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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de entrega de unidades habitacionais no Paranoá/DF e entregas simultâneas de unidades em cidades de São Paulo, e em Canoas/RS - Paranoá/DF

por Portal planalto publicado 29/10/2015 12h30, última modificação 29/10/2015 12h38

Paranoá-DF, 29 de outubro de 2015

 

 

Bom dia. Bom dia aqui a todos aqueles, a todas aquelas, às famílias que foram beneficiadas, agora, com o sonho da casa própria aqui do Paranoá Parque.

Eu queria começar cumprimentando a Maria da Conceição e a Elizete, que receberam a chave da casa própria em nome dos moradores aqui do Paranoá Parque.

Quero cumprimentar também nosso querido governador  Rodrigo Rollemberg,

Saúdo todas as famílias e as autoridades presentes nos estados de São Paulo e no estado do Rio Grande do Sul,

Queria cumprimentar em Nova Odessa, lá em São Paulo, a Fernanda de Paula e a família da Fernanda e a todos os moradores do Jardim das Árvores,

Cumprimentar o governador de São Paulo, Geraldo Alckimin,

O prefeito Benjamin Bill Vieira de Souza, de Nova Odessa,

A presidente da Caixa, Miriam Belchior,

Em Sorocaba, cumprimentar a Rosemeire Severo de Moura e a família dela, e por meio deles cumprimentar todos os que estão recebendo a chave do residencial Bem Viver,

Quero cumprimentar o ministro Kassab,

O prefeito Antônio Carlos Pannunzio

Em Bragança Paulista, São Paulo, quero cumprimentar a Vanessa de Souza e a família da Vanessa. E, por meio deles, cumprimentar todos os moradores do residencial Dr. Tartari e Padre Zecchin,

A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, a Nilma Gomes,

O prefeito Fernão Dias Leme, de Bragança Paulista, lá em Hortolândia, no interior de São Paulo,

Cumprimentar a Taiuni e a família da Taiuni. E, por meio deles, os moradores do residencial Europa II,

Cumprimentar a secretária especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci,

 

O prefeito Antônio Meira, de Hortolândia,

E agora no Rio Grande do Sul,  em Canoas, cumprimentar a Fabiana, a família da Fabiana, e por meio deles, os moradores do residencial Guajuviras.

E também o ministro do Trabalho e da Previdência, Miguel Rossetto, e o prefeito Jairo Jorge da Silva,

Quero cumprimentar o senador Telmário Mota, que prestigia essa cerimônia,

Dirigir um cumprimento aos deputados distritais Liliane Roriz, Lira e Júlio César,

O superintende regional da Caixa, Elício Lima,

O administrador regional do Paranoá, Eduardo Rodrigues,

Quero cumprimentar o representante da Comissão de Formação da Associação de Moradores do Paranoá Parque, o Mizael Raposo, por meio dele cumprimento os movimentos sociais aqui presentes,

Quero cumprimentar a representante da construtora Direcional Engenharia, a Ana Carolina Ribeiro Valadares Gontijo,

Quero cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

 

Senhoras e senhores,

 

Algumas palavras sintetizam, aqui, o que nós estamos vivendo. As palavras são segurança, a outra palavra significa carinho, a outra palavra significa família e a outra palavra é vida.

Quero dizer que nós, aqui hoje, estamos assegurando para 2.600, mais de 2.600 famílias a chave da casa própria. Esse é um programa muito importante. Quando a gente olha a gente vê que o brasileiro e a brasileira têm um sonho. Todos nós temos alguns sonhos que é comum a todos nós, sejamos quem sejamos. É o sonho da Casa Própria. É o sonho de ter a segurança e a proteção para construir a sua família, o seu lar, o seu carinho e a sua vida.

Por isso, aqui nós estamos comemorando mais do que apartamentos que têm tijolo, que têm cerâmica, que têm uma janela boa, que abre para o mundo. Nós estamos comemorando aqui uma outra coisa; nós estamos comemorando aqui a possibilidade, que é aquela que todos nós queremos, de ter um lugar para criar a família e todos os laços afetivos que tem uma família: o amor, a dedicação da mãe pelos filhos, o respeito dos filhos pelos pais. Enfim, aqui está aquela célula menorzinha, que é a célula da nossa sociedade, aquela que dá segurança ao País e vai dar grandeza a esse País. Nós, a partir de uma decisão - porque é preciso decidir, é preciso destinar para onde que se acha que os recursos públicos devem ir. Nós, em 2009, ainda no governo do presidente Lula, decidimos que era importante ter um programa habitacional para aquela parte da população que tinha mais dificuldade em ter acesso à casa própria. E aí nós fizemos o Minha Casa Minha Vida 1. Depois, nós continuamos decidindo, aí já no meu governo, nós fizemos o Minha Casa Minha Vida 2. E fomos melhorando, fomos melhorando, e vimos que, por exemplo, na cozinha e no banheiro os azulejos tinham de ser, no mínimo, até a metade da parede. Mas, de preferência, até o teto. Isso facilitaria a limpeza, criaria melhores condições para as famílias viverem dentro da sua casa própria. Decidimos também que era importante apoiar as famílias. Porque as famílias no Brasil, aquelas que mais precisam, eram aquelas que não tinham condição de comprar sua casa própria.

Então, o que nós fizemos? Vamos cooperar, vamos fazer uma parceria com as famílias que mais precisam no nosso País. O governo entra com uma parte e as famílias entram com outra parte. A parte do governo, ela vem dos tributos que nós arrecadamos. Nós arrecadamos esses tributos e achamos que o correto é destinar esses tributos para aqueles que mais precisam, ajudá-los a comprar a casa própria. Porque se a gente entregasse só para o financiamento do mercado, não haveria condição de caber no bolso das famílias o pagamento da sua casa própria. E aí, então, nós hoje temos esse programa, o Minha Casa Minha Vida - que já atingiu 4 milhões e 100 mil moradias contratadas.

Aí vem uma boa notícia, aquela que o Kassab deu quando falou, lá em São Paulo. O que ele disse? Ele disse que nós vamos continuar esse programa, nós vamos ampliá-lo, fazer o Minha Casa Minha Vida 3. E aí, eu quero fazer aqui uma conversa com vocês. Nós hoje enfrentamos dificuldades na economia do País. Nós estamos passando por um momento de dificuldade. O governo federal, os governadores, todo mundo está passando por dificuldades. Aí vocês pensam comigo: quando uma família passa por dificuldades, o que que ela faz? Ela dá uma apertada no cinto. Mas ela aperta o cinto para poder garantir que os filhos continuem a estudar. Ela aperta o cinto, mas não acaba com aquilo que é a coisa mais importante para família, por exemplo, a educação das crianças; por exemplo, o pagamento dessa parcela pequena do Minha Casa Minha Vida  que vocês vão pagar.

A mesma coisa é o governo. Nós estamos fazendo um esforço, o esforço é para melhorar as nossas finanças e voltar a crescer mais rápido, mas o programa Minha Casa Minha Vida não para. Porque é que nem a educação dos filhos. Ele é importante para as famílias brasileiras. Assim como vocês podem ter certeza: o governo federal não vai também parar o Bolsa Família ou diminuir o Bolsa Família, ou não pagar em dia o Bolsa Família. Muita, muita conversa que é uma conversa que não é séria, que é aquela conversa do boato, aparece. Eu estou aqui dizendo para vocês: o Bolsa Família não vai ser interrompido. O Minha Casa Minha Vida não vai ser interrompido. Mas é importante vocês saberem que a gente está fazendo um grande esforço. No governo federal nós estamos reduzindo aquelas despesas que a gente pode reduzir. Por exemplo, nós reduzimos oito ministérios, reduzimos 30 secretarias, estamos cortando cargo em comissão - inclusive reduzimos o nosso próprio salário em 10%. E temos, também, cortado outras despesas.  Fazemos isso e colocamos todo um esforço para melhorar a nossa situação. Por isso, eu quero dizer que o esforço que a gente faz ele tem dois sentidos, a gente aperta o cinto e a gente garante aqueles programas que são fundamentais para a vida da população do nosso País. E mais: o Minha Casa Minha Vida ainda  tem outro mérito. Ele garante emprego, ele assegura emprego na Construção Civil. E também, por isso ele, é muito importante. Vejam vocês, duas coisas: garante a casa própria e garante emprego.

E aí eu quero dizer uma coisa para essas famílias, aqui do Paranoá Parque, que pegaram a sua chave. Essa chave abre para vocês uma vida de mais segurança, uma vida em que as crianças vão ser criadas aqui, os jovens vão ser criados aqui. Esse é um patrimônio de vocês. Além de ser uma casa, uma moradia, um lar, é um patrimônio. Ele é um patrimônio que vocês devem preservar. Por isso é importante, organizem, criem condomínios. Porque a cooperação de vocês é que nem a cooperação entre nós, do governo federal, com o governo  aqui do governador Rollemberg, com o governo de São Paulo, com os prefeitos. A gente cooperando, juntos, a gente consegue modificar a realidade.

A mesma coisa, vocês têm de escolher um representante, preservar as áreas sociais e assegurar, sobretudo, que aqui seja um ótimo lugar para criar as crianças. Porque, na verdade, esse País  precisa muito das crianças e o Minha Casa Minha Vida ele fala de família. Falou de família, fala de criança. E aí deixa eu puxar uma brasa para minha sardinha. Fala da mulher, fala da mãe, fala também do pai, mas fala da mãe, que tá ali. Da porta para dentro, a mãe ela é essencial. Da porta pra fora, os dois são muito importantes. Agora, da porta pra dentro o pai também é importante. Porque o exemplo do pai é um exemplo que as crianças  e os jovens  seguem, é aquilo que a gente de pequenininho começa a admirar. A gente admira o pai, a gente admira a mãe, a gente ama o pai e a mãe. Aqui nós hoje inauguramos, sobretudo, um espaço de amor.

Muito obrigada e parabéns para vocês. Sejam felizes aí.

 

Ouça a íntegra do discurso (17min10s) da Presidenta Dilma