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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na cerimônia de abertura ao tráfego do Arco Metropolitano do Rio de Janeiro, assinatura de contrato de financiamento para abastecimento de água na Baixada Fluminense e anúncio de novos investimentos - Duque de Caxias/RJ

por Portal Planalto publicado 01/07/2014 12h39, última modificação 01/07/2014 12h39

Duque de Caxias-RJ, 1º de julho de 2014

 

Obrigada.

Eu queria cumprimentar a Rosemary Lima, a Rosane, do amor... o Márcio Catroli e o Washington Chagas. Todos eles são trabalhadores e trabalhadoras aqui dessa obra e participaram da construção desse Arco Rodoviário. E aí eu quero cumprimentar... ao cumprimentar eles, eu cumprimento cada um dos homens e das mulheres que, com as suas mãos, construíram esse Arco Rodoviário, que na verdade é um caminho novo porque abre oportunidades de crescimento econômico e de crescimento social para o estado do Rio de Janeiro e para a Baixada.

Cumprimentar o governador Pezão. O Pezão tem sido um parceiro extraordinário. Cumprimento o Pezão e a Maria Lúcia. A Maria Lúcia, que sempre está lá, junto com o Pezão, e que é uma mulher firme e de opinião. Eu queria dizer para vocês que eu estou junto com o Pezão há muito tempo, desde o início do governo do Sérgio Cabral, quando o presidente Lula e o Sérgio Cabral iniciaram uma grande parceria no estado do Rio de Janeiro. Então, eu estou com o Pezão há muito tempo, conheço a capacidade de trabalho do Pezão e conheço também os efeitos dessa parceria, porque não basta fazer uma parceria, tem de fazer uma boa parceria. Eu conheço também essa boa parceria, que começou lá atrás, quando o governo federal e o governo do estado do Rio se deram as mãos, nós nos demos as mãos. Primeiro foi a mão do Lula com a mão do Sérgio. Mas, naquela época, nós também dávamos as mãos… eu dava a mão com o Pezão, o pessoal do Dnit dava a mão com o pessoal do DER e assim sucessivamente… com o Victer também, com o pessoal da Cedae, e foi por isso, foi por isso que nós chegamos onde chegamos. Por isso eu cumprimento tanto o nosso governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, como o ex-governador Sérgio Cabral.

Queria também cumprimentar outro parceiro, porque também nós fizemos parcerias com as prefeituras. Queria cumprimentar o Alexandre Cardoso, prefeito de Duque de Caxias, e a Tatiane Lima.

Cumprimentar também o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes.

Hoje eu estou aqui acompanhada por dois ministros, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, e o ministro Gilberto Occhi, das Cidades.

Cumprimento também os deputados federais Edson Santos, Julio Lopes, Luiz Sérgio, Simão Sessim e Washington Reis.

Cumprimento o Márcio Fortes, ex-ministro das Cidades.

O Jorge Hereda, nosso presidente da Caixa Econômica Federal.

Os secretários de Estado, Hudson, das Obras, que o Pezão há pouco chamou de nosso trator, porque tem trator, tem trator, máquina, mas tem um tipo de trator que é o homem que realiza. Então, Hudson, é um grande cumprimento esse.

Cumprimento o Leonardo Espíndola, da Casa Civil, e o Julio Bueno, do Desenvolvimento.

Cumprimento o Henrique Ribeiro, presidente do DER.

O vice-presidente da Firjan, Mauro Ribeiro Viegas Filho.

E os dirigentes das empresas: Eduardo Backheuser, da Carioca; o Leandro Azevedo, da Odebrecht; o Petrônio Braz Júnior, da Queiroz Galvão; Reginaldo Assunção, da OAS.

E quero dirigir um cumprimento especial ao Wagner Victer, presidente da Cedae.

Cumprimentar os senhores e as senhoras jornalistas, os senhores fotógrafos e os senhores cinegrafistas.

 

Aqui, como eu estava dizendo, nós fizemos a boa parceria, a parceria do trabalho, a parceria que colocou os interesses do estado do Rio de Janeiro acima de qualquer consideração, e aqui nós estamos entregando duas obras importantes. Vejam vocês que o estado do Rio de Janeiro é um dos estados que tem a ocupação territorial mais consolidada. Data do início do descobrimento do Brasil, quando os primeiros franceses chegaram aqui, lá por 1554. Mas, de lá para cá, o Rio foi sempre um local muito especial.

Nós sabemos que aqui no estado do Rio de Janeiro esteve a capital da República. Nós sabemos que o Rio teve uma importância sistemática. Então, é difícil aqui se abrir novas fronteiras, novas fronteiras territoriais como se abre em alguns estados do Brasil que não tinham ocupação. Ocupar fronteira aqui é difícil, e eu quero dizer que o que caracteriza esse Arco Rodoviário é a imensa oportunidade que ele abre aqui para o estado do Rio, tanto do ponto de vista da logística pelo que ele liga – liga rodovias e liga porto. Ligar rodovia e ligar um porto é algo estratégico –, liga grandes obras que estão sendo realizadas aqui no Rio de Janeiro, como é o caso do Comperj. Liga, portanto, de forma muito clara, grandes unidades econômicas, grandes obras, grandes projetos. Mas, ao fazer isso, abre o acesso a um território que estava desocupado e que estava na Baixada. Então, abre oportunidades sociais e econômicas.

Eu não tenho dúvida, nós hoje inauguramos um Arco Rodoviário que pode ser chamado caminho do futuro, caminho do futuro, caminho de oportunidades para instalação de empresas, algumas, inclusive, já instaladas, mas outras virão, porque duvido que tenha um lugar tão adequado para se instalar uma empresa como esse Arco Rodoviário, duvido. E isso num estado que tem mostrado um padrão de desenvolvimento nos últimos anos, nos últimos sete, oito anos, sem sombra de dúvida, especial, porque aqui vieram fábricas de todos os tipos. Além do Comperj, que está em processo de construção, nós tivemos siderúrgicas, como... duas siderúrgicas, sim.

Além disso, nós tivemos aqui também a instalação de várias empresas automobilísticas expandindo suas fábricas. Tivemos a instalação da indústria química, o fato de que o pré-sal foi descoberto. A Petrobras teve novo impulso, permitiu que aqui estaleiros fossem novamente revividos, estaleiros que estavam praticamente desertos. Eu lembro sempre que eu estive aqui com o ex-ministro Paulo Sérgio… Luiz Sérgio. Naquela época o Luiz Sérgio e eu visitávamos dois estaleiros, logo no início do governo do presidente Lula, porque nós estávamos fazendo a política do conteúdo nacional, ou seja, a Petrobras tinha de comprar no Brasil o que os trabalhadores brasileiros são capazes de produzir e não ficar importando lá de fora.

Então, estava eu com o Luiz Sérgio visitando e o que é que tinha nos estaleiros? Porque o Luiz Sérgio era metalúrgico. Então nós fomos lá. O que é que tinha? Grama, grama crescia nos estaleiros em 2003 aqui no Rio de Janeiro. Agora, hoje, você olha os estaleiros. Se eles antes contratavam em torno de 4 mil pessoas, hoje contratam 70 mil, e vão chegar, agora, em [20]17, a 100 mil.

Então, esse Arco Rodoviário é o seguinte: completa a paisagem que já estava sendo desenhada. E aí é imensamente gratificante ver esta obra realizada. Quando ela começou, sete anos atrás, ela não era um projeto ainda, ela era um sonho. De sonho ela foi passando a realidade.

Aí, na briga, na luta, no dia a dia, na resolução de desafios concretos... quando o Pezão fala 68 sítios arqueológicos, é importante saber, para que cada sítio arqueológico exige uma revisão, uma semiparalisação da obra. Para cada desapropriação é a mesma coisa. Aí, nós tivemos também a história da perereca, que todo mundo ria da perereca, a dona Filó. O nome dela é sofisticado: Philosomo... não sei das quantas. Sinteticamente a Dona Filó, que deu um trabalhão. Pois é, é o nome dela, o que a gente pode fazer? Assim que ela nasceu.

Bom, e tudo isso foi superado. Aí falam: “ah, mas esse processo está atrasado!”. Veja bem, vamos pensar um pouco, vamos refletir um pouco. Como atrasado? Nunca foi feito, 40 anos não foi feito e agora está aqui prontinho, entregue. Nesses 40 anos não chegaram nem perto disso porque não tinha projeto executivo. Então... não é isso, não, não levou 40 anos, não. Levou o esforço nosso para superar o fato que quando nós chegamos no governo não tinha projeto. Tinha alguém dizendo: “ah, tem de fazer um arco rodoviário.” Mas entre dizer “ah, tem de fazer um arco rodoviário” e fazer o arco rodoviário, dê-lhe trabalho, dê-lhe trabalho, dê-lhe desafio e dê-lhe esforço.

Então, eu tenho muito orgulho de estar aqui. Eu acompanhei o esforço, todo o esforço para esse Arco Rodoviário sair do papel. Inclusive quando eu queria colocar o Pezão todo animado, eu perguntava: “Pezão, como é que está o nosso arco rodoviário, hein?” E o Pezão pegava uma porção de fotografia e me mostrava cada um dos passos. Perguntava a mesma coisa para o Sérgio. A mesma coisa, cada um dos passos. Eles, inclusive, têm um álbum de fotografias, que é aquele que você tira da criança, do seu neto ou do seu filho quando nasce. O primeiro passo, quando foi para o colégio a primeira vez, quando falou as primeiras palavras, eles têm um igualzinho do Arco Rodoviário. É uma… um carinho todo especial pela compreensão do que esse projeto significa, não só hoje, para as cidades da Baixada, mas o que vai significar para as cidades da Baixada, para a população da Baixada.

Esta região vai se transformar numa das regiões mais ricas do estado do Rio de Janeiro, podem cobrar isso no futuro. Aqui foi dado o passo essencial para gerar emprego, gente, para gerar emprego de qualidade, para melhorar a vida para a população que vive aqui. Também porque quando a gente tira tráfego pesado de dentro das cidades, a gente está preservando vida, a gente está garantindo não só, como bem disse o prefeito Alexandre, não só tempo de vida para você passar com seus filhos, mas você está garantindo também segurança, segurança porque tráfego pesado sempre causa acidentes, acidentes causam mortes e nós sabemos que morte no trânsito é uma das principais causas de morte no nosso país. Então, também por isso. Também porque ela é uma obra, desse ponto de vista, humanitária. Tira dos grandes centros urbanos todo o tráfego pesado. Finalmente… 10 mil caminhões/dia.

Pois muito bem, uma outra coisa que eu quero falar é sobre esse contrato assinado hoje aqui entre a Caixa Econômica, o governo federal e a Cedae. Água é vida, é igual a vida. Água é igual à vida. E aí, gente – eu acabei de beber água, como vocês viram –, e aí tem uma questão fundamental. Quando a gente fala em cidade, a gente vai ter sempre de falar em quatro coisas. Primeira questão, nós temos de falar em mobilidade urbana, nós temos de falar nessa questão que o Arco também contribui, que é a redução do tempo e da distância que você perde para se transportar da casa para o trabalho, do trabalho para casa, da casa para a escola, da escola para casa, da casa para o lazer, enfim. Então essa é uma questão essencial.

A segunda questão é da moradia. A moradia... nós temos dado um grande passo na questão habitacional com o Minha Casa, Minha Vida, porque o Minha Casa, Minha Vida, pela primeira vez olhou para aquelas pessoas que ganham até R$ 1.600 reais, que antes não tinham como pagar preço de mercado de uma… ou de um apartamento ou de uma casa de até… pelo menos R$ 50 mil reais, não tinha. De 60 não tinha, de 78, aí que não tinha mesmo. Então o Minha Casa, Minha Vida é o governo federal botando a mão no bolso e falando “Olha, nós complementamos a casa”. E no Minha Casa, Minha Vida, entre 90 e 95% é o dinheiro que nós colocamos para a chamada faixa 1.

E ontem eu estive lá no antigo presídio Frei Caneca, e aí eu falo, a boa parceria é aquela em que os parceiros se viram. E nós, Sérgio Cabral, e nós, Pezão, nos viramos. Como é que nós nos viramos? Ontem, lá no presídio… era presídio, hein, gente. Frei Caneca, presídio. Ficou preso lá o Graciliano Ramos, o Luiz Carlos Prestes e a Olga Benário, por exemplo. O presídio também era presídio comum, um lugar onde se priva a liberdade. Agora, o governo do estado desapropriou aquele presídio, limpou aquele presídio e ofereceu para nós... Sérgio Cabral e Pezão, sendo bem justa. E aí o que é que colocaram? Colocaram aquele terreno, que vale, que vale para danar, gente - vale para danar -, no centro do Rio de Janeiro. Colocaram o terreno e nós construímos ali 998 lares, lares para 998 famílias.

Então eu falei mobilidade, habitação, e tem uma coisa fundamental. Ah, vou falar primeiro de segurança. Aqui nós tivemos a melhor parceria em segurança com as UPPs, e agora, por último, lá na Maré, onde eu agradeço aqui também a participação do Exército brasileiro, das Forças Armadas na garantia da pacificação na Maré.

Mas eu quero me referir, por último, é à questão do saneamento, onde o abastecimento de água, água tratada, água da Cedae é mais um passo que nós demos hoje. Daqui a um tempo nós vamos voltar aqui e dizer para vocês o seguinte: “Olha, a Cedae universalizou.” O que é universalizar? É levar para cada casa, para todo mundo, como ele disse, para cada um e cada uma água tratada da melhor qualidade. Sem isso as cidades não vivem, as cidades não vivem. Era um dos maiores objetivos nossos e agora ele está sendo concretizado: levar água tratada para toda a Baixada Fluminense, nessa perspectiva de transformar esta região numa das mais desenvolvidas do estado do Rio.

            E aí eu quero dizer para vocês que tudo isso se completa também com serviços de educação e de saúde. Aqui nós tivemos… demos um grande passo com o Mais Médicos, levando médicos para muitos lugares onde não tinha médico. Mas eu acho que nós temos ainda um grande desafio pela frente. Nós temos de, cada vez mais, apostar na qualidade da saúde pública no nosso país. Ontem nós inauguramos um hospital, hospital extremamente significativo, lá em Saquarema, um hospital de referência para a Baixada Litorânea, e como esse, outros hospitais, sem sombra de dúvida, serão inaugurados.

Queria dizer, finalmente, sobre a educação, antes de encerrar. Aqui eu estou vendo muitos trabalhadores, muitos trabalhadores que agora poderão ir para outras obras que estão sendo feitas aqui no estado. Mas eu quero lembrar também a importância desses trabalhadores, sempre que possível, fazer um curso do Pronatec. Os cursos do Pronatec são gratuitos. O governo federal colocou 14 bilhões de reais nos cursos gratuitos do Pronatec e são os melhores cursos. São cursos curtos, de quatro a seis meses, feitos por uma parceria entre o Sistema S – Senai, Senac, Senar, Senat – e as escolas estaduais, como aquela que eu vi lá em Saquarema, não é, Pezão? E os Institutos Federais de Educação. Por isso, eu quero dizer a vocês que não deixem passar a oportunidade. Nós estamos formando, até o final de 2014, 8 milhões – 8 milhões – de técnicos de nível médio, mas, sobretudo, de qualificação dos trabalhadores e das trabalhadoras. Isso mesmo, ajudando todos, todos a terem essa oportunidade.

E quero concluir dizendo para vocês. Eu cheguei aqui, o dia estava com uma névoa baixa. E quero dizer para vocês, que esse sol que está aqui sobre nós, ele é um reconhecimento do dia, da natureza sobre o fato especial do significado desse Arco Rodoviário. É com alegria que eu participo dessa inauguração, com alegria, com imensa alegria. Pezão, Sérgio Cabral, Alexandre, e aí tem razão o Eduardo Paes, beneficia o Rio de Janeiro bastante.

Parabéns para vocês, para todos nós, para os trabalhadores, para os empresários! Nós conseguimos!

 

Ouça a íntegra (24min03s) do discurso da Presidenta Dilma