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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de entrada em operação do Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas, trecho Lapa-Acesso Norte - Salvador/BA

por Portal Planalto publicado 11/06/2014 14h55, última modificação 11/06/2014 15h31

Salvador-BA, 11 de junho de 2014

 

Pois é, eu vou começar cumprimentando o Olodum e o Ilê Aiyê hoje que deram imensa alegria para todos nós que estávamos na inauguração.

Eu queria cumprimentar também, primeiro, os trabalhadores e as trabalhadoras que se empenharam aqui na construção do metrô da Bahia.

Queria cumprimentar meu querido amigo Jaques Wagner, governador da Bahia, e a minha querida amiga Fátima Mendonça.

Cumprimentar o prefeito ACM Neto.

Cumprimentar os ministros que me acompanham, o ministro baiano César Borges, do Transporte, um grande ministro no meu governo;

Cumprimentar o ministro das Cidades, Gilberto Occhi, que tem sido incansável na questão da mobilidade urbana.

Cumprimentar outro grande amigo Otto Alencar, vice-governador da Bahia.

Deputado Marcelo Nilo, presidente da Assembleia Legislativa da Bahia,

Senador Walter Pinheiro,

Deputados: querida Alice Portugal, deputado Emiliano José, José Rocha, Luis Alberto, Nelson Pelegrino, Walmir Assunção.

Queria deixar o Rui Costa separado, porque o Rui Costa, nesta questão do metrô e das obras de mobilidade urbana e de tantas outras aqui no estado, foi junto com a querida Eva, a Eva Chiavon, a Evinha, hoje secretária-executiva do Ministério do Planejamento, pois o Rui Costa e a Eva foram os grandes interlocutores do governo federal.  O Jaques Wagner tem razão, muitas vezes só número um só recebe os louros. Mas nós temos uma tradição, não é, Jaques Wagner, desde o dia que o presidente Lula falou que eu era mãe do PAC, eu acho que você pode botar o Rui Costa de pai do PAC aqui na Bahia.

Queria cumprimentar também o José Carlos Medaglia, vice-presidente de governo da Caixa,

O Júlio dos Santos, secretário nacional de transporte e mobilidade urbana.

Queira cumprimentar o Manoel Ribeiro, secretário estadual de desenvolvimento,

O Carlos Martins, presidente da Companhia de Transporte da Bahia.

Dirigir um cumprimento especial aos representantes da concessionária e das empresas construtoras responsáveis pelas obras civis: o Renato Vale, presidente do Grupo CCR;

Luiz Nascimento, presidente do Grupo Camargo Corrêa; Gustavo Barreto, vice-presidente da Andrade Gutierrez e o Harald Zwetkoff, diretor-presidente da CCR do metrô da Bahia. E vocês atentem para o fato, eu e ele, os dois, somos filhos de búlgaros, e o meu pai era amigo do pai dele. Então, é interessante como esse país é um país que foi feito por imigrantes e tem na sua constituição a raça negra, a raça indígena e a raça branca. Quero dizer branco ou bege, tá gente, porque os eslavos são meio bege.

 

Bom, eu quero dizer para vocês, também para os senhores fotógrafos, cinegrafistas, que eu sempre cumprimento, os jornalistas e as jornalistas.

Eu quero dizer para vocês que, para mim, hoje é um dia histórico aqui em Salvador. Por que que é um dia histórico? Porque quando a gente tem um desafio no país - eu já vivi alguns - por exemplo, nós levamos, se você contar da data em que foi lançado até a data em que nós estamos entregando o primeiro trecho, mostrando para as pessoas, para a população de Salvador, da Bahia, “olha, o metrô é possível”, nós levamos 14 anos; 14 anos que houve uma série de impedimentos. Não interessa o tamanho dos impedimentos. O que interessa é que depois de 14 anos nós colocamos esse metrô para andar, para rodar, para servir a população.

Por isso, Jaques, eu te cumprimento. Tem dois efeitos estar lançando aqui hoje. Tem essa importância de fato que você falou, simbólica da Copa. Mas eu acho que o efeito maior é mostrar para as pessoas que é possível construir esse metrô, é possível  colocá-lo a serviço da população de Salvador.

E aí, tem uma decisão que foi tomada pela concessionária e pelo governo do estado que eu acho fundamental: que é ir entregando, ir entregando a cada vez, o trecho que tiver pronto.

O próximo trecho, aqui no meu mapa, é Retiro. Eu acho, fundamental, que vocês… porque vocês vão entregar Retiro agora no final do mês, início do mês que vem. E assim sucessivamente. O Metrô vai sendo feito e a população vai usando. E a população vai vendo que esse metrô é pra valer. Me disseram que tinha aqui, em Salvador, uma história que era que o metrô, ele tinha 12 quilômetros. E depois ele foi sendo reduzido, e aí o pessoal, o povo é justo, chamava o metrô calça-curta. Eu quero dizer para vocês que nós estamos aqui lançando o metrô calça-comprida. Calça-comprida. Por que que é o metrô calça-comprida? Porque a Linha 1, ela vai ter essa continuidade. Depois de Retiro, vai ser Juá, depois vai ser Pirajá. Mas nós já temos recurso reservado, inteiramente reservado pelo governo do estado… quero, aliás, quero avisar o governo do estado, inteiramente reservado para financiamento e uma parte de OGU no caso da continuidade do chamado tramo 3 da Linha 1 que é: Pirajá, Brasilgas e Cajazeiras.

Então quero dizer isso. Da parte do governo federal o recurso para concluir a Linha 1, Lapa-Cajazeiras é garantido e eu sei que é também da parte do governo do estado.  E aí, também entendi hoje que também é do interesse da CCR. Por quê? Porque a CCR, quanto mais estação ela entregar, melhor para ela, porque valoriza a concessão dela, torna essa concessão sempre mais rentável. Quanto menor, menos rentável, quanto maior, mais rentável.

Então, uma coisa eu gostei muito, essa Linha 1, ela é hoje uma realidade. Ela é o metrô calça-comprida. Porque ela tinha um tamanho e nós estamos aumentando bastante significativamente, porque nós iremos até Cajazeiras. E tenho também a alegria de dizer o seguinte: nós temos também o metrô Linha 2.

Nós estamos prevendo, também, dentro dos nossos cálculos, nós estamos prevendo a construção do metrô que sai de Bonocô e vai até Lauro de Freitas - Aeroporto. Eu acho que essas duas obras, elas mudam, mudam junto com as outras que o estado está fazendo, também em parceria com a gente, elas mudam, no caso do trilho, mudam o cenário da mobilidade urbana nessa cidade. Ainda tem as obras que nós temos em parceria com a prefeitura que são os corredores, e isso vai contribuir para uma alteração radical no que significa o tempo das pessoas. Porque quando a gente fala em mobilidade e fala em trilho, nós estamos falamos em tempo. Tempo de vida, tempo que você não gasta no seu transporte coletivo, significa tempo que você pode passar com seus filhos, com seus netos, com a sua família, descansando na sua poltrona ou tendo a atividade que passar pela sua cabeça. No sentido de que você concluiu o seu trabalho, o seu estudo e aí você tem o seu tempo de lazer. Mobilidade urbana é, sobretudo, isso: é tempo de vida, por isso é tão estratégico, por isso que nós hoje temos uma carteira de 143 bilhões em mobilidade urbana.

Por que nós fizemos isso? Porque antes o governo federal investia muito pouco em mobilidade urbana, muito pouco. Não havia essa prática no Brasil. Por que não havia? Porque se dizia o seguinte: Olha, essa questão da mobilidade é problema dos estados e dos municípios. Como é problema dos estados e municípios, o governo federal lava as mãos e não coloca dinheiro. Aí, não saíam as obras, porque é impossível fazer uma obra de metrô se não tiver a parceria do governo federal.

 

O governo federal entra, para vocês terem uma ideia, nós entramos com o Orçamento Geral da União, que é dinheiro dos tributos arrecadados de todo o povo brasileiro. Nós entramos - isso é a fundo perdido, aporte que a gente faz para poder garantir que a obra saia -, e entramos com financiamento. Ora, se o financiamento não for adequado, não sai obra, não. Antes, o financiamento ou era financiamento internacional, e quando houve os problemas cambiais, todo mundo deixou as... os empresários ficaram receosos. Hoje o financiamento é com recursos dos bancos públicos federais, quem garante o financiamento são os bancos públicos federais. Porque é um financiamento especial, é o BNDES nesse caso. É, 30 anos para pagar, cinco anos de carência e uma taxa de juro bem adequada. É, geralmente, esse o modelo. E aí, nós achamos, que o governo federal, em que pese não ter obrigação legal de investir, tem obrigação moral de investir, tem uma obrigação diante da população do estado e da cidade. Porque quando a gente é eleito, a gente é eleito; eu sou presidenta dos brasileiros, portanto, de todos os soteropolitanos. De todos os baianos, de todos e de cada um. Então não é possível fingir que o governo federal é Brasília, não é Brasília. O governo federal tem de estar presente em todos os lugares em que vivem os brasileiros. Daí porque eu tenho, viu, Jaques, a honra de fazer essa parceria com vocês.

Primeiro, porque eu quero dizer: eu acho que não só a concessionária está de parabéns pela rapidez, mas o governo do estado está de parabéns. Porque o governo do estado ajudou a solucionar um problema que vinha de muito tempo, ao receber, da parte da prefeitura, numa decisão correta da prefeitura, ao receber a atribuição de fazer. Então, o governo foi ágil, o governo conseguiu dar início a um processo que vai resolver a questão do metrô. Eu quero dar meus parabéns e quero dizer para o Jaques, que eu tenho a mesma alegria que eu tive quando eu vi, muito entusiasmada, a Rótula do Abacaxi virar a Rótula do Quiabo quando vocês inauguraram junto comigo a via expressa. E eu vi o que significava a via expressa para toda a cidade e também para o transporte de cargas pesadas que vem e vai para o porto. Então, eu tenho aqui hoje, quero te dizer, a mesma emoção que eu tive aquele dia, ali, quando nós inauguramos toda a via expressa, e, eu não lembro quem, disse para mim assim, porque no início, gente, eu pensava que a Rótula do Abacaxi era porque alguém vendia abacaxi ali debaixo, porque tinha um banquinha de abacaxi, aí me disseram: não. Isso aqui era um horror. E aí, disseram para mim, uma pessoa disse para mim assim: é porque agora a Rótula do Abacaxi vai chamar Rótula do Quiabo, eu, particularmente, quero dizer para vocês, apesar de gostar do quiabo, eu gosto mais de abacaxi. Então, eu espero que vocês mantenham o nome de abacaxi.

E finalmente eu queria dizer para vocês que aqui vai ter o jogo, agora, o próximo jogo, Alemanha e Portugal. Esse é o jogo inaugural. Ah, é Espanha e Holanda. Eu falei de Alemanha e Portugal porque a Angela Merkel me ligou falando que vinha assistir o primeiro jogo da Alemanha, eu pensei que era o primeiro aqui.

Então eu desejo que vocês tenham uma boa Copa, e quero dizer para vocês que o Brasil e o povo brasileiro vão mostrar a importância do futebol para nós. O futebol não é de ninguém. O futebol é de todo o Brasil, compõe a nossa alma.

A Copa é um evento nacional. Neste sentido, eu quero dizer que vocês podem ter orgulho de como é que nós entramos na Copa. Nós estamos entregando todos os estádios, nós estamos entregando todos os aeroportos, a nossa rede de comunicações é das mais modernas do mundo, nós temos redes de fibra óptica, equipamentos de última geração em todas as cidades sedes, em algumas com mínimo de duas redes de fibra óptica. Em nove, três, três redes de fibra óptica, e em uma cidade, quatro. Então, nós temos hoje um padrão de transmissão e de comunicação muito bom e cumprindo todos os requisitos. Além disso, vocês podem ter certeza de que haverá uma característica nesta Copa, nós somos um país democrático, todo mundo - muito obrigada. Estava lá embaixo. Eu tenho dó do Jaques, porque ele falou com o microfone aqui... mas, vocês podem ter certeza, nós somos um país democrático, vamos… respeitamos direitos das pessoas de se manifestar. No entanto, não teremos a menor contemplação com quem achar que pode praticar ato de vandalismo ou atingir o direito da maioria, que é o direito de assistir e desfrutar e usufruir da sua Copa do Mundo.

Então, nós temos também hoje um sistema... perfeito, eu não digo, porque nada humano é  perfeito, mas quase perfeito, que nós vamos estar atentos, que nós vamos tentar melhorar a cada dia, que nós vamos garantir a segurança de todos os que vierem nos visitar e também dos brasileiros que vão de uma cidade a outra. Turistas brasileiros e estrangeiros.

Aliás, é sempre bom a gente lembrar: ninguém leva metrô dentro da mala quando volta para o seu país. Vem aqui em Salvador, vê essa beleza toda, não bota na mala um metrô, não bota na mala o estádio Fonte Nova, não leva na mala o aeroporto. O que ele leva? Ele leva no coração ser bem recebido. É isso que ele leva. O turista leva daqui isso. A Copa, ela tem um tempo de duração, o metrô é para o povo, para o povo da Bahia, para a capital de todos os baianos, para a capital dos soteropolitanos, isso é o metrô. A mesma coisa é o aeroporto, a mesma coisa é o estádio, a mesma coisa todas as obras que nós estamos fazendo. Todas elas estavam previstas, exceto os estádios, todas elas estavam previstas no PAC, no Programa de Aceleração do Crescimento. O que ocorreu foi que muitas foram antecipadas, outras foram iniciadas e serão continuadas. Agora, os aeroportos, por exemplo, nós conseguimos duplicar a capacidade dos aeroportos. Fizemos isso só para a Copa? Não. Vocês olhem comigo, aqui no Brasil, em 2003, só 33 milhões de brasileiros viajavam de avião. Só. Aí chegamos em 2013, 2013 deu 113 milhões, 2020 eles acham que vai dar 200 milhões. Então, nós estamos fazendo aeroporto, ampliando aeroporto, modificando aeroporto, porque o povo brasileiro agora tem direito a entrar num avião, tomar seu avião e ir visitar a quem achar que deve, fazer negócio com quem achar que deve, coisa que era impensável, impensável.

Vocês podem lembrar, todo mundo entrava no aeroporto e entrava dentro do avião, há 12 anos atrás, 13 anos atrás, entrava como? Tudo de terno, gravata, tudo bem vestido. Hoje o nosso povo entra como achar que tem de entrar, vestindo o que acha que tem que vestir e quando você olha para o lado, tá o povão. Aí falam: “virou uma rodoviária, virou uma rodoviária”. No sentido da quantidade de gente e do fato do povo acessar o aeroporto, virou rodoviária, sim. Agora, a qualidade dos aeroportos é, garanto a vocês, é só vocês observarem, é melhor que todas as rodoviárias. Agora, as rodoviárias também devem ser melhoradas. Não tem esse preconceito contra rodoviária, não.

Então, o que eu quero dizer é isso. A obra é para o Brasil, e agora neste um mês vai ser usada pela Copa do Mundo, sim senhor e sim senhora, porque nós somos um país que sabemos receber.

Queria dar outro dado para vocês, um dado que eu fui lá e levantei, e ontem eu até falei nele. O pessoal dizia que a gente tinha desviado dinheiro de estádio... para estádio dinheiro que devia ir para saúde e educação. Para vocês entenderem a disparidade dos gastos e dos valores, o que nós investimos em saúde e educação, se você contar 2010, quando começaram a fazer aeroporto, 2010, 2011, 2012, 2013, quatro anos, você tem um gasto no Brasil entre investimento e custeio, somando os dois, saúde e educação, de R$ 1,7 trilhão … bilhões, desculpa; 1,7 trilhão e uns quebrados… eu estou… tem ali mais um tanto. Eu estou simplificando o número: 1,7 trilhão. Isto tudo é dinheiro a fundo perdido, não tem financiamento nisso, é tudo orçamento de quem? Orçamento do governo federal, a soma de tudo que os estados gastam e tudo que os municípios gastam. Ora, o gasto no mesmo período em aeroporto é 8 bilhões. E foi assim: 4 bilhões do governo federal, 4 bilhões dos estados mais iniciativa privada. O dinheiro do governo federal foi financiamento, e, portanto, bancário, e, portanto, será cobrado - vocês sabem que banco cobra -, financiamento não tem conversa. O banco cobra. Então, é um absurdo dizer, primeiro, porque não é a mesma coisa; um é orçamento e o outro é financiamento. E também, se vocês verem o que significa 8 bilhões em 1,7 trilhão. Nesses 700 bilhões eu estou tirando muito mais para simplificar o número para não falar 7 bilhões 864, é muito mais, o que eu tirei, do que o gasto em estádio.  É uma desinformação - pode ser isso -, ou então é a tentativa de politizar uma coisa que não deve ser politizada. Eu quero dizer uma coisa, se houver algum gasto - quero dizer, da parte do governo federal e tenho certeza que todos os governadores me seguirão -, se houver algum gasto indevido, algum gasto incorreto, algum gasto superfaturado, quem fez o gasto superfaturado vai pagar, porque toda a fiscalização do governo federal atuará neste caso. Então, vamos ter clareza disso.

Outra coisa, é bom vocês lembrarem o que aconteceu nos últimos tempos: houve, em 2011, uma revista que colocou manchete da capa. A capa era a seguinte: os estádios e os aeroportos só ficarão prontos em 2038, assim sendo a Copa não vai ocorrer no Brasil em 2014, isto em 2011, depois dizia: o Maracanã vai ficar ponto em 2024. Depois somava todos os atrasos. Então, o Maracanã está entregue e todos os referidos estádios que iriam ficar prontos em 2038, estão todos entregues. Além disto, diziam: vai ter racionamento no Brasil. Não vai ter racionamento nem agora, nem depois, porque, sabe por quê? É simples, nos últimos 12, 13 anos, desde 2003 nós fizemos 21 mil megawatts de energia e 19 mil km de linhas de transmissão. Hoje nós vivemos um período, já melhorou muito, mas vivemos no início do ano tivemos um terrível momento no que se refere a chuvas no Brasil, elas se escassearam. Houve um momento que faltou bastante chuva neste país. Mas como você... sempre tem de contar com este fato, nós tínhamos feitos um investimento a maior e óbvio que o investimento a maior que nós fizemos foi com térmica. Por quê? Térmica, o sistema brasileiro é térmico, que dá segurança, ou seja, se precisar você usa térmica, é térmica com hidrelétrica é um sistema que a gente chama de hidrotérmico.

Pois bem, o pessoal queixa porque quando para a chuva, é fantástico, a gente é preso, eu sempre digo, por ter cachorro e por não ter o cachorro, como dizia o Machado de Assis no Alienista. O cúmulo da loucura é ser preso por ter cachorro e por não ter cachorro, é acusação dupla. Então qual era a acusação dupla: não pode usar térmica. Ora, a térmica foi feita não para enfeitar paisagem, ela foi feita para ser usada na hora da precisão. Por isto que eu posso chegar aqui e falar para vocês: não falta energia nem agora, antes da Copa, nem depois da Copa, pois nós planejamos estes sistemas. E a outra acusação muito dita e muitas vezes é que o Brasil não queria a Copa, e isso não é verdade. Eu vejo, cada vez mais, a recepção que é feita às seleções e alegria do povo brasileiro com a nossa seleção. E aí eu quero dizer para vocês: nós temos tudo para fazer a Copa das Copas. Fomos a única seleção que jogou, que foi em todas as Copas. Somos a única Seleção que é pentacampeã. Temos dois técnicos, o Parreira e o Felipão que são campeões… e temos um time que cada vez mais a gente gosta mais dele. Poucas vezes a gente viu um time que o pessoal torce tanto por ele.

Então eu tenho certeza e vocês podem estar certos, agora começou o jogo - agora começou o jogo. E o que nós temos de fazer é usar de tudo para gente torcer e ajudar a Seleção, que nem quando a gente tem medo de avião, como eu: você fica lá, segurando o avião, ajudando o piloto. Você segura o avião para ajudar o piloto. É a mesma coisa: nós temos de segurar, nós temos de ajudar a Seleção, nós temos de torcer por eles.

Então vamos buscar o nosso hexacampeonato, vamos buscar novamente a nossa taça.

Um abraço para vocês e um beijo.

 

Ouça a íntegra (31min30s) do discurso da presidenta Dilma Rousseff