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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de inauguração do Projeto Expansão Malha Norte – conclusão da Ferronorte e início da operação do Complexo Intermodal de Rondonópolis

por Portal do Planalto publicado 19/09/2013 17h55, última modificação 04/07/2014 12h48

Jornalista: Como dar mais celeridade a essas obras que estão iniciando, porque os produtores já estão produzindo o que deveria ser produzido a partir de 2002.

 

Presidenta: Posso falar uma coisa? É um esforço conjunto, nunca é só um lado ou só outro. Eu estou ter falando porque eu tenho aqui, nessa obra, um grande orgulho dela, sabe por quê? Porque eu estou batalhando essa obra quando eu era ministra ainda, eu comecei a batalhar, em 2007. É preciso que haja essa integração entre o governo, a iniciativa privada, mas que os órgãos de fiscalização também participem desse esforço para viabilizar a obra.

A gente tem de colocar como o objetivo nosso: vamos garantir maior eficiência, maior qualidade e maior celeridade nas obras. Pode ser mais rápido sem perder a qualidade, pode, é possível, no Brasil, fazer isso. O que eu acho que a gente não pode é fazer pedidos que não fecham. O que é um pedido que não fecha? É impossível querer três coisas simultâneas, quando elas são contraditórias. Eu não posso querer a mais... muito valorizada, muito alta taxa de retorno e uma tarifa muito baixa. Tem estados que se recusam a pagar tarifa de pedágio. É impossível fazer concessão sem tarifa de pedágio.

Também eu não posso fazer uma concessão e levar 10 anos para fazer a obra para a qual a concessão foi destinada. Por quê? Porque, aí qual é o meu objetivo? Porque o meu objetivo, ao fazer uma concessão, é viabilizar uma obra. Quanto mais rápido esse complexo industrial intermodal ficar pronto, melhor é para o país. A mesma coisa acontece com qualquer rodovia, qualquer hidrelétrica. Quanto mais rápido aquelas coisas que são necessárias ficarem prontas, melhor é.

Então, eu tenho de compatibilizar rapidez com taxa de retorno, taxa de retorno significativa, para poder viabilizar a obra, porque também se não tiver uma atrativa não vai ter ninguém que se interesse. E ao mesmo tempo temos de ter uma tarifa compatível. As coisas são assim.

Veja essa licitação da 050. Hoje eu estava lendo, de manhã, o jornal e vi uma observação que me surpreendeu: que a empresa era uma empresa aventureira, que ganhou porque era aventureira, dando deságio de 42. Vocês sabem qual foi o deságio da segunda? Foi 38, se não me engano, ou 37. Mas não interessa, vamos supor que seja 36, da terceira e da quarta também.

Então, você tem, hoje, um deságio das quatro empresas bastante significativo. O que significa um deságio? Nós entramos com um pedágio de R$ 7,70 e devemos sair com um pedágio de R$ 4,70, estou fazendo a conta assim. Não é... Não... O senhor, por favor, não vai dizer o seguinte: a presidenta errou a conta do pedágio. Estou brincando.

 

Jornalista: Presidenta, está tudo parado, a Transnordestina, a Ferronorte...

 

Presidenta: Não está parado a Transnordestina não senhor, não está parado.

 

Jornalista: E o caso da 262 (...)

 

Presidenta: A transposição, pelo contrário, em outubro terá o maior número de operários nos canteiros. Eu vou dizer uma coisa para vocês: acho que tem, eu não vou dizer que nós somos absolutamente perfeitos e que está tudo andando, mas acho que tem um pessimismo adversativo. Outro dia eu vi uma manchete que era assim: “A inflação está caindo, mas não parece”. Acho estranho.

Ouça a íntegra da entrevista (04min13) da presidenta Dilma

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Assunto(s): Governo federal