Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Discursos > Discursos da Presidenta > Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de posse do ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella

Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de posse do ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella

por Portal do Planalto publicado 02/03/2012 13h39, última modificação 07/07/2014 10h52
Presidenta Dilma discursa na posse do ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella

Palácio do Planalto, 02 de março de 2012

 

Queria cumprimentar o senador José Sarney, presidente do Senado Federal,

Desejar as boas-vindas e dizer que eu confio e sei das qualificações – apesar da modéstia – do senador Crivella, ministro da Pesca e Aquicultura,

Cumprimentar meu amigo, meu companheiro, deputado Luiz Sérgio, a quem eu desejo uma volta à Câmara Federal, mas, sobretudo, que ele tenha certeza da minha gratidão, do meu respeito, da minha admiração e da minha amizade.

Queria cumprimentar aqui a senhora Crivella, a família Crivella, a todos os familiares,

Os chefes das missões diplomáticas aqui presentes,

Cumprimentar os ministros de Estado e as ministras de Estado aqui presentes: Gleisi Hoffmann, da Casa Civil; José Eduardo Cardozo, da Justiça; Celso Amorim, da Defesa; Antonio Patriota, das Relações Exteriores; Paulo Passos, dos Transportes; Aloizio Mercadante, da Educação; Ana de Hollanda, da Cultura; Paulo Roberto Pinto, interino do Trabalho; nosso querido Gabas, secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, neste ato representando o senhor ministro Garibaldi Alves; Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome; Edison Lobão, de Minas e Energia; Miriam Belchior, do Planejamento, Orçamento e Gestão; Paulo Bernardo, das Comunicações; Marco Antonio Raupp, da Ciência e Tecnologia; Gastão Dias Vieira, do Turismo; Izabella Teixeira, do Meio Ambiente; Afonso Florence, do Desenvolvimento Agrário; Aguinaldo Ribeiro, das Cidades; general José Elito Carvalho, do Gabinete de Segurança Institucional; Luís Inácio Adams, advogado-geral da União; Luiz Navarro, interino da Controladoria-Geral da União; Ideli Salvatti, da Secretaria de Relações Institucionais; Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação Social; Wellington Moreira Franco, da Secretaria de Assuntos Estratégicos; Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres; Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos.

Queria cumprimentar o governador Agnelo Queiroz, do Distrito Federal,

O senhor José Eliton de Figuerêdo Júnior, vice-governador de Goiás,

As senhoras e os senadores, as senhoras e os senhores senadores aqui presentes: Romero Jucá, nosso líder do governo no Senado, Acir Gurgacz, Eduardo Lopes, Gim Argello, Vicentinho Alves, Ivonete Dantas e Lindbergh Farias.

Senhoras e senhores deputados federais aqui presentes. Cumprimento a todos. O número é bastante significativo, por isso eu cumprimentarei a Liliam Sá, em nome de quem cumprimento todos os demais deputados e deputadas federais.

Senhor Marcos Pereira, presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro, o PRB,

Senhores jornalistas, senhores fotógrafos e senhores cinegrafistas,

Senhoras e senhores convidados, amigos, desta posse aqui no Palácio do Planalto.

Nós sabemos que desde a redemocratização do Brasil, especialmente desde a Constituinte de 1988, o Brasil vem sistematicamente fortalecendo suas instituições, avançando política e economicamente, e caminhando célere em direção à modernidade.

Essa história recente do Brasil, história de afirmação da democracia a partir do estabelecimento das eleições diretas, em todos os níveis, tem sido marcada pelo exercício do poder por meio de alianças e coalizões políticas. Nisso, o meu governo não é diferente. Este é um país extremamente complexo, múltiplo e democrático.

Assim sendo, a constituição de alianças políticas é essencial para que o Brasil seja administrado, para que o Brasil seja governado de forma democrática e, ao mesmo tempo, que o governo represente os interesses da Nação.

Uma coisa distingue a democracia brasileira. Um presidente, ele, ao chegar ao governo, ele tem o dever constitucional de governar para todos, inclusive para aqueles que não votaram nele. Um presidente ou uma presidenta tem obrigação para o conjunto da Nação e, ao mesmo tempo, se apoia numa coalizão de partidos, e isso não é contraditório. Só é contraditório para aqueles que não percebem que é possível e é necessário, quando se chega ao governo eleito pelo voto popular, falar para todos os brasileiros e para todas as brasileiras mesmo que você se apoie numa coalizão e numa aliança.

Foi graças a essa ampla coalizão que sustenta o meu governo que chegamos ao poder para governar para todos, sem exceção. Essa ampla coalizão, ela deve, pode e, graças a Deus, nos apoia na promoção das mudanças que vimos promovendo no Brasil. Essa coalizão, nos permitirá continuar conduzindo este país a um dos períodos mais prósperos e justos de sua história. Ela é uma coalizão que necessariamente governa olhando o interesse de cada brasileiro e de cada brasileira.

A entrada, senhoras e senhores, do senador Marcelo Crivella no meu governo significa o reconhecimento do papel do Partido Republicano Brasileiro nesta grande coalizão que nos ajuda a governar. Na verdade, representa a volta do PRB ao exercício do Poder Executivo, já que esse partido esteve conosco durante o governo do presidente Lula, não apenas no Ministério, mas na Vice-Presidência da República, com o nosso querido Zé Alencar. Sua presença no governo fortalece ainda mais essa convicção de que um governo de coalizão é um governo para todos os brasileiros e para todas as brasileiras.

Nós precisamos de uma coalizão forte para promover as mudanças que julgamos necessárias ao país. E para que de resto nós possamos fazer aquilo que nós somos eleitos para fazer. Aquilo que o povo brasileiro espera de nós e, sobretudo, aquilo que é imprescindível que nós façamos, porque nós somos uma geração que tem a sorte de poder participar ativamente da transformação do nosso país numa grande Nação. Poucas gerações, poucas gerações tiveram essa oportunidade histórica. Muito poucas. E quando a gente tem essa oportunidade, a gente não pode abrir mão dela.

Eu queria dizer que o meu governo é apoiado e integrado por um amplo conjunto de partidos, que estão unidos por visões comuns quanto às tarefas estratégicas que a nossa geração deve responder ao presente, mas também, ao futuro do país. E que nos dedicaremos enquanto estivermos no governo, porque nos une a defesa da democracia e do aperfeiçoamento das instituições, o rigoroso respeito aos direitos humanos sociais e econômicos do povo brasileiro, a determinação de construir um país mais justo, menos desigual social e regionalmente e livre da miséria, o contínuo compromisso da sustentabilidade do crescimento econômico, a distribuição de renda, a geração de emprego, a ampliação dos salários e a ascensão social do povo brasileiro, a obsessão por garantir, aos nossos cidadãos e cidadãs, oportunidades, de oferecer aos brasileiros e às brasileiras saúde pública de qualidade e educação de alto nível e, sem dúvida, a firme defesa da soberania nacional, do desenvolvimento nacional autônomo e do multilateralismo nas relações internacionais.

Em torno dessas tarefas relevantes e urgentes do meu governo, eu tenho certeza que o senador Crivella dará uma grande contribuição. A partir de agora, ao entrar no governo, o senador Crivella passa a ser um dos integrantes do governo e eu tenho certeza do apoio do senador Crivella no esforço conjunto para a realização dessas oportunidades.

Acho que, de fato, o senador Crivella tem toda razão: a gente aprende a colocar a minhoca no anzol. O que é difícil de aprender é, de fato, governar para todos os brasileiros e todas as brasileiras. Este país, afinal de contas, levou alguns séculos para respeitar todos os cidadãos brasileiros. Nunca nós podemos esquecer que nós temos um legado de escravidão e de exclusão no nosso país.

Eu queria dizer para vocês que o que distingue o presidencialismo é que nesse sistema as decisões são responsabilidade e pesam sobre as costas da pessoa que é chefe de Estado e de governo. Cabe ao presidente ouvir, consultar, avaliar e decidir, mas também cabe ao presidente construir a equipe que divide esse fardo, e eu tenho certeza que na minha equipe o senador Crivella também fará a diferença. Ele me ajudará, junto com todos os demais ministros e ministras, a levar essa responsabilidade da qual nós não podemos abrir mão, que é a responsabilidade de decidir. A responsabilidade de decidir exige padrões éticos elevados, compromisso com a justiça, compromisso com a ética, mas, sobretudo, compromisso com o povo brasileiro.

Nós temos certeza que, ao longo do caminho, muitas vezes somos obrigados a prescindir de grandes colaboradores. Há uma pessoa nesta cerimônia que merece todas as minhas homenagens e os meus mais calorosos agradecimentos. Quero agradecer ao Luiz Sérgio. Obrigada, Luiz Sérgio! Você foi e é um amigo e um parceiro que compreende a natureza de um governo de coalizão, assim como a dedicação que a política, muitas vezes, acaba por nos impor em nome dos interesses do país. Você prestou relevantes serviços ao governo durante o governo do presidente Lula, quando eu era ministra de Minas e Energia e quando era ministra-chefe da Casa Civil, na campanha que nos trouxe ao poder e, depois disso, nos cargos que exerceu no Ministério. Agradeço o trabalho, a dedicação e, sobretudo, a lealdade de Luiz Sérgio e lhe desejo toda a sorte e sucesso no retorno ao Congresso.

Tenho certeza também que o senador Crivella prestará relevantes serviços ao país integrando o meu governo, como eu já disse. Com sua chegada, incorpora-se ao Ministério um brasileiro de alta qualidade, e o Crivella tem uma característica que eu respeito muito. O Crivella, além de ter esse olhar para os interesses da população brasileira, ele é um grande especialista em colocar minhoca no anzol, um grande especialista. Ele é um bom engenheiro, ele é um bom gestor. Tenho certeza que o Crivella vai acrescentar muito as nossas minhocas colocadas no anzol.

Ao mesmo tempo, eu queria também comemorar o fato de que o Crivella dá sequência à participação do PRB no governo, e acho que nós temos de render hoje uma homenagem a esse brasileiro que nos encantou a todos, José Alencar. O Zé honrou o PRB, do qual foi um dos fundadores. Dignificou o governo ao qual ele pertenceu, e com quem eu tive a honra de conviver. Engrandeceu a nossa Nação, deixou um exemplo de abnegação e de amor, tanto à atividade política, mas, sobretudo, uma homenagem à vida, que deve inspirar cada um de nós.

O PRB de José Alencar e do ministro Crivella não podia ficar fora do meu governo. Na verdade, o PRB está apenas voltando. Sejam bem-vindos PRB e senador Crivella!

 

Ouça a íntegra do discurso (18min13s) da Presidenta Dilma