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Entrevista coletiva concedida pela presidenta da República, Dilma Rousseff, após cerimônia de anúncio de Medidas de Modernização do Futebol - Brasília/DF

por Portal Planalto publicado 19/03/2015 17h00, última modificação 23/04/2015 17h51

Palácio do Planalto, 19 de março de 2015

 

 

Presidenta: Bom dia, calma gente! Três perguntinhas porque eu tenho que ir para Goiânia.

 

Jornalista: Incompreensível

 

Presidenta: O MEC não é dado para ninguém. O MEC é um ministério dos mais importantes do país, porque eu tenho o compromisso de construir um caminho para a educação brasileira dando mais passos do que nós já fizemos. Nós, nos últimos tempos, conseguimos melhorar as universidades brasileiras, expandi-las e interiorizá-las. Criamos os Institutos Federais e Tecnológicos de Educação por todo o Brasil. Fizemos oito milhões no Pronatec, Prouni, Fies, fizemos Ciência sem Fronteiras e também trabalhamos muito no sentido da educação básica. Mas não basta, não basta, sabe por quê não basta? Porque nós temos que dar um salto de qualidade. Então, uma das grandes questões dos meus próximos quatro anos de governo vai ser construir as novas bases pra um salto na educação. Passa, por exemplo, só para dar um exemplo, nós temos milhares e milhares de professores nas três esferas de governo: federal, estadual e municipal. Professores e alunos. Então, só tem um jeito de você ter um programa consistente de educação: através da cooperação federativa. E aí, nós vamos começar nessa cooperação federativa dando muita força  - eu só vou dar esse exemplo senão eu só respondo isso - dando muita força às diretoras. Nós temos de garantir que os professores sejam bem formados, tenham estrutura, tenham oportunidades, que eles tenham uma carreira sustentável, entre outras coisas, portanto, eu vou escolher a pessoa boa para educação e não a pessoa desse, daquele ou de outro partido.

 

Jornalista:(Incompreensível)

 

Presidenta: Ô gente, vocês estão criando uma reforma no ministério que não existe. São alterações pontuais. Não, eu estou fazendo uma alteração pontual, Ministério da Educação. Eu não tenho - estou dizendo a vocês - não tenho perspectiva de alterar nada nem ninguém, mas as circunstâncias, às vezes, obrigam você a alterar, como foi o caso da Educação. Não tem reforma ministerial, vocês podem pautar isso. Vou falar para você, Tânia, que eu te devo um almoço, vou falar para vocês. Olha só, não adianta vocês botarem que tem reforma ministerial: não tem reforma ministerial, não vou fazer. Reforma ministerial é uma panacéia, ou seja, não resolve os problemas. O que resolve os problemas, nós estamos colocando em prática, é tomar essas medidas, por exemplo, nós estamos dando uma grande contribuição hoje, com a participação e o diálogo com todos, não é só o governo federal, aí uma prova de diálogo, e diálogo como eu disse para vocês, precisa dessa capacidade de escutar todos os lados. Hoje, antes de viajar eu vou construir, já está construído, nós vamos acertar a questão da lei do Supersimples, o fim do abismo fiscal para a próxima semana, porque ela está pronta, nós vamos dar os últimos ajustes. Então, é assim que se age, o Brasil hoje tem todas as condições, todas as condições para superar esse momento de dificuldades e construir um caminho sustentável. A vantagem. Além disso, é que ao mesmo tempo que a gente constrói esse caminho, para superar as dificuldades que são conjunturais, nós temos de construir também mais medidas, mais alterações, e mais melhorias e mais programas sociais.

 

Jornalista: (Incompreensível)

 

Presidenta: Eu já respondi, eu considero que já respondi. Passo. Passo nessa porque já considero ter respondido. Mais uma.

 

Jornalista: (Incompreensível)

 

Presidenta: O mais rápido possível. Muito obrigada.

 

Jornalista: Incompreensível

 

Presidenta: Não é oficial, não foi discutido dentro do governo. Eu vou te dizer, não foi discutido dentro do governo. Eu faço, dentro do governo, um processo de construção. Esse, por exemplo, que eu acabei de lançar, esse programa que eu acredito que de fato é um programa de recuperação do futebol brasileiro, garantindo gestão empresarial, profissionalização, transparência, melhorando as condições nas quais hoje um jovem brasileiro ou uma jovem podem virar atletas de primeiro nível, em vez de a gente exportá-los, a gente vai exportar o espetáculo, ou seja, o valor agregado e não o jogador individual, que é a política realizada pelos clubes europeus. A UEFA faz essa política, e nós vamos fazer essa política.

 

Jornalista: Incompreensível

 

Presidenta: Meu querido, eu estou te dizendo, não foi discutido dentro do governo, não é um texto oficial do governo, o governo não o reconhece. Muito obrigada.

 

Ouça a íntegra (06min42s) da entrevista da Presidenta Dilma Rousseff.