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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de assinatura de atos com o Primeiro-Ministro da República Popular da China, Li Keqiang - Palácio do Planalto

por Portal Planalto publicado 19/05/2015 16h21, última modificação 19/05/2015 16h21

Palácio do Planalto, 19 de maio de 2015

 

 

Presidenta: (...) Todas as reuniões deram a sua contribuição, mas eu acredito que essa última reunião entre o primeiro-ministro Li Keqiang e a Presidência do Brasil, a mim, ela trouxe uma série de características novas, primeiro: uma ênfase muito grande em infraestrutura, investimento em ferrovia, essa ferrovia que se chama ou Transcontinental ou Bioceânica, ela é uma ferrovia estratégica para o Brasil. Ela liga o Atlântico ao Pacífico. Outra questão que é muito importante é esse Fundo feito entre o maior banco chinês que é o ICBC que a tradução é Banco Industrial e de Comércio da China com a Caixa Econômica com um fundo de 50 bilhões [US$], é muito importante esse fundo; e também o fundo feito do governo chinês - esse que foi lançado agora -, do governo chinês com o governo brasileiro, um fundo bilateral de investimento que vai alavancar muito mais investimento, que a parte chinesa oferece colocar US$ 30 bilhões e nós vamos colocar uma outra quantia, não precisa de ser a mesma quantia. Nós estamos avaliando quanto. Ela será muito importante porque terá um potencial de alavancar investimentos muito grande. Eles têm interesses, e nós conversamos sobre investimento nas áreas de estaleiro, de refinarias. Eles estão interessados também na licitação que nós vamos fazer do remanescente da faixa de 4G para (incompreensível), enfim, tem todo interesse em novos projetos. E nos antigos, ou melhor dizendo, não é bem nos antigos, nos projetos que são características nossas, das nossas relações, por exemplo, o da carne. O da carne nós estabelecemos esses oito frigoríficos, eles se comprometeram a ter uma atitude muito mais rápida, muito mais efetiva, na medida que nós sabemos que a nossa carne é de qualidade, que nós controlamos a qualidade, em liberação de mais frigoríficos. Estão, gente, na fila, mais nove e tem ainda outros frigoríficos que nós vamos liberar de forma, assim, bem acelerada. O que é importante? Foi assinado esse Acordo Sanitário. A partir desse Acordo Sanitário cria-se uma nova forma de relacionamento, nesta questão, entre o governo chinês, entre as autoridades chinesas e as autoridades sanitárias brasileiras e o Ministério da Agricultura. Muito obrigada, gente, eu tenho de ir.

 

Jornalista: (incompreensível)

 

Presidenta: Eu vou dar uma resposta porque me interessa. Nós faremos o contingenciamento necessário. Ele é um contingenciamento que tem de expressar a situação fiscal que o país vive. Então será um contingenciamento necessário. Vocês podem ter certeza que nem é excessivo, porque não tem por quê, e nem é flexível demais, no sentido… Nem frágil demais, que não seja aquele necessário para garantir que as contas públicas entrem nos eixos. Obrigada.

 

Ouça a íntegra(04min11s) da entrevista concedida pela Presidenta Dilma