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Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da reunião com empresários - Fortaleza/CE

por Portal Planalto publicado 28/08/2015 23h13, última modificação 28/08/2015 23h14

Fortaleza-CE, 28 de agosto de 2015

 

 

Eu vou, primeiro, cumprimentar aqui a todos os presentes, os empresários e também as empresárias que nos honram com a sua presença nessa reunião.

Nós vamos dar início a essa reunião empresarial assinando uma ordem de serviço para mais uma etapa da Ferrovia Transnordestina. Era isso que o senhor Ciro Gomes tinha que ter falado e não falou, então, eu falo. A construção de 51 quilômetros entre os municípios de Acopiara e Piquet Carneiro, aqui no Ceará. Nós consideramos que tem algumas obras no Brasil que, no caso do Nordeste, são estruturantes: uma é a interligação do São Francisco e a segunda é a Ferrovia Transnordestina. No caso da Ferrovia Transnordestina, nós estamos fazendo um imenso esforço para que essa obra fique concluída nesse trecho que é muito importante entre Eliseu Martins, Salgueiro e Fortaleza-Pecém.  

Eu acredito que essa obra, depois, ao ficar pronta também no trecho que é Salgueiro-Suape, passando por várias cidades, ela vai ter uma característica excepcional. Primeiro, porque, na verdade, ela abre fronteiras. E essas fronteiras são tanto fronteiras de grãos, de proteínas, de minérios, enfim, de todos os produtos que têm um componente importante, não só para o mercado interno, mas também para o mercado externo. Nós queremos com isso reduzir os custos de transportes, vocês sabem que ferrovia é um modal tipicamente destinado para o transporte de grãos e minérios pela quantidade e pelo volume. E tem um efeito não só de se tornar um referencial de preços para os demais modais, como também para permitir que nós tenhamos uma manutenção mais barata das rodovias brasileiras.

O Brasil, lá atrás, devido ao fato que nós começamos a produzir automóveis em um determinado período da nossa história, nos anos 50, optou pela rodovia, por razões óbvias. Esta opção não é a melhor opção para um país continental com as riquezas que o Brasil tem. Daí porque hoje nós nos esforçamos bastante, tanto através dos PACs, dos dois PACs, quanto agora, depois, através do planos de concessão, para investir em ferrovias.

A Transnordestina, ela integra uma forma de ligação logística no Brasil que é transversal, não é? Ela integra o que a gente poderia chamar da coluna de… da coluna, não, da espinha de peixe. A espinha de peixe, sendo a Norte-Sul a coluna central e a espinha de peixe é aquilo que, de fato, vai interiorizar a estrutura ferroviária brasileira.

Então, eu quero dizer que para mim é muito bom iniciar essa reunião empresarial falando dessa ordem de serviço pela qual nós ampliamos em mais quilômetros os trechos que nós estamos fazendo da Transnordestina. Nós esperamos, no horizonte até 2018, que a gente conclua uma parte usável comercialmente.

No segundo caso, que é o caso da Integração do São Francisco, é muito importante os senhores saberem que, na semana passada, nós inauguramos a primeira unidade de bombeamento. Uma unidade de bombeamento no São Francisco, ela eleva, a primeira elevou a água do nível do rio a 35 metros. Isso é um custo significativo, porque você faz isso com bombeamento baseado em energia elétrica. Agora, mudará, mudará a feição de uma região muito grande, sei que aqui temos os produtores de frutas que sabem o valor que nós teremos quando você puder irrigar.

Então acredito que também a perenização de mil quilômetros de rio, que é o fruto dessa obra, junto com as demais obras de segurança hídrica que se faz no Nordeste, aqui no Ceará vocês são um exemplo significativo, porque eu acredito que tanto o Eixão das Águas quanto o Cinturão das Águas… O Eixão já concluído, mas o Cinturão, quando for concluído, garantirá um padrão de acesso e de abastecimento de água que São Paulo não tem. Hoje, se você for olhar uma das capitais, Belo Horizonte, com problemas; o Rio, com menos problema, mas com problema; São Paulo, com problema. Então, as grandes capitais do Brasil, hoje, elas têm problemas de abastecimento.

Então, eu quero saudar aqui os governos que permitiram isso, os governos estaduais, porque tem muito do governo estadual na definição de obras dessa envergadura. Obras dessa envergadura, elas não ocorrem em um governo só, ocorrem em vários governos. Então saúdo o ex-governador Ciro Gomes, o ex-governador Cid Gomes, o governador Camilo e os outros governadores que participaram desse projeto, que deram essa consistência.

Bom, encerrando, eu queria dizer o seguinte: a ideia nossa - e aí eu queria cumprimentar, ao abrir a segunda parte, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará, o Beto Studart; queria cumprimentar o presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados, o Luiz Roberto Barcelos, cumprimentar o senhor Flávio Saboya, presidente da Federação da Agricultura do Ceará; e o diretor-presidente da Transnordestina Logística S/A, Ciro Gomes. Queira também cumprimentar, aqui, todos os presentes. Eu, aliás, tinha que ter começado cumprimentando o governador Camilo, mas o motivo pelo qual eu não o cumprimentei, é porque eu estou com ele há mais de três horas. E daí, então ficaria muito estranho que eu o cumprimentasse. E, também, através de link com o prefeito, nosso querido e simpático prefeito.

Então, gostaria então de me referir aqui a Nelson Barbosa, ministro do Planejamento; Armando Monteiro, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio; ministra Kátia Abreu, da Agricultura. E saudar o nosso querido Antônio Carlos Rodrigues, que é o responsável, hoje, pela realização da Transnordestina.

 

Ouça a íntegra(08min06s) do discurso da Presidenta Dilma Rousseff