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Discurso da presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de entrega de unidades habitacionais dos Residenciais Santo Antônio e Amendoeira em São Luís/MA e entregas simultâneas de unidades em Caxias/MA, em Campo Grande/MS e em Anastácio/MS do Programa Minha Casa Minha Vida - São Luís/MA

por Portal Planalto publicado 10/08/2015 17h00, última modificação 10/08/2015 17h03

São Luís-MA, 10 de agosto de 2015

  

Bom dia a todos, quase boa tarde.

Eu vou começar cumprimentando àquelas pessoas que estão em Campo Grande; Anastácio, no Mato Grosso do Sul e aqui no Maranhão, em Caxias, porque depois eu vou falar, sobretudo, com vocês.

Então, eu quero cumprimentar aqui, lá em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, cumprimento a Camila, a Camila Ortiz Brant, que recebeu a chave de sua casa em Campo Grande,

E cumprimento também todas as famílias do residencial Celina Jallad,

Quero cumprimentar o nosso querido governador do Mato Grosso do Sul, um grande parceiro, Reinaldo Azambuja,

Cumprimentar o ministro das Cidades, Kassab, que me representa lá em Campo Grande. Porque nós estamos fazendo uma cerimônia em tempo real, em quatro cidades do Brasil.

Cumprimento também, lá em Mato Grosso do Sul, o pessoal de Anastácio, a Adriana Flores dos Santos. Cumprimento a Adriana Flores dos Santos, que recebeu a chave de sua casa, e por meio da Adriana, eu queria dar um abraço a todas as famílias do residencial Independência II.

Cumprimento o prefeito de Anastácio, Douglas Melo Figueiredo,

E cumprimento também a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello,

Já em Caxias, no Maranhão, eu queria cumprimentar a Carla Raniere dos Santos. Ela recebeu a chave de sua casa. E, por meio da Carla, eu quero cumprimentrar às famílias do residencial Vila Paraíso, desejar à Carla e às famílias muita saúde, muita felicidade e muito futuro no Minha Casa Minha Vida.

E cumprimento também o prefeito de Caxias, Léo Coutinho e a presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior. Um grande abraço para todos vocês.

Agora aqui, nós estamos aqui em São Luís, e esse é um momento especial.

Eu vou cumprimentar a Raimunda, a Deuzuita, a Maria Rita que receberam as chaves de suas casas, de suas moradias e de seus lares.

Eu queria cumprimentar cada uma das famílias aqui presentes, cada um de vocês, as mães, os pais e, sobretudo, os jovens e as crianças.

Quero saudar todos os moradores de Santo Antônio e de Amendoeira.

Agora, quero dizer para vocês que agora cuidar das casas é algo que passa a ser responsabilidade de cada uma das famílias. E eu estou muito feliz em estar aqui entregando essas chaves.

Cumprimento nosso querido governador do Maranhão, Flávio Dino. Agradeço as palavras do Flávio Dino, que demonstram que quem tem parceiros como ele, tem apoios efetivos e reais, agradeço imensamente ao governador Flávio Dino.

Quero cumprimentar a Daniela Lima, a primeira-dama.

Cumprimento também o nosso querido governador aqui do Piauí, Wellington Dias, que está prestigiando esse ato.

Quero cumprimentar os ministros de Estado, Kátia Abreu da Agricultura e Edinho Araújo, da Secretaria de Portos da Presidência da República.

Quero cumprimentar o deputado Waldir Maranhão, vice-presidente da Câmara dos Deputados,

Quero cumprimentar o Edivaldo Holanda Júnior, prefeito de São Luís e a nossa primeira-dama Camila Braga.

Cumprimento o senador Edison Lobão, ex-ministro de Minas e Energia,

Cumprimento o senhor Gastão Vieira, ex-ministro do Turismo,

Cumprimento os deputados federais: Chico Lopes, Jandira Feghali, Jô Moraes, Orlando Silva, Rubens Pereira Júnior, Weverton Rocha, Zé Carlos,

Cumprimento a Inês Magalhães, secretária nacional de habitação,

Quero dirigir um cumprimento aos presidentes das entidades estudantis: a Carina, às presidentas: a Carina Vitral, da UNE; a Bárbara Melo, da UBES,

Quero cumprimentar também o Renan Thiago Alencar, presidente da UJS,

Cumprimento também os representantes, coordenadores nacionais dos movimentos pela moradia, Zé Raimundo Trindade, da União Nacional por Moradia Popular,

O Luis Carlos Reis, da Central de Movimentos Populares,

Cumprimento os representantes das construtoras: Grupo Lua Nova, Juraci Carvalho; Canopus, Parmênio Mesquita; GDR, Rafael Caracas,

Cumprimento todos os senhores e as senhoras representantes de movimentos populares, sociais, sindicatos aqui presentes,

Cumprimento os senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

 

Eu gostaria de dizer para vocês que são 3.020 lares, moradias, o número de famílias de Caxias e de São Luís. O maior número é aqui em São Luís: 2.020 famílias recebem hoje as chaves da sua casa própria.

Quando eu entrego a chave da casa própria eu sei que estou entregando, como disse o governador, muito mais que uma construção de cimento, tijolo, telhado...

Obrigado… Mas eu estou entregando muito mais que uma construção, eu sei que eu estou entregando um espaço onde cada uma de vocês, cada um de vocês homens e mulheres, pais e mães, avôs e avós, enfim, parentes junto com crianças e jovens, têm agora uma segurança. Porque casa é primeiro sinônimo de segurança. Casa depois é sinônimo de outra coisa muito importante: um lugar para a gente construir laços afetivos, é ali na casa que o pai e a mãe amam as crianças, dão instruções para as crianças, educam as crianças e os jovens. É ali na casa também, que começam os encontros, os namoros, os noivados e os casamentos.

Quero dizer que, sobretudo, a casa, o lar, essa construção que talvez seja a mais humana de todas as criações, que é o lar das pessoas, é ali que a gente constrói o futuro da família. Por isso, que o nome do programa é Minha Casa Minha Vida. Além de uma casa, é toda a vida pela frente que vocês têm.

E agora, com esse lançamento que nós tivemos aqui hoje, nós estamos entregando 4.467 moradias, lares. E eu quero dizer para vocês que eu tenho certeza que essas famílias vão saber usar isso que, além de tudo, também é um patrimônio. Não vendam suas casas, sejam capazes de conservá-las, criem jardins, porque agora quando vocês abrirem a porta da casa, vocês terão acesso a algo que é de vocês, que é um patrimônio.

Além disso, eu queria dizer uma outra coisa, muitos aqui moravam de aluguel, muitos aqui moravam de favor em casa de parentes, muitos aqui viviam em áreas de risco, agora não. Agora vocês terão aquilo que é de vocês: a casa própria.

No Brasil, eu acho que os brasileiros sonham com algumas coisas: os brasileiros sonham em ter um carro, os brasileiros sonham em ter um diploma. Mas os brasileiros, todos, sonham com a casa própria. É isso que nós estamos aqui juntos realizando, o sonho da casa própria.

Eu queria dizer pra vocês como nós chegamos a realizar esse sonho. Muita gente, quando nós começamos esse programa, dizia que ele era inviável, impossível e que ele não seria realizado. Muita gente é claro, de um grupo pequeno, o grupo menor, aquele que considera que a população do País não tem direito a serviços essenciais, a benefícios essenciais, então eu quero dizer para vocês uma coisa importantíssima: essas casas foram construídas com recursos arrecadados pelos impostos. E ela é uma decisão política, construir casas para aqueles que mais precisam. Vocês sabem que antes vocês não podiam sequer passar na porta da Caixa Econômica e entrar porque ninguém daria crédito para vocês. O que nós fizemos agora?  Nós colocamos recursos do governo para garantir essas moradias. E tenho certeza que aqui também vocês terão acesso aos serviços básicos essenciais: trata-se da creche, das escolas para colocar as crianças.

Eu, inclusive, defendo, com persistência, e sempre defendo que nas casas do Minha Casa Minha Vida, nos residenciais, a gente plante árvores. Árvore é fundamental, nós precisamos embelezar esse bairro e esse residencial. Ele tem de ser o mais bonito aqui de São Luís. Isso cabe a vocês. Cabe ao prefeito e ao governador e as empresas. E nós faremos todo o empenho para que isso seja uma realidade.

Quero dizer a vocês que, quando nós tomamos a decisão de fazer o Minha Casa Minha Vida, lá no início - ainda era no final do governo do presidente Lula - diziam que a gente não ia conseguir… Ia conseguir fazer no máximo 200 mil moradias. Pois bem, nós estamos chegando a quase 4 milhões de moradias. Aí vem a boa notícia. Deixa eu contar para vocês a boa notícia. Eu quero contar uma novidade para vocês: nós vamos, no dia 10 de setembro, lançar a terceira fase do Minha Casa, Minha Vida com mais 3 milhões de moradias.

Quero dizer a vocês que nós vamos continuar destinando os recursos públicos para habitação popular, sim. Porque nós não vamos deixar haver retrocesso nos programas sociais. E é fundamental que, no final de 2018, e aí eu falo não para aqueles que já receberam a casa própria, mas para aqueles que ainda vão receber, que mais 3 milhões de famílias brasileiras tenham direito a um lar para chamar de seu.

Vejam vocês que em tudo na vida, na casa de vocês também, é preciso ter persistência. Se lá atrás a gente tivesse concordado, tivesse tido medo e achado que não ia conseguir fazer 200 mil casas, hoje, nós não teríamos essa cerimônia aqui. Porque 200 mil casas já passaram há muito tempo, nós estamos chegando agora a ter entregue mais de 2,5 milhões de casas.

Quero dizer para vocês que, neste momento, nós estamos, sem sombra de dúvidas - eu peço, inclusive, para o pessoal lá do fundo agora me escutar um pouquinho… Nós estamos passando por um momento de dificuldades. Mas o Brasil é muito mais forte que esse momento de dificuldade. Nós estamos numa travessia. Nós não estamos parados, nós estamos fazendo uma travessia…

É um período de dificuldades, é. Tem o período de dificuldades geralmente causa incertezas, apreensão nas pessoas. Por isso, é que eu quero falar uma coisa para vocês, não fiquem inseguros, nem apreensivos. Essa é uma situação temporária. Ela vai passar e vai passar rápido.

Nós, mesmo durante essa travessia, não abandonaremos os programas sociais, não abandonaremos o Minha Casa, Minha Vida, não abandonaremos o Mais Médicos. O Mais Médicos, que aqui trouxe grandes contribuições, porque em muitos municípios do Maranhão não tinha nenhum médico.

Nós não vamos deixar de garantir que haja acesso das pessoas mais pobres ao Prouni, ao Fies, nós não vamos recuar do Bolsa Família, enfim, nós vamos manter os programas sociais. Mas nós também precisamos entender que é necessário um grande esforço do governo. Eu vou dizer para vocês, eu trabalho dia e noite incansavelmente para que essa travessia seja breve, a mais breve possível.

E o Brasil precisa de uma coisa, o Brasil precisa muito, precisa, mais do que nunca, que as pessoas pensem primeiro nele Brasil, pensem no que serve à nação, à população brasileira e só depois pensem em seus partidos e em seus projetos pessoais. O Brasil precisa de estabilidade para fazer essa travessia, é como dentro de uma família. Quando há uma dificuldade, não adianta um ficar brigando com o outro porque não resolve a situação. É necessário que as medidas - que sejam urgentes - sejam tomadas. Ninguém que pensa no Brasil, ninguém que pensa no povo brasileiro deve aceitar a teoria, os processos que falam assim: Ah, eu não gosto do governo, então vou enfraquecer ele. Aí eu aposto no quanto pior, melhor. Quanto pior, melhor, melhor para quem? Melhor para quem é essa a pergunta. É pior para a população, é pior para o povo.  É pior para todos nós.

Daí porque nós não concordamos com nenhuma medida aprovada que leve à instabilidade, tanto econômica quanto política do País. Nós não concordamos com medidas que levem o caos às finanças do governo federal, dos estados e dos municípios.

Eu quero fazer aqui… Aproveitar que estou aqui na parte extremo norte do nosso País, em um dos estados mais ao norte, para fazer um apelo aos brasileiros. Vamos repudiar, sistematicamente, o vale tudo para atingir qualquer governo, seja o governo federal, seja o governo dos estados, seja o governo dos municípios. No vale tudo quem acaba sendo atingido pela torcida que eu já disse do quanto pior melhor é a população do País, do estado e do munícipio.

Tudo que nós estamos fazendo no governo federal tem um objetivo claro: dar condições para a gente entrar em um novo ciclo de crescimento, gerando mais empregos, garantindo mais renda, mais oportunidade no Pronatec, mais garantia para as famílias poderem trilhar o caminho do seu desenvolvimento, assegurar também financiamento e crédito para as empresas e para os pequenos e micro empreendedores. E dentro disso, obviamente, está o Minha Casa, Minha Vida. E quero dizer para vocês: assim como vocês aqui tiveram a oportunidade de conquistar o seu lar, a sua casa própria, nós todos aqui queremos que os brasileiros que precisem conquistem a sua casa própria. Por que isso? Porque também - vamos lembrar aqui, nós vimos isso nas apresentações - a casa própria, construir a casa própria gera também emprego. Gera emprego e aí a roda da economia gira e todo mundo ganha.

Então, preservar o Minha Casa, Minha Vida é algo que faz bem às famílias que recebem as casas, às empresas que constroem, aos trabalhadores que trabalham nas casas e, sobretudo, faz bem à sociedade brasileira, que passa a ter famílias protegidas, seguras, com futuro e com um ambiente para criar seus jovens e seus filhos, mais digno e mais adequado.

Eu quero dizer a vocês que eu desejo que todas as famílias do Brasil tenham oportunidade igual a de vocês, de realizar seus sonhos. Vocês agora são responsáveis pelo sonho de vocês que virou realidade. Então, cuidem bem dele, agora é tudo com vocês.

Um abraço e muito obrigada.

 

Ouça a íntegra do discurso (24min27) da presidenta Dilma.