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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de Lançamento do Programa Bem Mais Simples Brasil e do Sistema Nacional de Baixa Integrada de Empresas - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 26/02/2015 14h35, última modificação 26/02/2015 14h41

Brasília/DF, 26 de fevereiro de 2015

 Presidenta: Eu acredito que esse programa é um dos mais importantes do governo. Ele começa nesse dia de hoje transformando a abertura e o fechamento de empresas num compromisso do governo, no qual nós queremos que isso ocorra da forma mais rápida e ágil possível. Hoje nós resolvemos a questão, uma questão que é importante que era a questão do fechamento das empresas. Dizia-se que era difícil abrir uma empresa no Brasil e impossível fechar. Com isso hoje nós rompemos com essa que era uma realidade no Brasil.

 Jornalista: Qual o benefício, presidente?

 Presidenta: O benefício é para todos os brasileiros, você pode querer ter seu próprio negócio, saber que você vai fechá-lo e vai abri-lo quando for do seu interesse. Fechar uma empresa é importante porque elimina todas aquelas condições que impedem que ele, por um motivo qualquer, posteriormente reabra uma empresa e faça outra empresa. Cria só obstáculos para pessoa, para o empresário e para o indivíduo. Ao mesmo tempo, nós nos comprometemos até junho, de reduzir o prazo de cinco dias a abertura de empresas. É bom lembrar que todos os órgãos internacionais, OCDE, o próprio Fundo Monetário, quando você mede a capacidade e a relação positiva que um país tem com a atividade econômica, um dos elementos fundamentais é o tempo para abrir uma empresa. Então, em junho nós estaremos fazendo isso em média em cinco dias. O fechamento hoje vai se dar a partir de agora na hora; se fecha a empresa e em alguns casos, se tiver algum outro tipo de problema, ele vai ser chamado, mas isso não é para todos.

 Jornalistas: incompreensível.

 Presidenta: Eu quero dizer o seguinte: nós estamos num processo no qual nós temos medidas que tem um sentido de construção de uma nova capacidade de empreender no Brasil, é isso que nós queremos. Hoje o que está no nosso, vamos dizer assim, no nosso mapa com essa medida é construir um Brasil no qual a atividade de criar uma empresa seja algo que se facilite. E a relação com o cidadão e o empresário. Qual é a relação com o cidadão e o empresário? Hoje - e isso interessa a todos nós, a cada um de nós e a todos que estão nos ouvindo e vendo - hoje o cidadão é visto como sendo várias pessoas, ele presta contas em cada um dos órgãos do governo, cada um dos órgãos do governo. Então ele não é visto como uma pessoa só, ele é visto como várias pessoas. Nós queremos a relação um por um. O cidadão vai dar uma informação e é responsabilidade do governo receber. É esse o objetivo. Eu não tô dizendo que nós vamos fazer isso hoje, estou dizendo que esse é o nosso objetivo. Começamos hoje com essa questão de fechar as empresas na hora. A segunda coisa é considerar que o cidadão, em princípio, o nosso cidadão é trabalhador, persistente, honesto e não desiste, e, portanto, vai ser essa a forma pela qual nós nos relacionaremos com o cidadão.

 Jornalista: Sobre a greve...

 Presidenta: O governo está fazendo, como vocês viram e aí eu vou me encerrar, o governo está fazendo, como vocês viram, todo um esforço na questão da resolução da greve. Nós apresentamos, junto com várias lideranças e empresários que foram consultados e avaliados, um conjunto de propostas. Esse conjunto de propostas foi divulgado pelos órgãos de comunicação e a gente tem visto que elas têm tido uma recepção. Aguardamos e os ministros responsáveis estão todos em atividade, trabalhando essas propostas, que eu não vou dizer quais são aqui porque eu tenho absoluta certeza que vocês as conhecem.

Um beijo para cada um.


Ouça a íntegra da entrevida da Presidenta Dilma (4min54s).