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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após a cerimônia de entrega de 480 unidades habitacionais do Conjunto Habitacional Via Mangue – Residencial II - Recife/PE

por Portal do Planalto publicado 28/02/2012 13h44, última modificação 04/07/2014 12h37
Presidenta Dilma entrega 480 unidades habitacionais no Conjunto Habitacional Via Mangue, em Recife

 

Presidenta: Nós vamos reconstruir. As condições, como vamos fazê-lo, dependem dos técnicos, que vão dizer qual é hoje a melhor forma, porque eles já queriam fazer algumas modernizações. Não tinham feito essas modernizações, porque tinha toda uma instalação já feita. Agora, nós vamos aproveitar que, infelizmente isso ocorreu, porque eu acho que, para além da instalação física, o mais grave é que você perdeu vidas. Os dois sargentos foram... tiveram uma... eu vou dizer para vocês, tiveram uma atuação extremamente heroica. Eles não titubearam em arriscar suas vidas para salvar as pessoas que estavam ali na Estação Comandante Ferraz. Vejam vocês que é uma situação complicadíssima, porque a Estação Comandante Ferraz está submetida a extremos de temperatura. Então, naquela hora da madrugada, quando irrompeu o incêndio, a temperatura era muito baixa, e como a gente, a gente até é contraintuitivo. A gente pensa que lá é um lugar cheio de água. Lá é um lugar extremamente seco. Então, com muita dificuldade para debelar um incêndio. Então, os dois sargentos foram, eu acho que foram dois heróis brasileiros. Isso explica o fato de que tanto a medalha da Defesa quanto da Marinha foi atribuída a eles post mortem. É um reconhecimento do país a esses heróis e é importante que a gente reconheça esse fato, acho até para as famílias. Um deles, inclusive, estava para se aposentar, estava no final da, estava no final da atividade profissional dele ali na região. Então, para o Brasil, eu acho que é um momento de perda e um momento em que nós percebemos que este é um país formado de heróis anônimos, de pessoas que passam, que sacrificam a sua vida para salvar a vida de outros, e acho que também lá naquele lugar, tanto o pessoal militar quanto o pessoal civil, os pesquisadores, foram muito fortes, no sentido de que enfrentaram uma adversidade muito grande que, às vezes, a gente não tem aqui noção exata do tamanho da dificuldade que foi enfrentada lá.

 

Jornalista: Presidente, (incompreensível) disputa de São Paulo (incompreensível)?

Presidenta: Olha, dizem vocês, dizem vocês que nacionaliza. Acho que essa é uma questão que tem de ser tratada em nível municipal. Eu, ontem, disse que eu sou, eu participo do governo federal, sou presidenta da República. Não sou prefeita de São Paulo e nem tenho nenhum pronunciamento específico a fazer nesse sentido.

Jornalista: (incompreensível)

Presidenta: Olha, eu, como presidente da República, a minha função constitucional, ela é zelar pelos negócios públicos. Não é, propriamente, me envolver nas discussões eleitorais. Eu, como cidadã, tenho as minhas opções. Agora, como presidente da República, e eu estou aqui como presidente da República, a minha participação é institucional.

Jornalista: (incompreensível) da reconstrução da (incompreensível) ainda não foram concluídas. Em Alagoas elas foram entregues inacabadas, no final de 2011. (incompreensível)

Presidenta: Olha, as casas que o governo federal patrocina, elas são entregues pela Caixa Federal, só concluídas. Se, eu não sei quem fez essas casas que você está dizendo, e eu não tenho as informações aqui, então eu não tenho como responder. E se for o governo do estado, eu acho que seria mais adequado, do ponto de vista da Federação, perguntar ao governo do estado. As que nós entregamos hoje têm, inclusive, determinação legal. Elas têm de ter certas características de janela maior, de piso, de azulejo na cozinha, de azulejo na copa. Isso nós, a partir do primeiro programa, fomos aprimorando. As janelas são mais largas, as portas têm de caber a entrada de cadeirantes. Então, há hoje uma normativa que, se alguém entregar fora dessa normativa, está cometendo ilegalidade. Na outra, na Fase I também tinha normativa. Quem entregar casa [in]concluída, está cometendo ilegalidade. Eu não tenho, para me posicionar sobre se há ou não ilegalidade, eu não posso ser leviana e tomar, dar uma resposta aqui improvisada.

Jornalista: (incompreensível). A partir (incompreensível). O que a senhora acha desse modelo de (incompreensível)?

Presidenta: Olha, de fato, em vários momentos ao longo da primeira fase do Programa, nós devemos ao presidente Lula uma sistemática, e eu aprendi com ele. O presidente Lula entrava num apartamento que estava sendo construído e olhava o tamanho da largura da porta, conferia se naquele apartamento tinha ou não tinha azulejo. Eu estive com ele, inclusive, em um que o dono do apartamento dizia assim para ele: “Presidente, acalme-se”, porque o presidente queria criar o maior caso porque estava uma, ele achou que não estava adequada a construção. Chamou, enfim, eu não vou dizer quem, mas chamou várias pessoas responsáveis e disse que não tinha sido eleito para construir casas daquele tipo. Por isso nós ampliamos, ainda na época do presidente Lula, nós tomamos várias medidas de definição para os empresários de como seriam as casas. Nós aumentamos o metro quadrado. Isso que eu te disse, nós definimos uma largura de janela, nós exigimos que tivesse azulejo. Agora nós estamos exigindo que, se for casa, tem de ter aquela forma de esquentar água, que é o solar térmico. Nós estamos exigindo um recapeamento, como é que se chama isso? É um piso, mas tem outro nome. Um revestimento do chão, que seja de cerâmica ou de alguma variante.

Jornalista: (incompreensível)

Presidenta: É porque esta é da antiga, mas a Caixa vai começar a complementar isso para as antigas, porque isto aqui é início do PAC Habitação.

Jornalista: (incompreensível)

Presidenta: A Caixa está avaliando com o construtor, porque tinha, era numa regra anterior.

Jornalista: O PAC Mobilidade, a partir de quando (incompreensível)?

Presidenta: Olha, no governo federal, os recursos estão disponíveis tão logo inicie a obra. Nós não temos, na área do PAC, qualquer restrição de recursos. Nenhuma. Não há. Você pode perguntar, em qualquer lugar, se houve, em alguma circunstância, restrição de recursos financeiros para o PAC. Agora, gente, beijos. Agora eu entrei na fase dos beijos. Quando eu entro na fase dos beijos, eu não paro.

 

Ouça a íntegra da entrevista da presidenta Dilma (08min39s)

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Assunto(s): Governo federal