Você está aqui: Página Inicial > Mandatos de Dilma Rousseff (2011-2015 e 2015-2016) > Discursos > Discursos da Presidenta > Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da Exposição "O olhar que ouve", de Carlinhos Brown

Discurso da Presidenta da República, Dilma Rousseff, na abertura da Exposição "O olhar que ouve", de Carlinhos Brown

por Portal do Planalto publicado 23/04/2013 13h38, última modificação 04/07/2014 20h15


Palácio do Planalto, 23 de abril de 2013

 

Eu queria começar cumprimentando o Carlinhos Brown. E eu estava dizendo para ele que as pessoas que têm talento, como ele tem, acham normal ter talento. E acham normal inventar a caxirola. Nós, a mim me provoca, na minha ausência de talento musical, provoca uma surpresa que eu acho que todos aqui compartilham. A surpresa diante de uma coisa tão bonita, tão simples, tão sintética e tão representativa do Brasil.

Queria também cumprimentar a minha cara Andréa Mota.

Os ministros de Estado eu vou cumprimentar um ministro de Estado ausente, porque ele é, ele tem um papel importante aqui, principalmente nesta questão da caxirola, que é o ministro Aldo Rebelo, dos Esportes; queria cumprimentar a nossa ministra da Cultura, Marta Suplicy, a Helena Chagas, da Secom, e o general José Elito, do Gabinete de Segurança Institucional.

Cumprimentar a senadora Ana Amélia.

A deputada Jandira Feghali, presidenta da Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados.

O deputado Assis Melo.

Senhoras e senhores jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas.

 

A Marta cumprimentou o senador Ciro Nogueira, mas eu não o estou vendo o senador. Bom, mas em todo o caso, eu cumprimento todos os senadores, deputados federais aqui presentes nesta cerimônia, que tem este lado informal. Nós todos nos congraçamos aqui.Queria cumprimentar todos os presentes e dizer que a gente não pode esquecer a grande riqueza do que nós estamos fazendo aqui.

Primeiro, é uma exposição de um talentoso, um excepcional músico brasileiro. Uma exposição que se chama “O olhar que ouve”, essa é a capacidade de um autor, de um artista se transportar do mundo do som para o mundo das imagens. É o olhar que ouve.

Mas vocês vão ver olhando a exposição que, com o Carlinhos, a imagem canta.  A imagem também canta. E essa capacidade de várias vozes – a voz da pintura, a voz plástica da pintura e a voz da percussão, elas se encontram em uma imensa capacidade de criar.

Eu queria também dizer a vocês que a mim encanta em demasia esse processo do Carlinhos e mostra a imensa força da cultura brasileira. Dizem que o universal sempre está em um mundo muito particular e é a capacidade de expressar esse mundo muito particular, muito específico, que transforma um autor em um grande artista.

O Carlinhos é um autor e um grande artista. E ele expressa um mundo diverso, mas muito específico, do Brasil, e especialmente da Bahia. A pluralidade, o fato de que esse mundo tem milhões de aspectos. E agora o Carlinhos nessa sua quase ingênua aceitação de que “ah, não, é muito fácil fazer uma caxirola”, nos encanta porque ele combina aí a imagem, essa imagem lá, verde e amarela da caxirola, esse fato que nós estamos falando de um plástico verde, de um país que tem a liderança da sustentabilidade no mundo e ao mesmo tempo é um objeto capaz de fazer duas coisas: de combinar a imagem com som e nos levar a gols. Então, além do olhar que ouve, da imagem que canta, nós temos a imagem e o olhar que nos levam – com a caxirola, a comemorar o gol. A comemorar os nossos atletas. Enfim, é essa capacidade de unir esporte, música e artes plásticas que nós hoje aqui estamos abrindo essa exposição com Carlinhos Brown.

Para o governo federal é um grande orgulho. É um grande orgulho usar esse espaço como espaço público para divulgar um grande artista brasileiro. Para mostrar um homem que vem de um processo de se construir baseado em princípios morais e éticos, baseado no fato de que aprendeu com seu pai e aprendeu ao mesmo tempo com seu pai que não basta pintar o gelo, né Carlinhos, nem o creme, nem só o azul, que tem essa imensa potencialidade de cores.

Então eu fico muito feliz de estar aqui abrindo essa exposição para vocês. Tem esse lado da caxirola e tem toda a exposição que o Carlinhos hoje coloca para a gente saborear. E aí nós juntamos toda a capacidade humana de experimentar que a arte nos permite, que vai desde a nossa bandeira sonora até o fato de termos aqui um dos maiores percussionistas do mundo.

Eu agradeço a todos e principalmente eu cumprimento a Marta Suplicy, por ter trazido o Carlinhos aqui, e cumprimento o Carlinhos por tudo o que fez e por tudo o que encantou, por tudo o que trouxe de alegria para o nosso país.

E eu tenho certeza que principalmente as crianças desse país vão ter uma experiência muito fantástica com a caxirola. O Carlinhos não disse, mas ele me falou que a caxirola também tem um sentido transcendental de cura, de enfim, de paz com o mundo, de estar, de fato em sintonia com a natureza e com todos os orixás.

Eu acredito que a caxirola faz parte não só do futebol, mas da imensa capacidade do nosso país de fazer um instrumento muito mais bonito que a vuvuzela. Muito obrigada!

 

Ouça a íntegra do discurso (08min22s) da presidenta Dilma Rousseff