geração, se eleja Presidenta da República.

Então esse país, de fato, é um país que tem, dentro assim da sua generosidade, compromisso com a democracia, muito compromisso também com uma relação de olhar o mundo e olhar os homens e as mulheres como iguais. Talvez poucos países tenham isso. Poucos países.

Jornalista: (incompreensível) essa lição que o Brasil deixa para essas pessoas aqui, Presidente, depois desse “banho de Brasil” que eles tiveram nos últimos dias...

Presidenta: Sabe por que? Porque eu sou a “Presidenta búlgara do Brasil”. Agora, na verdade, você veja, eu falo duas palavras: falo baglosariá e falo agora uma que eu esqueci. Mas aprendi... (risos)... a hora que eu ficar menos emocionada eu lembro. Bom esse país é o país do fato que, nesse aspecto, é o país do futuro. Não no aspecto anterior, que falava sempre que o Brasil, um dia, ia ser grande. Hoje o país é um país grande, é um país generoso, mas ele é um país do futuro no sentido de que ele dá uma mensagem de solidariedade humana e de integração de todas as origens étnicas e nós, mulheres, porque, além disso, além de ser “Presidenta búlgara”, como eles chamam, é a primeira mulher presidenta de um país com essa dimensão; e você lembre sempre: nós somos 190 milhões de habitantes.

Jornalista: Hoje a senhora se sente um pouco (incompreensível)...

Presidenta: Tchau. Eu gosto muito de vocês. (incompreensível)

Ouça a íntegra da entrevista (03min17s) da Presidenta Dilma