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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de assinatura de atos - Abuja/Nigéria

por Portal do Planalto publicado 23/02/2013 13h54, última modificação 04/07/2014 12h39

Abuja-Nigéria, 23 de fevereiro de 2013

 

Jornalista: (inaudível)

Presidenta: Falei com o ministro das Relações Exteriores [da Venezuela, Elias] Jaua, ele disse que ele [Hugo Chávez] estava muito bem, que ele teve uma piora na questão da respiração. Ele estava inclusive com dificuldade de respirar, mas me disse que estava tudo sob controle. Não me deu assim um quadro muito preocupante.

Jornalista: Presidenta, qual é o balanço que a senhora faz dessa viagem à África e à Nigéria.

Presidenta: Olha, eu acredito que foi uma viagem bastante importante, estratégica mesmo. Lá em Malabo, nós tivemos com 57 países - 57 países africanos que estavam presentes ao evento. E, o que é importante - a maioria estava presente a nível de presidente, ou quando era o caso, primeiro-ministro, até o rei - mas, o que é importante é que ficou muito claro um interesse muito grande pelo Brasil, pela presença do Brasil aqui na África, pela capacidade do Brasil criar e estreitar laços e vínculos.

Jornalista: São muitos os pedidos? Quais são...

Presidenta: São muitos pedidos. Eles se centram muito na questão da Embrapa, da cooperação agrícola, da cooperação em antirretrovirais, da cooperação em área de infra-estrutura. Muitos querem a presença das nossas grandes empresas de construção, de rodovias, ferrovias, portos, enfim. E há uma questão que eu acho muito importante: o que que é a cooperação Sul-Sul? Cooperação Sul-Sul é o fato de que nós cooperamos em base de mutualidade. Nós não nos achamos superior a ninguém. Até porque, temos e compartilhamos algumas condições muito semelhantes. Então, cooperação Sul-Sul significa que nós temos de respeitar a outra parte. Não temos de impor nenhuma outra condicionalidade depois que se faz a parceria.

Isso significa que o Brasil é olhado de uma forma amigável. Nós não somos vistos como um país que chega, impõe, acha que é dono... que acha que impõe, que é dono da razão, de nariz em pé. Eu acho que essa é uma questão.

Jornalista: A senhora não acha que o Brasil as vezes é recebido como uma espécie de primo rico, presidente? Onde se espera tanto financiamento...

Presidenta: ..não

Jornalista: ... é o primo rico da África?

Presidenta: Não, queridas. Sabe por quê? Porque... eu digo... é uma visão assim... eles têm dinheiro. Esse país produz petróleo numa quantidade inequívoca. Então, eles não estão atrás, só, de a gente fornecer de uma relação, assim, de dependência financeira. Eles estão atrás de uma coisa que nós também estamos. Nós queremos uma parceria em igualdade de condição, uma parceria que leve ao desenvolvimento e a melhoria de vida. Tem alguma coisa que nós podemos dar e, é claro, além de todas que eu falei na área de energia, do etanol. Sabe qual é? Tecnologia social. Nós sabemos como se tira a sua população da pobreza extrema. Nisso, o Brasil é imbatível. E isso eles querem, todos querem.

Jornalista: Presidenta, a senhora falou muito...

Presidenta: ... não dá, eu tenho de ir ...

 

Ouça a íntegra da entrevista (03min30s) da Presidenta Dilma

 

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Assunto(s): Governo federal