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Entrevista coletiva concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, após a cerimônia de assinatura do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante - São Gonçalo do Amarante/RN

por Portal do Planalto publicado 28/11/2011 16h04, última modificação 04/07/2014 11h40
Entrevista concedida pela presidenta Dilma Rousseff após cerimônia de assinatura do Contrato de Concessão do Aeroporto Internacional de São Gonçalo do Amarante - São Gonçalo do Amarante/RN

São Gonçalo do Amarante-RN, 28 de novembro de 2011

 

Presidenta: ...o plano que é assim.

Jornalista: Por favor, Presidenta, quais os próximos passos (incompreensível)

Presidenta: O próximo passo, a partir de agora, aqui, para este aeroporto, é garantir a retroárea, porque com a retroárea você pode trazer para cá empresas. Aqui está a três horas e meia da África... É um dos pontos mais próximos dos Estados Unidos e da Europa. Não foi de graça que, ao longo da Segunda Guerra Mundial, se colocou aqui uma base aérea, porque é um ponto estratégico do país. Como nós não estamos numa fase bélica, nossa fase é de desenvolvimento, aqui é um local importante para o país se posicionar no que se refere à questão da logística.

E aeroportos geralmente são usados por empresas que dependem de alto valor agregado. Muitas empresas hoje, no mundo, nos países desenvolvidos, estão com problemas de mercado. Saibam que nós... Aliás, eles sabem que nós não vamos deixar canibalizar o nosso mercado interno. Então, a opção deles é clara: eles vêm para cá, porque nós somos a favor do investimento estrangeiro. Eles vão ter mais facilidade se eles vierem para cá, nós daremos suporte a isso.

Então, eu quero crer que aqui é uma das fronteiras... A gente, muitas vezes, fala assim: “Ah, tem fronteira agrícola”. Aqui é um fronteira, uma fronteira logística.

Jornalista: (incompreensível)

Jornalista: E os atrasos, Presidente?

Jornalista: (incompreensível) ...para suprir essas demanda?

Presidenta: Quem?

Jornalista: Via (incompreensível), aqui do lado.

Presidenta: Eu acho que uma das coisas mais importantes a ser feita aqui é o critério que a gente tem adotado na maioria das grandes obras de infraestrutura: é exigir, é exigir que a grande, a maior parte da mão de obra, a grande parte da mão de obra seja local. Isso evita muitos problemas. Por exemplo, evita uma demanda desenfreada por infraestrutura de moradia, porque ao você transferir multidões de pessoas de um canto para outro do Brasil, você tem esse problema. Então, por todos os aspectos é fundamental, e aí a gente vai precisar da parceria com os municípios e o governo do estado, para fazer isso, para segurar esse desafio.

Nós temos o Pronatec, o Programa Nacional de Tecnologia e Emprego. Qual é o objetivo dele? É justamente assegurar a formação profissional, para permitir que mais jovens, ou até mais adultos, tenham uma melhor profissão. Porque nós queremos também não só criar emprego, a gente quer melhorar a qualidade do emprego.

Nós estamos numa fase, no Brasil, em que nós temos de aproveitar a oportunidade. Crise é oportunidade também. Se a gente souber se comportar de acordo com os melhores interesses do país, nós vamos chegar lá. Um beijo.


Ouça a íntegra da entrevista (03min20s) concedida pela Presidenta Dilma


Assunto(s): Governo federal